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quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
M.139.Menina me dá seu amor - Bell Marques/Wadinho Marques
Posso sentir
Chego a tocar na sua mão
Cantar, cantar a beleza da vida
Me faz querer seu coração
Porque será
Que a noite é tão linda como você
Olhar o mar e os mistérios da lua
E deixar tudo acontecer
Daqui do alto, eu te vejo
Daqui do alto, eu te desejo
Daqui do alto, eu te quero
Daqui do alto, me desespero
Menina, me dá seu amor
Madrugada já clareou
Clareou, iou, ou
Clareou, iou, ou
Parece que tudo termina em carinho
Você é tão linda e eu tão sozinho
A onda te trouxe, sereia do mar
Pricesa do céu, quero namorar
M.138.Meu cabelo duro é assim - Bell Marques/Wadinho Marques
Intro: (B G#m)
Ah eu tou maluco!...
B G#m B G#m B
Meu cabelo duro é assim, cabelo duro, de pixaim (bis)
B G#m B G#m B G#m B
Nega não precisa nem falar, nega não precisa nem dizer
G#m B G#m B
Que meu cabelo duro se parece é com você
B G#m B G#m
Belezaaaaa, uh!! É Festaaaa, uh!!
B G#m Refrão
Chiclete com Banana, uh uh !! (bis)
B G#m B G#m B
Meu cabelo duro é assim, cabelo duro, de pixaim
(Refrão) + A B
E C#m A B E C#m A B
Lelele le ôôôô Lelele le ôôôô
E C#m A B E C#m
Quem me ligou, não disse alô
A B E C#m
Tou no chuveiro tou com calor
A B E C#m
Tou resolvendo, pra onde eu vou
A B E C#m
O segurança toca o agogô
A B E C#m A B E
Eu tou ligado ligado no meu cabelo duro, que é de pixaim
A B E
É de pixaim, é de pixaim
E
Oi oi
- E a mão pra cima batendo palma, ah eu tou maluco
(Refrão)
B
Meu cabelo duro é assim, cabelo duro, de pixaim (bis)
Nega não precisa nem falar, nega não precisa nem dizer
Que meu cabelo duro se parece é com você
(bis)
(Refrão)
M.137.Mulheres - Toninho Gerais
Já tive mulheres
De todas as cores
De várias idades
De muitos amores
Com umas até
Certo tempo fiquei
Pra outras apenas
Um pouco me dei
Já tive mulheres
Do tipo atrevida
Do tipo acanhada
Do tipo vivida
Casada, carente
Solteira, feliz
Já tive donzela
E até meretriz
Mulheres cabeça
E desequilibradas
Mulheres confusas
De guerra e de paz
Mas nenhuma delas
Me fez tão feliz
Como você me faz
Procurei
Em todas as mulheres
A felicidade
Mas eu não encontrei
E fiquei na saudade
Foi começando bem
Mas tudo teve um fim
Você é
O sol da minha vida
A minha vontade
Você não é mentira
Você é verdade
É tudo que um dia
Eu sonhei pra mim
M.136.Mercador de canções - Fauzi Beydoun
Um dia, um mercador de canções
por essas terras aqui, parou,
queria tocar os corações com pedras
que batem e não causam dor
e vivia de ouvir e lançar
tantas pedras preciosas no ar,
pérolas extraídas do som
que ao longo do tempo guardou como um dom.
Um dia, o destino lhe falou,
é preciso calor pra viver
e pro Norte-Nordeste apontou
uma ilha haveria de ter,
de amores, sabores naturais,
uma terra de encantos, enfim,
de mares e muitos mananciais e
babaçuáis sem fim
Foi, foi pro Maranhão
Foi, foi pro Maranhão
Foi, foi no Maranhão
Foi, foi no Maranhão
que encontrou o calor pra viver,
que encontrou seu amor pra viver
e caiu na estrada, cruzou
tantos rios e mares, passou
pela Baixada e outros tantos lugares
Viana, Pinheiro, Cururupu,
Alcântara, Morros e Catu
Do Parnaíba ao Tocantins,
Carolina, Balsas, IMPERATRIZ,
Caxias, Timon, Pindaré-Mirim,
Barra do Corda e do Mearim
e babaçuáis sem fim,
babaçuáis sem fim
Oi, oi Maranhão
Oi, oi Maranhão
Oi, oi Maranhão
Oi, oi Maranhão
Sem jamais esquecer,
a ilha do seu amor,
das praias e manguezais,
a ilha do reggae e do bumba-boi,
não esquecerá jamais
Oi, oi Maranhão
Oi, oi Maranhão
Oi, oi Maranhão
Oi, oi Maranhão
M.135.Magnatas e regueiros - Fauzi Beysoun
Magnatas e regueiros
Na jamaica brasileira
Os regueiros gostam de reggae
Os magnatas gostam de dinheiro
Não fazem nada pelo reggae
Nada fazem pelos regueiros
Pensam que a vida é uma festa
Para lucrar o ano inteiro
Muitos se dizem de bem
Se dizem regueiros sem interesse
No fundo são desordeiros
Lobos vestidos em pele de cordeiro
Movidos pela grana,
Pela inveja e pela ganância,
Não conhecem a mensagem,
Princípios de paz e tolerância.
