| Você abusou |
| Tirou partido de mim abusou |
| Tirou partido de mim abusou |
| Tirou partido de mim abusou |
| Mas não faz mal |
| E tão normal ter desamor |
| E tão cafona sofrer dor |
| Que eu já nem sei se é |
| Meninice ou cafonice o meu amor |
| Se o quadradismo dos meus versos |
| Vai de encontro aos intelectos |
| Que não usam o coração como expressão |
| Você abusou... |
| Que me perdoe |
| Se eu insisto neste tema |
| Mas não sei fazer poema |
| Ou canção que fale de outra coisa |
| Que não seja o amor. |
| Se o quadradismo dos meus versos |
| Vai de encontro aos intelectos |
| Que não usam o coração como expressão. |
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
V.001.Voce Abusou - Antonio Carlos/Jocafi
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
U.011.Um Índio - Caetano Veloso

Um índio descerá de uma estrela
Colorida, brilhante
De uma estrela que virá
Numa velocidade estonteante
E pousará no coração do
Hemisfério Sul na América,
Num claro instante
Depois de exterminada a última nação índigena
E o espíríto dos pássaros
Das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada
Das mais avançadas das tecnologias
Virá
Impávido que nem Mohamed Ali
Virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri
Virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee
Virá que eu vi
O axé do afoxé filhos de Gandhi
Virá
Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos palavras alma cor em gesto e cheiro
Em sombra em luz, em som magnífico
Num ponto equidistante entre o atlântico e o Pacífico
Do objeto sim resplandecente
Descerá o índio
E as coisas que eu ,sei que ele dirá fará
Não sei dizer assim de um modo explícito
Virá (...)
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos não por ser exótico
Mas pelo fato, de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido obvio
U.010.Um dia de domingo - Michael Sullivan/Paulo Massadas
Eu preciso te falar , te encontrar de qualquer jeito
prá sentar e conversar, depois andar
de encontro ao vento,
eu preciso respirar o mesmo ar que te rodeia,
e na pele quero ter o mesmo sol que te bronzeia,
eu preciso te tocar e outra vez te ver sorrindo,
e voltar num sonho lindo.
Já não dá mais pra viver
um sentimento sem sentido,
eu preciso descobrir a emoção de estar contigo
ver o sol amanhecer e ver a vida acontecer
como um dia de domingo
Faz de conta que ainda é cedo
tudo vai ficar por conta da emoção,
faz de conta que ainda é cedo,
e deixar falar a voz do coração.
prá sentar e conversar, depois andar
de encontro ao vento,
eu preciso respirar o mesmo ar que te rodeia,
e na pele quero ter o mesmo sol que te bronzeia,
eu preciso te tocar e outra vez te ver sorrindo,
e voltar num sonho lindo.
Já não dá mais pra viver
um sentimento sem sentido,
eu preciso descobrir a emoção de estar contigo
ver o sol amanhecer e ver a vida acontecer
como um dia de domingo
Faz de conta que ainda é cedo
tudo vai ficar por conta da emoção,
faz de conta que ainda é cedo,
e deixar falar a voz do coração.
U.009.Uirapurú - Murilo Latini/Jacobina
Uirapuri, Uirapuru
Seresteiro cantador do meu sertão
Uirapuru, Uirapuru
Seresteiro cantador do meu sertão
Uirapuru oh Uirapuru
Ele canta as magoas do meu coração
A mata inteira fica muda ao teu cantar
Tudo se cala para ouvir tua canção
Que vai ao ceu numa sentido melodia
Vai a Deus em forma triste de oração
Se Deus ouvisse o que te sai do coração
Entenderia que é de dor tua canção
E que dos teus olhos tanto pranto rolaria
que daria para salvar o meu sertão.
Seresteiro cantador do meu sertão
Uirapuru, Uirapuru
Seresteiro cantador do meu sertão
Uirapuru oh Uirapuru
Ele canta as magoas do meu coração
A mata inteira fica muda ao teu cantar
Tudo se cala para ouvir tua canção
Que vai ao ceu numa sentido melodia
Vai a Deus em forma triste de oração
Se Deus ouvisse o que te sai do coração
Entenderia que é de dor tua canção
E que dos teus olhos tanto pranto rolaria
que daria para salvar o meu sertão.
