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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
B.074.Brigas - Evaldo Gouveia/Jair Amorim
Veja só, que tolice nós dois
brigarmos tanto assim
se depois vamos nós a sorrir
trocar de bem, enfim.
Para que maltratarmos o a mor
o amor não se maltrata não.
Para que se essa gente o que quer
é ver nossa separação.
Brigo eu, você briga também
por coisas tão banais
e o amor em momentos assim,
morre um pouquinho mais.
E ao morrer então é que se vê,
que quem morreu fui eu e foi você,
pois sem amor
estamos sós,
morremos nós.
E ao morrer, então é que se vê
que quem morreu fui eu e foi você,
pois sem amor,
estamos sós,
morremos nós.
B.073.Borboleta - Domênico Lancellotti
No lago zulu
O casulo de seda
Da larga lagarta
Do corpo de estrela
Virada no vento
Não vai mais rasteira
Terá vida nova
Farfalla ligeira
Farfalla ligeira borboleta
Farfalla ligeira
Levada na cor
Recorta do ar
O cheiro da flor
Ruído do mar
Mas foge de mim
Na borda da mesa
Ou pousa no prato
De louça chinesa
Farfalla ligeira
Farfalla ligeira borboleta
Farfalla ligeira
B.072.Babilônia Brasileira - Fauzi Betdown
Como pode um país continente?
De extensas terras, incontáveis riquezas
Dominado por uma elite tão inconsequente,
Saqueando o povo, semeando a incerteza.
Empresários, políticos,corruptos, oportunistas
Constroem seus impérios manipulando a massa,
Prepotentes senhores escravagistas,
Tão hábeis em suas trapaças
A lei do mais forte é sua segurança,
Tornando pessoas mais e mais oprimidas,
Famílias inteiras sofridas , sem esperanças,
Carentes e subnutridas crianças.
Brasil babilônia,
Terra da pouca vergonha,
De que vale tamanha riqueza,
Terras boas. Tão bela natureza,
Se o povo não pode almejar,
Ao menor bem estar, de Ter o pão sobre a mesa.
Babilônia brasileira,
Paraíso dos safados,
Regime do Demônio,
Sugando a nação inteira,
Capitalismo selvagem, sistema babilônio,
Jamais irá suplantar,
O sistema e os desígnios de Jah.
B.071.Breve como um Jogo - Fauzi Beydown
A vida é breve como um jogo,
Com suas regras, suas leis,
Injustiças e malogros,
Muitos perdem sua vez.
É ganhar ou perder,
É lutar pra viver,
É ganhar ou perder,
É lutar pra viver.
Em tudo há uma ciência,
A vivência nos leva a reconhecer,
Nas angústias, minúcias da existência,
A arte e a razão de viver,
Porque um dia...
Quem perde poderá ganhar,
Quem ganha poderá perder,
Quem sofre poderá gozar,
Quem goza poderá sofrer
B.070.Babilônia em Chamas - Fauzi Beydown
Babilônia em Chamas!
Babilônia em Chamas!
Chamas da destruição
Chamas da destruição...
Os dias são esses
(Esses!)
Dias de hoje
(Hoje!)
O mundo é confuso
Hum! Hum!
Mundo imundo...
Todos têm suas verdades
Todos têm suas mentiras
Os sábios da iniqüidade
Não temem as chamas da ira
Da ira de Jah!
(Jah! uh! uh! uh!)
Da ira de Jah!
(Jah! uh! uh! uh!)
Ninguém se lembra de Jah....
Babilônia em Chamas!
Babilônia em Chamas!
Chamas da destruição
Chamas da destruição...
Olhe pr'os guetos
E veja a escravidão
As vítimas da pátria
Filhos da opressão
Vivendo, sofrendo, morrendo
Vivendo, sofrendo, morrendo
Prá alimentar
Os donos da situação
Quem são?
Os donos do poder!
O cérebro do sistema
Hum!
Donos da situação...
-"Jah-Jah, proteja meus filhos
Das Chamas da Destruição"
Vaia! Vaia! Vaia! Vaia!
Vaia quem não dá plantão!
Vaia! Vaia! Vaia! Vaia!
Vaia quem não dá plantão!...
Babilônia em Chamas!
Babilônia em Chamas!
Chamas da destruição
Chamas da destruição
Babilônia em Chamas!
Babilônia em Chamas!
Chamas da destruição
(Chamas!)
Chamas da destruição
(Chamas!)