Refrão
Muita gente humilde e honesta
Ama o reggaee vive no gueto
Paga pra ir a uma festa
Mas não recebe o devido respeito
São tratados como bichos
Pra policia são todos suspeitos
Vítimas do descaso, da exploração
E do preconceito.
O reggae não é isso, não é guerra, futricas ou maquinação,
É música de paz, de amor e união.
M.134.Morena Raiz - Fauzi Baysoun
Ela é bonita no seu jeito normal de ser
Morena raiz, natural, sensual quase sem querer
Mulher-menina maneira, não tem frescura
Flor nordestina do amor, da cor da doçura
Morena raiz
Menina, mulher verdadeira
Morena raiz
Maninha, te ver me faz viver
Me faz feliz a vida inteira.
Tão longe, quanto estou
Tão longe distante da estrada
Distante, em algum instante
Quando eu lembro
Você sorrindo,
Não há mais nada
Nada mais lindo
Que contemplar
A beleza límpida
Sem mentira
A beleza simples
A luz cristalina do teu olhar
Tão longe, mesmo quando estou
Tão longe, lembra é um conforto
Pensar em voltar, parar em teu porto
Te abraçar
Ficar bem juntinho
Coração com coração
Batendo apertadinho
Beijando o teu beiço carnudo e dançando
Agarradinho
Um reggae rolando
Os pés deslizando no chão
A mente delirando de satisfação
M.133.Manjar de reis - Jorge Mautner/Nelson Jacobina
Tu és manjar de reis
Dos mais finos canapés
Mas agora é minha vez
De te fazer mil cafunés
Tu és manjar de reis
Dos mais finos canapés
Mas agora é minha vez
De te fazer mil cafunés
Quero a tua nudez
Da cabeça aos pés
Quero que sem timidez
Tu chupes picolés
Quero que tu me dês
Tudo que tu és
Quero que tu me dês
Tudo que tu és
M.132.Maloca - Graça Graúna
Aí, eu fui lá na casa de ( Seu mané, Dona
Filomena, Seu Biu, Dona Sinhá)
Eu fui pegar (jambo, cajá, cajú, mamão)
Do outro lado, o telhado
A cor do (jambo, cajá, caJu, mamão)
maduro
O espreitar das antenas
A folha roçando o fruto
O vento virando a vara
A vara varando o fruto
O latido do alvoroço
O pulo do gato, o muro.
Olha(Seu mané, Dona Filomena, Seu Biu,
Dona Sinhá), corre
Refrão
Rái! Rái simbora, rái!
Rái! Rái simbora, rái!
Rái! Rái! Rái!rái!
Pega! Vou pegá!
Pega! Vou pegá!
Pega! Pega! Pega! Pega! Rái!
Eita, danou-se!
Lá vem seu Mané do jambeiro, Dona
Filomena do Cajazeiro, Seu Biu do Cajueiro
e Dona Sinhá do Mamoeiro.
O que é que eu faço, home?
Corre!!!