U.008.Um gosto de sol - Milton Nascimento/Ronaldo Bastos
Alguém que vi de passagem
numa cidade estrangeira
lembrou os sonhos que eu tinha
e esqueci sobre a mesa
como uma pera se esquece
dormindo numa fronteira
como adormece o rio
sonhando na carne da pera
o sol na sombra se esquece
dormindo numa cadeira
Alguem sorriu de passagem
Numa cidade estrangeira
lembrou o riso que eu tinha
e esqueci entre os dentes
como uma pera se esquece
sonhando nuna fruteira.
numa cidade estrangeira
lembrou os sonhos que eu tinha
e esqueci sobre a mesa
como uma pera se esquece
dormindo numa fronteira
como adormece o rio
sonhando na carne da pera
o sol na sombra se esquece
dormindo numa cadeira
Alguem sorriu de passagem
Numa cidade estrangeira
lembrou o riso que eu tinha
e esqueci entre os dentes
como uma pera se esquece
sonhando nuna fruteira.
U.007.Upa Neguinho - Edú Lobo

Upa neguinho
Na estrada
Upa prá lá e prá ca
Vige, que coisa mais linda!
Upa neguinho, começando a andá
Começando a andá, começando a andá
E já começa a panhá
Cresce neguinho e me abraça
Cresce e me ensina a cantá
Eu vim de tanta desgraça
Mas muito te posso ensiná
Capoeira, posso ensiná
Ziquizira, posso tirá
Valentia, posso emprestá
Mas liberdade só posso esperá
patá tá tri
Tri tri tri
Tri patatá.
U.006.Uricuri (Segredo do Sertanejo) - João do Vale/João Candido
Uricuri madurou
E é sinal
Que arapuá já fez mel
Catingueira fulorou
Lá no sertão
Vai cair chuva a granel
Arapuá esperando
Uricuri madurecer
Catingueira fulorando
Sertanejo esperando chover
Lá no sertão
Quase ninguém tem estudo
Um ou outro que lá aprendeu ler
Mas tem homem capaz de fazer tudo, Doutor
Que antecipa o que vai acontecer
Catingueira fulora
Vai chover
Andorinha voou
Vai ter verão
Gavião se cantar
É estiada
Vai haver boa safra no sertão
Se o galo cantar fora de hora
É mulher dando fora, pode crer
Acauá se cantar perto de casa
É agouro, é alguém que vai morrer
São segredos que o sertanejo sabe
E não teve o prazer
De aprender ler
uricuri madrugou
E é sinal
Que arapiá já fez mel.
E é sinal
Que arapuá já fez mel
Catingueira fulorou
Lá no sertão
Vai cair chuva a granel
Arapuá esperando
Uricuri madurecer
Catingueira fulorando
Sertanejo esperando chover
Lá no sertão
Quase ninguém tem estudo
Um ou outro que lá aprendeu ler
Mas tem homem capaz de fazer tudo, Doutor
Que antecipa o que vai acontecer
Catingueira fulora
Vai chover
Andorinha voou
Vai ter verão
Gavião se cantar
É estiada
Vai haver boa safra no sertão
Se o galo cantar fora de hora
É mulher dando fora, pode crer
Acauá se cantar perto de casa
É agouro, é alguém que vai morrer
São segredos que o sertanejo sabe
E não teve o prazer
De aprender ler
uricuri madrugou
E é sinal
Que arapiá já fez mel.
U.005.Um desejo só não basta - Fausto Nilo
De repente voce revelou
Minha cor de rosa
Voce pensa que tudo passa
Mas você não passa
Voce me abraça
E eu sou carinhosa
Não vai ser fácil me deixar
Estou fora de mim por ai
Com voce por dentro
Vou ao centro do que não se vê
Mas se lê no vento
Nesse momento
Eu sou venenosa
Voce não vai me esquecer agora
Não pense mais
Foi a minha intuição
Nunca se desvenda
Um coração assim
Olhe prá mim
Sobram cinco palavras
Um desejo só não basta.