Chamas da destruição...
B.069.Beatriz - Edú Lobo/Chico Buarque
Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva para sempre Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Pra sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida
Marcadores:
Chico Buarque,
Edú Lobo,
Letra B
B.068.Brigas Nunca Mais - Tom Jobim/Vinicius de Moraes
Chegou, sorriu, venceu depois chorou
Então fui eu quem consolou sua tristeza
Na certeza de que o amor tem dessas fases más
E é bom para fazer as pazes, mas
Depois fui eu quem dela precisou
E ela então me socorreu
E o nosso amor mostrou que veio prá ficar
Mais uma vez por toda a vida
Bom é mesmo amar em paz
Brigas nunca mais
Marcadores:
Letra B,
Tom Jobim,
Vinícius de Moraes
B.067.Bim Bom - João Gilberto
Dm7 G7 Dm7 G7
Bim bom bim bim bom bom
Dm7 G7 Dm7 G7 Dm7
Bim bom bim bim bom bim bom
Dm7 G7 Dm7 G7
Bim bom bim bim bom bom
Dm7 G7 Dm7 G7 Dm7 E7/4 E7/-9
Bim bom bim bim bom bim bim
Am7 Bm7 E7/-9 Am7 Bm7 E7/-9
É só isso o meu baiao E nao tem mais nada nao
Am7 A7 Dm7 G7
O meu coraçao pediu assim, só
Dm7 G7 Dm7 G7
Bim bom bim bim bom bom
Dm7 G7 Dm7 G7
Bim bom bim bim bom bom
Dm7 G7 Dm7 G7
Bim bom bim bim bom bom
Am7 Bm7 E7/-9 Am7 Bm7 E7/-9
É só isso o meu baiao E nao tem mais nada nao
Am7 A7 Dm7 Fm6 Cmaj7
B.066.Bolinha de Papel - Geraldo Pereira
Só tenho medo da falceta
Mas adoro a Julieta
Como adoro o Papapi do ceu
Quero seu amor, minha santinha
Mas só não quero que me faça
De bolinha de papel .
Tiro você do emprego
Dou-lhe amor e sossego
Vou ao banco
E tiro tudo prá você gastar
Posso, ó Julieta
Lhe mostrar a caderneta
Se você duvidar.
B.065.Beleza Pura - Caetano Veloso
Não me amarra dinheiro não
Mas formossura
Dinheiro não
A pele escura
Dinheiro não
A carne dura
Dinheiro não
Moça preta do curuzu
Beleza pura
Federação
Beleza pura
Boca do Rio
Beleza pura
Dinheiro não
Quando essa preta começa
a tratar do cabelo
É de se olhar
Toda a trama da trança
a trança do cabelo
Conchas do mar
Ela manda buscar pra botar
no cabelo
Toda minúcia
Toda delícia
Não me amarra dinheiro não
Mas elegância
Não me amarra dinheiro não
Mas a cultura
Dinheiro não
A pele escura
Dinheiro não
A carne dura
Dinheiro não
Moço lindo do badauê
Beleza pura
Do lê Aiyê
Beleza pura
Dinheiro yeah
Beleza pura
Dinheiro não
Dentro daquele turbante
do Filho de Ghandi
É o que há
Tudo é chique demais, tudo é muito elegante
Manda botar
Fina palha da costa e que tudo se trance
Todos os búzios
Todos os ócios
Não me amarra dinheiro não, mas os mistérios
B.064.Brasil Pandeiro - Assis Valente
C C#° Dm G C
Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor
C7 F
Eu fui na Penha, fui pedir ao Padroeiro para me ajudar
G#° G Dm G
Salve o Morro do Vintém, Pendura a saia eu quero ver
Dm G Dm G C G7
Eu quero ver o tio Sam tocar pandeiro para o mundo sambar
C C#° Dm G C
O Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada
C7 F
Anda dizendo que o molho da baiana melhorou seu prato
G#° G Dm G
Vai entrar no cuzcuz, acarajé e abará
Dm G Dm G C C#°
Na Casa Branca já dançou a batucada de ioiô, iaiá
F G Em
Brasil, esquentai vossos pandeiros
Am Dm G C C#°
Iluminai os terreiros que nós queremos sambar
F G Em Am Dm
Há quem sambe diferente noutras terras, noutra gente
G C C#°
Num batuque de matar
F G Em
Batucada, Batucada, reunir nossos valores
Am Dm
Pastorinhas e cantores
G C C#°
Expressão que não tem par, ó meu Brasil
F G Em
|Brasil, esquentai vossos pandeiros
2x| Am Dm G C C#°
|Iluminai os terreiros que nós queremos sambar
G7 C G7 C
Ô, ô, sambar, iêiê, sambar...