M.131.Mal nenhum - Lobão/Cazuza
Nunca viram ninguém triste
Por que não me deixam em paz
As guerras são tão tristes
E não têm nada demais
Me deixem bicho acuado
Por um inimigo imaginário
Correndo atrás dos carros
Feito um cachorro otário
Me deixem, ataque equivocado
Por um falso alarme
Quebrando objetos inúteis
Como quem leva uma topada
Me deixem amolar e esmurrar a faca
Cega da paixão
E dar tiros a esmo e ferir sempre o mesmo
Cego coração
Não escondam suas crianças
Nem chamem o síndico
Não me chamem a polícia
Não me chamem o hospício, não
Eu não posso causar mal nenhum
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim mesmo
M.130.Movimentos da vida - Francis Hime/Fátima Guedes
Bonito é o fim da tarde
Que parece infinito e é um lugar comum
O amor vem chegando tarde
E todos os mistérios são mistério nenhum
A luz atravessa a nuvem
E desce num feixe de cores que desmaiam
Deslizam até a terra feito um presente
Pra mim, no final do dia
Outra surpresa igual a de todo dia
E cada vez uma luz
Estranhos azuis no mesmo céu
Rever, repassar, repetir
Incansavelmente recomeçar a emoção
Um anjo a me sobrevoar
Sussurrando coisas que cabem numa canção
Bonito é o fim da tarde
Que parece infinito
E tão bem se explica
Sem mais, sem razão, sem talvez
O sol se põe outra vez
E o anjo canta
Movimento da vida
Deixar-se levar
Na canção que sol deixar
E sempre, sempre
Irá deixar
Bonita é a força de que eu sou capaz
Bonito é o amor que sempre me refaz
Bonito
M.129.Menina do Cateretê - Bell Marques/Chocolate da Bahia
Menina linda do cateretê
Nosso Brasil tem um alto astral
Cante comigo este meu sambaê
Vou pra Bahia, vou levar você
No sol da Bahia a gente deita e rola
Sambaê, sambaê
Andar com fé só na terra do axé
Sambaê, sambaê
Pai Oxalá tá protegendo você, mãe
Sambaê, sambaê
Chiclete com Banana fazendo você mexer
Sambaê, sambaê
Menina linda do cateretê
Nosso Brasil tem um alto astral
Cante comigo este meu sambaê
Vou pra Campina Grande, vou levar você
Lá no Spazzio a gente deita e rola
Sambaê, sambaê
Vitória da Conquista no Massicas vou te ver
Sambaê, sambaê
São Paulo é sampa no berço da madrugada
Sambaê, sambaê
Rio de Janeiro dos encantos do prazer
Sambaê, sambaê
Menina linda do cateretê
Nosso Brasil tem um alto astral
Cante comigo este meu sambaê
Vou pra Recife, eu vou levar você
Lá em Recife a gente deita e rola
Sambaê, sambaê
Lá tem Capiba no frevo da Frevioca
Sambaê, sambaê
Alceu Valença canta pra você, mãe
Sambaê, sambaê
Linda Olinda no Batata vou te ver
Sambaê, sambaê
Menina linda do cateretê
Nosso Brasil tem um alto astral
Cante comigo este meu sambaê
Eu vou pra Fortaleza, vou levar você
No Sirigüella a gente deita e rola
Sambaê, sambaê
Galera de Ilhéus vai botar pra derreter
Sambaê, sambaê
Lá em Natal o teu desejo me alucina
Sambaê, sambaê
Lá em Brasília tô de olho em você
Sambaê, sambaê
Menina linda do cateretê
Nosso Brasil tem um alto astral
Cante comigo este meu sambaê
Eu vou pra Minas vou levar você
Menina linda do cateretê
Nosso Brasil tem um alto astral
Cante comigo este meu sambaê
De bem com a vida eu quero te ver
M.128.Memórias de Marta Saré - Edú Lobo/Gianfrancesco Guarnieri
A casa lá na fazenda
A lua clareando a porta
Deixando um brilho claro
Nas pedras dos degraus
Cristal de lua
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro...
O rosário obrigatório
O jantar, lá na cozinha
Todo dia à mesma hora
As histórias de Dorinha
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro
Pra dentro
A lanterna azul partida
A dor, a palmatória, a raiva
A cantiga mais sentida
Um galope de cavalo
Moço Severino
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro
Bate forte o coração
Dor no peito magoado
O sorriso mais sem jeito
Do primeiro namorado
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro
Pra dentro
M.127.Meia noite - Edu Lobo/Chico Buarque
Se a noite não tem fundo
O mar perde o valor
Opaco é o fim do mundo
Pra qualquer navegador
Que perde o oriente
E entra em espirais
E topa pela frente
Um contingente
Que ele já deixou pra trás
Os soluços dobram tão iguais
Seus rivais, seus irmãos
Seu navio carregado de ideais
Que foram escorrendo feito grãos
As estrelas que não voltam nunca mais
E um oceano pra lavar as mãos
Marcadores:
Chico Buarque,
Edú Lobo,
Letra M
M.126.Medieval II _ Meanda/Cazuza
Você me pede
Pra ser mais moderno
Que culpa que eu tenho
É só você que eu quero
Às vezes eu amo
E construo castelos
Às vezes eu amo tanto
Que tiro férias
E embarco num tour pro inferno
Será que eu sou medieval?