Minha cor de rosa
Voce pensa que tudo passa
Mas você não passa
Voce me abraça
E eu sou carinhosa
Não vai ser fácil me deixar
Estou fora de mim por ai
Com voce por dentro
Vou ao centro do que não se vê
Mas se lê no vento
Nesse momento
Eu sou venenosa
Voce não vai me esquecer agora
Não pense mais
Foi a minha intuição
Nunca se desvenda
Um coração assim
Olhe prá mim
Sobram cinco palavras
Um desejo só não basta.
U.004.Último Blues - Chico Buarque
Essa menina que você seduz
E um dia depois
Sem mais nem mais, esquece
Ela, no fundo, é uma atriz
Quando beija a sua boca
E nada acontece
Essa menina que você seduz
Agora é uma atriz
Saida de outra peça
Chamada "Doces Ardis"
Quando beija a sua boca
Ela começa a fraquejar
Por onde anda a sua mão
Você só quer se aproveitar
E ela delira
Rodopiando no salão
Os dois parecem um casal
Mas é mentira
Essa menina pode ir pro Japão
Na vida real
Você é que enloquece
Apaga a última luz
E nos cantos do seu quarto
A figura dela fosforece
Ao som do último blues
Na rádio cabeça
Se puder, esqueça
A menina que você seduz.
E um dia depois
Sem mais nem mais, esquece
Ela, no fundo, é uma atriz
Quando beija a sua boca
E nada acontece
Essa menina que você seduz
Agora é uma atriz
Saida de outra peça
Chamada "Doces Ardis"
Quando beija a sua boca
Ela começa a fraquejar
Por onde anda a sua mão
Você só quer se aproveitar
E ela delira
Rodopiando no salão
Os dois parecem um casal
Mas é mentira
Essa menina pode ir pro Japão
Na vida real
Você é que enloquece
Apaga a última luz
E nos cantos do seu quarto
A figura dela fosforece
Ao som do último blues
Na rádio cabeça
Se puder, esqueça
A menina que você seduz.
U.003.Última Estrofe - Cândido das Neves
A noite estava assim enluarada,
Quando a voz já bem cansada
Eu ouvi de um trovador
Nos versos que vibravam de harmonia
Ele em lágrimas dizia
Da saudade de um amor
Falava de um beijo apaixonado,
De um amor desesperado
Que tão cedo teve fim.
E dos seus gritos e tormento
Eu guardei no pensamento
Uma estrofe que era assim:
Lua, vinha perto a madrugada
Quando em ânsias, minha amada
Nos meus braços desmaiou.
E o beijo do pecado
O teu véu estrelejado
A luzir glorificou
Lua, hoje eu vivo tão sozinho
Ao relento, sem carinho
Na esperança mais atroz
De que cantando em noite linda
Esta ingrata volte ainda
Escutando a minha voz.
A estrofe derradeira merencórea
Revelava toda a história
De um amor que se perdeu
E a lua que rondava a natureza,
Solitária com a tristeza
Entre as núvens se escondeu.
Cantor! Que assim falas à lua
Minha história é igual à tua,
Meu amor também fugiu
Disse-lhe eu em ais convulsos.
E ele, então, entre soluços
Toda a estrofe repetiu:
Lua, vinha perto a madrugada...
Quando a voz já bem cansada
Eu ouvi de um trovador
Nos versos que vibravam de harmonia
Ele em lágrimas dizia
Da saudade de um amor
Falava de um beijo apaixonado,
De um amor desesperado
Que tão cedo teve fim.
E dos seus gritos e tormento
Eu guardei no pensamento
Uma estrofe que era assim:
Lua, vinha perto a madrugada
Quando em ânsias, minha amada
Nos meus braços desmaiou.
E o beijo do pecado
O teu véu estrelejado
A luzir glorificou
Lua, hoje eu vivo tão sozinho
Ao relento, sem carinho
Na esperança mais atroz
De que cantando em noite linda
Esta ingrata volte ainda
Escutando a minha voz.
