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segunda-feira, 30 de maio de 2016
D.065.Diga Lá, Coraçao - Gonzaguinha
São coisas dessa vida tão cigana
Caminhos como as linhas dessa mão
Vontade de chegar
E olha eu chegando!
E vem essa cigarra no meu peito
Já querendo ir cantar noutro lugar.
Diga lá, meu coração
Da alegria de rever essa menina,
E abraçá-la,
E beijá-la.
Diga lá, meu coração
Conte as estórias das pessoas,
Nas estradas dessa vida.
Chore esta saudade estrangulada
Fale, sem você não há mais nada
Olhe bem nos olhos da morena e veja lá no fundo
A luz daquela primavera.
Durma qual criança no seu colo
Sinta o cheiro forte do teu solo
Passe a mão nos seus cabelos negros
Diga um verso bem bonito e de novo vá embora
Diga lá, meu coração
Que ela está dentro em peito e bem guardada
E que é preciso
Mais que nunca
Prosseguir,
Prosseguir.
Espere por mim, morena
Espere que eu chego já
O amor por você...
Diga lá, meu coração
Que ela está dentro em peito e bem guardada
E que é preciso
Mais que nunca
Prosseguir,
Prosseguir.
Espere por mim, morena
Espere que eu chego já
O amor por você, morena...
Espere por mim, morena
Espere que eu chego já
O amor por você, morena...
D.064.Discussão - Tom Jobim/Newton Mendonça
Se você pretende sustentar opinião
E discutir por discutir
Só pra ganhar a discussão
Eu lhe asseguro, pode crer
Que quando fala o coração
Às vezes é melhor perder
Do que ganhar, você vai ver
Já percebi a confusão
Você quer ver prevalecer
A opinião sobre a razão
Não pode ser, não pode ser
Pra que trocar o sim por não
Se o resultado é solidão
Em vez de amor, uma saudade
Vai dizer quem tem razão
D.063.Doralice - Antonio Almeida/Dorival Caymmi
Doralice eu bem que te disse
Amar é tolice, é bobagem, ilusão
Eu prefiro viver tão sozinho
Ao som do lamento do meu violão
Doralice eu bem que te disse
Olha essa embrulhada em que vou me meter
Agora amor, Doralice meu bem
Como é que nós vamos fazer?
Doralice eu bem que te disse
Amar é tolice, é bobagem, ilusão
Eu prefiro viver tão sozinho
Ao som do lamento do meu violão
Doralice eu bem que te disse
Olha essa embrulhada em que vou me meter
Agora amor, Doralice meu bem
Como é que nós vamos fazer?
Um belo dia você me surgiu
Eu quis fugir mas você insistiu
Alguma coisa bem que andava me avisando
Até parece que eu estava adivinhando
Eu bem que não queria me casar contigo
Bem que não queria enfrentar esse perigo, Doralice
Agora você tem que me dizer
Como é que nós vamos fazer?