Baby, eu me acho um cara tão atual
Na moda da nova Idade Média
Na mídia da novidade média
Olha pra mim, me dê a mão
Depois um beijo
Em homenagem a toda
Distância e desejo
Mora em mim
Que eu deixo as portas sempre abertas
Onde ninguém vai te atirar
As mãos vazias nem pedras
Eu acredito nas besteiras
Que eu leio no jornal
Eu acredito no meu lado
Português, sentimental
Eu acredito em paixão e moinhos lindos
Mas a minha vida sempre brinca comigo
De porre em porre, vai me desmentindo
Será que eu sou medieval?
Baby, eu me acho um cara tão atual
Na moda da nova Idade Média
Na mídia da novidade média
M.125.Morre-se assim - Jorge Mautner/Nelson Jacobina
Nos meios das névoas e mergulhado na melancolia,
ao lado de tristes ciprestes, ajoelhado, derramando
quentes lágrimas de saudade perante o
túmulo da minha amada
Morre-se assim
Como se faz um atchim
E de supetão
Lá vem o rabecão
Morre-se assim
Como se faz um atchim
E de supetão
Lá vem o rabecão
Não não não não não não não não
Não não não não
Sim sim sim sim sim sim sim sim sim
Mas porém contudo todavia
No entanto outrossim
Uma bala perdida desferida na rua dos paqueradores
de travesti voou e foi alojar-se no crânio de uma velha senhora
que lia com fervor a sua bíblia lá no morumbi.
No cemitério, pra se viver é preciso primeiro falecer.
Os vivos são governados pelos mortos.
Que nada, os vivos são governados pelos mais vivos ainda.
E no cemitério, devota alice, nós os ossos esperamos pelos vossos.
M.124.Manha de Carnaval - Luiz Bonfá/Antonio Maria
Manhã, tão bonita manhã
Na vida, uma nova canção
Cantando só teus olhos
Teu riso, tuas mãos
Pois há de haver um dia
Em que virás
Das cordas do meu violão
Que só teu amor procurou
Vem uma voz
Falar dos beijos perdidos
Nos lábios teus
Canta o meu coração
Alegria voltou
Tão feliz a manhã
Deste amor
M.123.Meditação - Tom Jobim/Newton Mendonça
Quem acreditou
No amor, no sorriso, na flor
Entao sonhou, sonhou...
E perdeu a paz
O amor, o sorriso e a flor
Se transformam depressa demais
Quem, no coraçao
Abrigou a tristeza de ver tudo isto se perder
E, na solidao
Procurou um caminho e seguiu,
Já descrente de um dia feliz
Quem chorou, chorou
E tanto que seu pranto já secou
Quem depois voltou
Ao amor, ao sorriso e à flor
Então tudo encontrou
E a própria dor
Revelou o caminho do amor
E a tristeza acabou
M.122.Maria Ninguém - Carlos Lyra
Pode ser que haja uma melhor, pode ser
Pode ser que haja uma pior, muito bem
Mas igual à Maria que eu tenho
No mundo inteirinho igualzinha não tem
Maria Ninguém, é Maria e é Maria meu bem
Se eu não sou João de nada
Maria que é minha é Maria Ninguém
Maria Ninguém é Maria como as outras também
Só que tem que ainda é melhor do que muita Maria que há por aí
Marias tão frias cheias de manias, Marias vazias pro nome que têm
Maria Ninguém é um dom que muito homem não tem
Haja visto quanta gente que chama Maria e Maria não vem
Maria Ninguém, é Maria e é Maria meu bem
Se eu não sou João de Nada
Maria que é minha é Maria Ninguém
M.121.Morena Flor - Vinícius de Moraes/Toquinho
Morena flor
Me dê um cheirinho
Cheirinho de amor
Depois também
Me dê todo esse denguinho
Que só você tem, sem você
O que ia ser de mim
Eu ia ficar tão triste
Tudo ia ser tão ruim
Acontece que a Bahia
Fez você todinha assim .
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M.120.Mais um adeus - Vinícius de Moraes/Toquinho
Vem de noite
Vai de dia
E uma alegria
E de repente
Uma vontade de chorar
Vai meu benzinho
Cuidado com seu resfriado
Não pegue sereno
Não tome gelado
O gim é um veneno
Não beba demais
Se guarde pra mim
A ausência é um sofrimento
E se tiver um momento
Me escreva um carinho
Me mande o dinheiro
Do apartamento
Porque o vencimento
Não é como eu
Não pode esperar
O amor é uma agonia
Vem de noite
Vai de dia
É uma alegria
E de repente
Uma vontade de chorar
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