A estrofe derradeira merencórea
Revelava toda a história
De um amor que se perdeu
E a lua que rondava a natureza,
Solitária com a tristeza
Entre as núvens se escondeu.
Cantor! Que assim falas à lua
Minha história é igual à tua,
Meu amor também fugiu
Disse-lhe eu em ais convulsos.
E ele, então, entre soluços
Toda a estrofe repetiu:
Lua, vinha perto a madrugada...
U.002.ùltimo Clarim - Victorino Silva
Hoje eu não quero sofrer
Hoje eu não quero chorar
Deixei a tristeza lá fora
Mandei a saudade esperar
Lá, lá, lá
Hoje eu não quero sofrer
Quem quiser que sofra em meu lugar
Quero me afogar em serpentinas
Ao ouvir o primeiro clarim tocar
Quero ver milhões de colombinas
A cantar tra, lá, lá, lá, lá, lá
Quero me perder de mão em mão
Quero ser ninguém na multidão
Hoje eu não quero chorar
Deixei a tristeza lá fora
Mandei a saudade esperar
Lá, lá, lá
Hoje eu não quero sofrer
Quem quiser que sofra em meu lugar
Quero me afogar em serpentinas
Ao ouvir o primeiro clarim tocar
Quero ver milhões de colombinas
A cantar tra, lá, lá, lá, lá, lá
Quero me perder de mão em mão
Quero ser ninguém na multidão
U.001.Último Desejo - Noel Rosa

Nosso amor que eu não esqueço
E que teve o seu começo
Numa festa de São João
Morre hoje sem foguete
Sem retrato e sem bilhete
Sem luar e sem violão
Perto de voce me calo
Tudo penso nada falo
Tenho medo de chorar
Nunca mais quero o seu beijo
Mas meu último desejo
Você não pode negar...
Se alguma pessoa amiga
Pedir que você lhe diga
Se você me quer ou não
Diga que você me adora
Que você lamenta e chora
A nossa separação
As pessoas que eu detesto
Diga sempre que eu não presto
Que o meu lar é um butequim...
Que eu arruinei sua vida
Que eu não mereço a comida
Que você pagou pra mim
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Z.011.Zambo Jungle - Pácua
As meninas de Peixinhos só pensam em dançar
As meninas de Peixinhos só pensam em brincar
Eu vou falar com Maia, prá sair no Lamento Negro
Eu vou falar com Maia, que eu só quero é chapar
Zambo Jungle
Zambo Jungle beat
Detona um Zambo, prá fazer a cabeça
Detona um Zambo, prá se comunicar
A corda tá aumentando, será que vai agüentar
A corda tá aumentando, no Moritistad
Será que isso tudo vai dar?
As meninas de Peixinhos só pensam em brincar
Eu vou falar com Maia, prá sair no Lamento Negro
Eu vou falar com Maia, que eu só quero é chapar
Zambo Jungle
Zambo Jungle beat
Detona um Zambo, prá fazer a cabeça
Detona um Zambo, prá se comunicar
A corda tá aumentando, será que vai agüentar
A corda tá aumentando, no Moritistad
Será que isso tudo vai dar?