D.062.Desafinado - Tom Jobim/Newton Mendonça
Se você disser que eu desafino amor
Saiba que isso em mim provoca imensa dor
Só privilegiados têm ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que Deus me deu
Se você insiste em classificar
Meu comportamento de anti-musical
Eu mesmo mentindo devo argumentar
Que isto é bossa-nova, isto é muito natural
O que você não sabe nem sequer pressente
É que os desafinados também têm um coração
Fotografei você na minha Roleiflex
Revelou-se a sua enorme ingratidão
Só não poderá falar assim do meu amor
Este é o maior que você pode encontrar
Você com sua música esqueceu o principal
Que no peito dos desafinados
No fundo do peito bate calado
Que no peito dos desafinados
Também bate um coração
D.061.Deserança - Elomar Filgueira Melo
Já não sei mais o que é fazer contas
Até já perdi as contas
Dos cantos dos rios das contas
Que meu peito amor, cantou
Perdido de amor por ti
Já nem me lembro quantas cantigas
Quantas tiranas amiga
Na viola padeci
Também não sei mais quantos foram
Os luares que passaram
Pelo vão dessa janela
Indagando suplicantes
Frios, pálidas, dementes,
Onde anda a amiga aquela
Vieste de longe eras tão linda
Como se hoje lembro ainda
A mansitude da manhã
Foi tua vinda amiga vã
Doi-me no peito ao relembrar
Já não tem jeito a vida é vã
Qui diserança ó minha irmã
Mas apesar de tudo desfeito
De tanto sonho morto qui num tem mais jeito
Tombando a ladeira
Já pela descida
Na tarde da vida
Rompo satisfeito
Foste na jornada
A jornada perdida
Meu amor preterito mais que perfeito
D.060.De Noite e de dia - Fausto Nilo/Moraes Moreira
Intro: (F C Bb F)
Fm Bbm
De noite e de dia, madrugada fria
C7 Fm
Quando a natureza sonha
Bbm
Será que sria, miragem e poesia
C7 Fm
Tua imagem me acompanha
Meu estandarte do planeta azul
Bbm
Você faz parte do planeta anil
C7 Fm7
É quase o Cruzeiro do Sul
G7 C7
Céu das noites de abril
F
Se o teua amor demora
F#º Gm
Agora ou nunca você pode acreditar
C7
Nossa saudade chora
Gm C7 F
Num coração que vai bater noutro lugar
C7 F
Onde o luar ficou jogado fora
Cm F7 Bb
Como um jardim que o mar de cinzas quer secar
Bbm7
O tempo corre, corre
Am7 D7
A correnteza te trazendo
Gm7 C7 F (F7) (F C Bb F)
Marcadores:
Fausto Nilo,
Letra D,
Moraes Moreira
D.059.Depois do Prazer - Chico Roque/Sergio Caetano
Tô fazendo amor com outra pessoa
Mas meu coração vai ser pra sempre teu
O que o corpo faz a alma perdoa
Tanta solidão quase me enlouqueceu
Vou falar que é amor
Vou jurar que é paixão
E dizer o que sinto com todo carinho pensando em você
Vou fazer o que for
E com toda emoção
A verdade é que eu minto que vivo sozinho não sei te esquecer
E depois acabou
Ilusão que eu criei
Emoção foi embora e a gente só pede pro tempo correr
Já não sei quem me amou
Que será que eu falei
Da pra ver nessa hora que amor só se mede depois do prazer
Fica dentro do meu peito sempre com saudade
Só pensando no teu jeito eu amo de verdade
E quando o desejo vem é teu nome que eu chamo
Posso até gostar de alguém mas é você que eu amo
é você que eu amo..
D.058.Dr.Getúlio - Edú Lobo/Chico Buarque
Foi o chefe mais amado da nação
Desde o sucesso da revolução
Liderando os liberais
Foi o pai dos mais humildes brasileiros
Lutando contra grupos financeiros
E altos interesses internacionais
Deu início a um tempo de transformações
Guiado pelo anseio de justiça
E de liberdade social
E depois de compelido a se afastar
Voltou pelos braços do povo
Em campanha triunfal
Abram alas que Gegê vai passar
Olha a evolução da história
Abram alas pra Gegê desfilar
Na memória popular
Foi o chefe mais amado da nação
A nós ele entregoui seu coração
Que não largaremos mais
Não, pois nossos corações hão de ser nossos
A terra, o nosso sangue, os nossos poços
O petróleo é nosso, os nossos carnavais
Sim, puniu os traidores com o perdão
E encheu de brios todo o nosso povo
Povo que a ninguém será servil
E partindo nos deixou uma lição
A Pátria, afinal, ficar livre
Ou morrer pelo Brasil
Abram alas que Gegê vai passar
Olha a evolução da história
Abram alas pra Gegê desfilar
Na memória popular
Marcadores:
Chico Buarque,
Edú Lobo,
Letra D
D.057.Dezessete e Setecentos - Luiz Gonzaga/Miguel Lima
Eu lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Dezessete e setecentos!
Dezesseis e setecentos!...
Mas se eu lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Mas dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!
Porque dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Mas se eu lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Mas dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!
Dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Sou diplomata
Freqüentei academia
Conheço geografia
Sei até multiplicar
Dei vinte mango
Prá pagar três e trezentos
Dezessete e setecentos
Você tem que me voltar...