G7 C G7 C
B.063.Baião da Garoa - Hervê Cordovil/Luiz Gonzaga
Na terra seca
Quando a safra não é boa
Sabiá não entoa
Não dá milho e feijão
Na Paraíba, Ceará, nas Alagoas
Retirantes que passam
Vão cantando seu rojão.
Tra-lá lá lá lá lá lá
Tra-lá lá lá lá lá lá
Meu São Pedro me ajude
Mande chuva, chuva boa
Chuvisqueiro, chuvisquinho
Nem que seja uma garoa.
Uma vez choveu na terra seca
Sabiá então cantou
Houve lá tanta fartura
Que o retirante voltou.
Oil Graças a Deus
Choveu, garoou.
B.062.Balada de Madame Frigidaire - Belchior
Ando pós-modernamente apaixonado pela nova geladeira.
Primeira escrava branca que comprei, veio e fez a revolução.
Esse eterno feminino do conforto industrial injetou-se em minha veia, dei bandeira!
e ao por fé nessa deusa gorda da tecnologia gelei de pura emoção!
Ora! desde muito adolescente me arrepio ante empregada debutante.
Uma elétrica doméstica então... Que sex-appeal! Dá-me o frio na barriga!
Essa deusa da fertilidade, ready made a la Duchamp, já passou de minha amante
Virou super-star, a mulher ideal, mais que mãe, mais que a outra... Puta amiga!
Mister Andy, o papa pop, e outro amigo meu xarope se cansaram de dizer:
Pra que Deus, Dinheiro e Sexo, Ideal, Pátria, Família pra quem já tem frigidaire?
É Freud, rapaziada! Vir a cair na cantada dum objeto mulher.
Eu me confundo, madame! E a classe média que mame se o céu, a prazo, se der!
Que brancorno abre e fecha sensual dessa Nossa Senhora Ascéptica!
Com ela eu saio e traio a televisão, rainha minha e de vocês.
Dona frigidaire me come... But no kids double income! Filho compromete a estética!
Como Edipo-Rei momo, como e tomo tudo dela... Deleites da frigidez!
Inventores de Madame Frigidaire, peço bis! Muito obrigado!
Afinal, na geladeira, bem ou mal, pôs-se o futuro do país.
E um futuro de terceira, posto assim na geladeira, nunca vai ficar passado.
Queira Deus que no fim da orgia, já de cabecinha fria, eu leve um doce gelado!
Mister Andy, o papa pop, e outro amigo meu xarope, se cansaram de dizer:
- Pra que Deus, Dinheiro e Sexo, Ideal, Pátria, e Família pra quem já tem frigidaire?
É Freud, rapaziada! Vir a cair na cantada dum objeto mulher...
Mas que trocadilho infame! La vraie Ballade des Dames du Temps Jadis... au contraire!
B.061.Boiada - Almir Sater/Renato Teixeira
Ele foi levando boi, um dia ele se foi no rastro da boiada
A poeira é como o tempo, um véu, uma bandeira, tropa viajada
Foram indo lentamente, calmos e serenos, lenta caminhada
E sumiram lá na curva, na curva da vida, na curva da estrada
E depois dali pra frete, não se tem notícias, não se sabe nada
Nada que dissesse algo
De boi, de boiada, de peão de estrada
Disse um viajante, história mal contada
Ninguém viu, nem rastro, nem homem, nem nada
Isso foi há muito tempo, tempo em que a tropa ainda viajava
Com seus fados e pelegos no rangeu do arreio ao romper daaurora
Tempos de estrelas cadentes, fogueiras ardentes, ao som daviola
Dias e meses fluindo, destino seguindo, e a gente indo embora
Isso tudo aconteceu no fato que se deu, faz parte da história
E até hoje em dia quando junta a peãozada
Coisas assombradas, verdades juradas
Dizem que sumiram, que não existiram
Ninguém sabe nada
Ele foi levando boi, um dia ele se foi no rastro da boiada
A poeira é como o tempo, um véu, uma bandeira, tropa viajada
Foram indo lentamente, calmos e serenos, lenta caminhada
Dias e meses seguindo, destino fluindo, e a gente indo embora
Isso tudo aconteceu no fato que se deu, faz parte da história
E até hoje em dia quando junta a peãozada
Coisas assombradas, verdades juradas
Dizem que sumiram, que não existiram
B.060.Boeiro do Nabileque - Almir Sater/João Bá
Vai boieiro, rio abaixo
Vai levando gado e gente
O sol trouxe-me a semente
Eh, porto de Corumbá
Um amor, toda beleza
Como um canto de nobreza
Deslizar na veia d'água
Eh, rio Paraguai
Rio acima, peixe-boi
Passarada, matagal
Véio bugre entoando
Seu antigo ritual
Pantaneiro
B.059.Bigorrilho - Sebastião Gomes/Paquito
Lá em casa tem um bigorrilho,
Bigorrilho fazia mingau,
Bigorrilho foi quem me ensinou,
A tirar o cavaco do pau,
Trepa Antonio, siri tá pau,
Eu também sei tirar,
O cavaco do pau.