Z.010.Zum-Zum - Fernando Lobo/Paulo Soledade
Zum, zum, zum, zum, zum
Zum, zum, zum,
Está faltando um
Bateu asas foi embora
Não apareceu
Nós vamos sair sem ele
Foi a ordem que ele deu
Zum, zum, zum, zum, zum
Zum, zum, zum,
Está faltando um
Ele que era o porta estandarte
E que fazia alauza e zum, zum
Hoje o bloco está mais triste sem ele
Está faltando um
Zum, zum, zum, zum, zum
Zum, zum, zum,
Está faltando um
Zum, zum, zum,
Está faltando um
Bateu asas foi embora
Não apareceu
Nós vamos sair sem ele
Foi a ordem que ele deu
Zum, zum, zum, zum, zum
Zum, zum, zum,
Está faltando um
Ele que era o porta estandarte
E que fazia alauza e zum, zum
Hoje o bloco está mais triste sem ele
Está faltando um
Zum, zum, zum, zum, zum
Zum, zum, zum,
Está faltando um
Z.009.Ziriguidum 2001 - Gibi/Tiaozinho Arsênio
Desse mundo louco
De tudo um pouco
Eu vou, levar, pra 2001
Avançar no tempo
E nas estrelas
Fazer meu ziriguidum
Nos meus devaneios quero viajar
Sou a mocidade, sou independente
Vou a qualquer lugar
Vou a lua, vou ao sol
Vai a nave ao som do samba
caminhando pelo tempo
Em busca de outros bambas
Quero ver, no céu, minha estrela brilhar
Escrever meus versos na luz do luar
Vou fazer todo o universo sambar
Até os astros irradiam mais fulgor
A própria vida de alegria se enfeito
Está em festa o espaço sideral
Vibra o universo, oi é carnaval
Quero ser a pioneira
E erguer minha bandeira
E plantar minha raiz
De tudo um pouco
Eu vou, levar, pra 2001
Avançar no tempo
E nas estrelas
Fazer meu ziriguidum
Nos meus devaneios quero viajar
Sou a mocidade, sou independente
Vou a qualquer lugar
Vou a lua, vou ao sol
Vai a nave ao som do samba
caminhando pelo tempo
Em busca de outros bambas
Quero ver, no céu, minha estrela brilhar
Escrever meus versos na luz do luar
Vou fazer todo o universo sambar
Até os astros irradiam mais fulgor
A própria vida de alegria se enfeito
Está em festa o espaço sideral
Vibra o universo, oi é carnaval
Quero ser a pioneira
E erguer minha bandeira
E plantar minha raiz
Z.008.Zelão - Sérgio Ricardo
Todo o morro entendeu
Quando Zelão chorou
Ninguém riu nem brincou
E era Carnaval!
No fogo de um barracão
Só se cozinha ilusão
Restos que a feira deixou
Que ainda é pouco, só.
Mas assim mesmo Zelão
Dizia sempre a sorrir,
Que um pobre ajuda outro pobre
Até melhorar...
Choveu,
A chuva jogou seu barraco no chão
Nem foi possível salvar o violão
Que acompanhou morro abaixo a canção
Das coisas todas que a chuva levou
Pedaços tristes do meu coração.
Quando Zelão chorou
Ninguém riu nem brincou
E era Carnaval!
No fogo de um barracão
Só se cozinha ilusão
Restos que a feira deixou
Que ainda é pouco, só.
Mas assim mesmo Zelão
Dizia sempre a sorrir,
Que um pobre ajuda outro pobre
Até melhorar...
Choveu,
A chuva jogou seu barraco no chão
Nem foi possível salvar o violão
Que acompanhou morro abaixo a canção
Das coisas todas que a chuva levou
Pedaços tristes do meu coração.