É dezessete e setecentos!
É dezesseis e setecentos!
É dezessete e setecentos!
É dezesseis e setecentos!
Mas se eu lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Mas dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Mas olha aqui
Se eu lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Mas dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!
Mas dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Eu acho bom
Você tirar os nove fora
Evitar que eu vá embora
E deixe a conta sem pagar
Eu já lhe disse
Que essa droga está errada
Vou buscar a tabuada
E volto aqui prá lhe provar...
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
É dezessete e setecentos!
É dezesseis e setecentos!...
Mas se lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Porque dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Mas rapaz olha aqui
Se eu lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Mas é dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Mas se lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Mas dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!
Porque dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Não, pera aí
Mas se lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Mas porque
Dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Mas olha aqui rapá
Dezesseis e setecentos!
Dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!
Mas não é dezessete e setecentos?
Dezesseis e setecentos!
Dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Então deixa
É por isso que não gosto
De discutir com gente ignorante
Por isso é que o Brasil
Não "progrede" nisso...
D.056.Dois Corações - Herivelto Martins
Quando dois corações
se amam de verdade
não pode haver no mundo
maior felicidade
Tudo é alegria
tudo é esplendor
que bom que não seria
se eu tivese um amor
Eu sou o poeta que canta
a lua quarto crescente
sozinho, sem vida, descrente
Lua cheia onde estás que não clareias
esse triste coração
vazio caramanchão
R.113.Rapaz Folgao - Noel Rosa
Deixa de arrastar o teu tamanco
Pois tamanco nunca foi sandália
E tira do pescoço o lenço branco
Compra sapato e gravata
Joga fora esta navalha que te atrapalha
Com chapéu do lado deste rata
Da polícia quero que escapes
Fazendo um samba-canção
Já te dei papel e lápis
Arranja um amor e um violão
Malandro é palavra derrotista
Que só serve pra tirar
Todo o valor do sambista
Proponho ao povo civilizado
Não te chamar de malandro
E sim de rapaz folgado
R.114.Rua das Flores - José Borges de Freitas
Moramos na Rua das Flores
O bairro da felicidade
A rua do túnel tristonho
Caminho que vai p´ra saudade
Vem à lembrança
O velho trenzinho apitando
Tristeza nos olhos molhados
Adeus de lenço acenando
Quantas mulheres
Partiram de trem soluçando...
Dizem que é saudade
Que o túnel vive chorando.
R.115.Recado - Gonzaguinha
Se me der um beijo eu gosto
Se me der um tapa eu brigo
Se me der um grito não calo
Se mandar calar mais eu falo
Mas se me der a mão
Claro, aperto
Se for franco
Direto e aberto
Tô contigo amigo e não abro
Vamos ver o diabo de perto
Mas preste bem atenção, seu moço
Não engulo a fruta e o caroço
Minha vida é tutano é osso
Liberdade virou prisão
Se é mordeu e recebeu
Se é suor só o meu e o teu
Verbo eu pra mim já morreu
Quem mandava em mim nem nasceu
É viver e aprender
Vá viver e entender, malandro
Vai compreender
Vá tratar de viver
E se tentar me tolher é igual
Ao fulano de tal que taí
Se é pra ir vamos juntos
Se não é já não tô nem aqui
R.116.Rosa Povo - Gonzaguinha
A leveza de uma rosa
acaba no espinho
quando o amante endurece
e força o carinho
ele a toca de mau jeito
violenta a massa
há que ter muito respeito
no trato com a moça
cada toque é um cumprimento
à sua beleza
cada gesto é entendimento
da sua grandeza
essa rosa é sempre-viva
aquieta revolta
ela dorme e sonha um pouco
mais nunca está morta
cuida bem da rosa-povo
senão ela corta
sempre-viva também sonha
mais nunca está morta.
R.117.Roque Santeiro - Sá/Guarabira
Dizem que Roque Santeiro
Um homem debaixo de um santo
Ficou defendendo
O seu canto e morreu
Mas sei que é ainda vivente
Na lama do rio corrente
Na terra onde ele nasceu...(2x)
E no ABC do Santeiro
O que diz o A?