(bis)
Dona Dadá, Dona Didi,
Seu marido entrou alí,
Ele tem que sair,
Ele tem que sair,
Ele tem que sair,
Ele tem que sair.
B.058.Bem me Quer - Thalles
Brilho da noite, minha estrela azul
Pedaço de arco-íris
Amor por amar, eu vi o sol quando beijei você
a primeira vez
Eu tenho todo tempo pra brincar
Com você, sou apenas um menino
Disfarço e faço outra vez
Me escondo e te deixo encontrar
Sou seu super-herói
Deixa pra lá
Já fiz de tudo pra encontrar você
Joguei bem-me-quer
seu bem-me-quer não quis
Pra eu ser feliz eu quero amar e amar você
B.057.Beiral - Djavan
Eu juro
Te querer enquanto o ouro
Do turno da tarde
Cair no beiral
Foi como Eu disse a você
Sem lhe ter falado
Meu lado
Luz acesa de pescador
Bom de mar
Quer me ver sonhar
Traz a tua vida
Mais pra perto de mim
Eu juro . . .
. . . Mais pra perto de mim.
Tarde cai
E na descida se acabou de ver
O sol do lavrador
Brilhara, gritara na sua luz
Fez sinal
Que um dia desse
Deus dará em dobro
E finalmente se escondeu
A noite vem, que vem
E Eu ali
Mas não tava à toa
Tava contente
Tava com meu Bem
Num canto da mente
Mas não tava à toa
Tava contente
Tava com meu Bem
Num canto da mente
Eu juro . . .
. . . perto de mim . . .ali
Mas não tava à toa
Tava contente
Tava com meu Bem
Num canto da mente
Mas não tava à toa
Tava contente
Tava com meu Bem
B.056.Bilhete - Ivan Lins/Vitor Martins
Quebrei o teu prato
Tranquei o meu quarto
Bebi teu licor
Já arrumei a sala
Já fiz tua mala
Pus no coredor
Eu limpei minha vida
Te tirei do meu corpo
Ti tirei das entranhas
Fiz um tipo de aborto
E por fim, nosso caso
Acabou, está morto
Jogue a cópia da chave
Por debaixo da porta
Que é pra não ter motivos
De pensar numa volta
Fique junto dos teus
Boa noite, adeus.
B.055.Beira Mar - Capitulo II - Zé Ramalho
Quando o dia morre e a noite avança
Óh brisa marinha bafeja e murmura
Nos braços divinos da Santa Natura
A noite soturna tristonha descansa
O mundo adormece e o bar se balança
A lua de prata começa a brilhar
Jogando reflexos dourados no mar
Rasgando o véu negro que envolve o espaço
Guardando a metade do grande mormaço
Que agita as procelas na beira do mar
Em cima da Terra o mar permanece
Cheio de enigmas completo de enredos
Guardando mistérios e grandes segredos
Ciências ocultas que o chão desconhece
É bravo gigante que nunca adormece
Um minuto apenas não pode parar
A Terra girando suspensa no ar
Obriga que as águas se movam também
Sem obedecerem na terra a ninguém
Somente a Netuno que é mestre do mar
No mundo da gente qualquer ser humano
Que viva pisando no globo terrestre
É uma energia que para seu mestre
É só contemplar este grande oceano
Aonde o poder de um ser soberano
Está retratado sem nada faltar
Grandezas que o homem não pode imitar
Nem mesmo em oitenta milhões de semanas
Aonde a ordem supera as humanas
No céu e na terra e na beira do mar
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