O que diz o A?
O A diz adeus a matriz
O que diz o B?
O que diz o B?
O B é a batalha de morte
O que diz o C?
O que diz o C?
Coitado do povo infeliz...
O D diz que Roque Santeiro
No pode ver seu povo em pranto
Com a vida defendeu
Seu canto e morreu
Mas sei que ele é vivente
Abençoa o povo crente
Até quem não lhe socorreu...
E no ABC do Santeiro
O que diz o A?
O que diz o A?
O A diz adeus a matriz
O que diz o B?
O que diz o B?
O B é a batalha de morte
O que diz o C?
O que diz o C?
Coitado do povo infeliz...
O D diz que Roque Santeiro
No pode ver seu povo em pranto
Com a vida defendeu
Seu canto e morreu
Mas sei que ele é vivente
Abençoa 0 povo crente
Até quem não lhe socorreu...
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!
R.118.Rio de Janeiro - Ary Barroso
Para cantar a beleza
A grandeza
De nossa terra
Basta ser bom brasileiro
Mostrar ao mundo inteiro
Tudo que ela encerra, Brasil.
Ô nossas praias sao tao claras
Nossas flores sao tao raras
Iso é o meu Brasil
Ô nossos rios, nossas ilhas e matas
Nossos montes, nossas lindas cascatas
Deus foi quem criou, ô ô
Ô ô minha terra brasileira
Ouve esta cançao ligeira
Que eu fiz quase louco de saudade
Brasil
Tange as cordas dos teus violoes
E canta teu canto de amor
Que vai fundo nos coraçoes.
Para sentir a grandeza
A beleza do meu país
Basta ma só condiçao
É ser brasileiro e ter coraçao
Rio de Janeiro...
Ô nossas flores sao tao raras
Nossas noites sao tao claras
Isto é o meu Brasil.
Ô esses montes, essas ilhas e matas
Essas fontes, estas lindas cascatas
Isso é o meu Brasil, ô ô
Minha terra brasileira
Ouve esta cançao ligeira
Que fiz quase louco de saudade
Brasil
Tange as cordas dos teus violoes
E canta o teu canto de amor
Que vai fundo nos coraçoes.
R.119.Recusa - Herivelto Martins
Esta dor que deixaste em minha alma
Com tanta indiferença
Eu não posso afasta-la sequer
Um momento de mim
Quanto mais me desprezas
Mais quero sentir tua presença
Não consigo esquecer-te, meu deus,
Por que sofrer assim ?
Sem motivo nenhum
Tu recusas
Um amor tão sincero
Sem motivo nenhum
Abandonas a felicidade
A minha vida é uma vida
De mágoa, de dor e descrença
E eu sofro, ao sentir na recusa
Tamanha indiferença.
R.120.Retratos e Canções - Michel Sulivan/Paulo Massadas
Hoje eu me peguei
Pensando em você
Te amo e nem sei como eu amo
(coisas do amor)
Quero não lembrar
Que às vezes sem querer
Me apanho falando em você
Lembranças de nós dois
(retratos e canções)
Um filme de amor
Que nunca chega ao fim
Quem sabe se você
Ainda pensa em mim
Dói no coração
As vezes que eu lembrar
Te amo e não quero te amar
R.121.Ressaca - Zé da Zilda/Zilda
Tá todo mundo de ressaca
Ressaca, ressaca, ressaca
Ninguem aguenta mais
Eu vou mandar parar
Vai todo mundo pra casa curar
Sei que voce gosta muito dela
Mas é bom que não esqueça
Ela não é amiga
Desce pra barriga
Depois sobe pra abeça
R.122.Retrato do Velho - Haroldo Lobo/Marino Pinto
Bota o retrato do velho outra vez
Bota no mesmo lugar
O sorrisso do velhinho
Faz a gente trabalhar, oi!
Eu já botei o meu
E tú não vás botar?
Já enfeitei o meu
E tú não vais enfeitar?
O sorrisso do velhinho
Faz a gente se animar, oi!
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