Z.007.Zíngara - Joubert de Carvalho/Olegário Mariano
Vem
Oh! Cigana bonita
ver o meu destino
Que mistério tem
Tu com os olhos de quem vê
No acaso o amor da gente
Põe nas minhas mãos
O teu olhar ardente
E procura desvendar
No meu segredo, a dor
Cigana do meu amor
Mas nunca digas oh! Zingara
Que ilusão me espera
Qual o meu futuro
Só àquela por quem vou
Vivendo assim à toa
Tu dirás se a sorte
Será má ou boa
Para que ela venha
Consolar-me um dia
A dor, cigana do meu amor
Oh! Cigana bonita
ver o meu destino
Que mistério tem
Tu com os olhos de quem vê
No acaso o amor da gente
Põe nas minhas mãos
O teu olhar ardente
E procura desvendar
No meu segredo, a dor
Cigana do meu amor
Mas nunca digas oh! Zingara
Que ilusão me espera
Qual o meu futuro
Só àquela por quem vou
Vivendo assim à toa
Tu dirás se a sorte
Será má ou boa
Para que ela venha
Consolar-me um dia
A dor, cigana do meu amor
Z.006.Zazueira - Jorge Ben Jor
Arrepia zagueiro, zagueiro
Limpa a área zagueiro, zagueiro
Sai jogando zagueiro, zagueiro
Ele é um bom zagueiro
É o anjo da guarda da defesa
Mas para ser um bom zagueiro
Não pode ser muito sentimental
Tem que ser sutil e elegante
Ter sangue frio, acreditar em si e ser leal
Zagueiro tem de ser malandro
Quando tiver perigo com a bola no chão
Pensar rápido e rasteiro
Ou sai jogando ou joga a bola pro mato
Pois o jogo é de campeonato
Tem que ser ciumentoe ganhar todas as divididas
E não deixar sobrar pra ninguém
Tem que ser o rei, o dono da área
Nessa guerra maravilhosa de noventa minutos
Zagueiro
Limpa a área zagueiro, zagueiro
Sai jogando zagueiro, zagueiro
Ele é um bom zagueiro
É o anjo da guarda da defesa
Mas para ser um bom zagueiro
Não pode ser muito sentimental
Tem que ser sutil e elegante
Ter sangue frio, acreditar em si e ser leal
Zagueiro tem de ser malandro
Quando tiver perigo com a bola no chão
Pensar rápido e rasteiro
Ou sai jogando ou joga a bola pro mato
Pois o jogo é de campeonato
Tem que ser ciumentoe ganhar todas as divididas
E não deixar sobrar pra ninguém
Tem que ser o rei, o dono da área
Nessa guerra maravilhosa de noventa minutos
Zagueiro
Z.005.Zi-Cartola - Carlos Dafé/Toninho Lemos
Certa vez Cartola falou
Com as rosas, das rosas e do amor
E chorou nesse dia, semeou poesia
Dividindo com as flores
Toda mágoa que sentia
Foi a rosa, nem flor, nem botão
Essa rosa chamada mulher
De coração lhe cativou
Sua vida irradiou
Lhe deu a mão
Lhe inspirou
Nunca mais ele chorou
Tantos bambas tiraram o chapeu
É mais uma estrla no céu (e o bar)
No Zi-Cartola tantas estórias, ai
Não podemos esquecer
Hoje quem chora é toda escola, ai
Com saudade de voce
Plantou a semente angenor
Sua mangueira
Cuidou da rosa com amor
Alô Dona Zica
Ai, ai, ai, ai, com saudade de você
Ai, ai, ai, ai, com saudade de você
Certa vez Cartola falou...
Com as rosas, das rosas e do amor
E chorou nesse dia, semeou poesia
Dividindo com as flores
Toda mágoa que sentia
Foi a rosa, nem flor, nem botão
Essa rosa chamada mulher
De coração lhe cativou
Sua vida irradiou
Lhe deu a mão
Lhe inspirou
Nunca mais ele chorou
Tantos bambas tiraram o chapeu
É mais uma estrla no céu (e o bar)
No Zi-Cartola tantas estórias, ai
Não podemos esquecer
Hoje quem chora é toda escola, ai
Com saudade de voce
Plantou a semente angenor
Sua mangueira
Cuidou da rosa com amor
Alô Dona Zica
Ai, ai, ai, ai, com saudade de você
Ai, ai, ai, ai, com saudade de você
Certa vez Cartola falou...
Z.004.Zanga Zangado - Edú Lobo/Ronaldo Bastos
Zanga, zangada
Não sei mais de nada
Que posso abrir teu coração
Zanga,zangada
Não sei quase nada
Entre a zanga e o perdão
Zanga,zangada
Eu já fiz quase tudo
Que manda o meu coração
Zanga,zangada
Não sei mais de nada
Que possa abrir teu coração
Zanga,zangada
Não sei quase nada
Zanga,zangada
Eu já fiz quase tudo
Que manda o meu coração
Zanga eu não quero
Te ver mais assim
Tome juizo, me faça feliz
Num dia de sol
Num porto de mar
Me ensine a sorrir
Me ensine essa zanga, essa zanga
Essa zanga, zangada
Essa zanga, zangada
Não sei mais de nada
Que posso abrir teu coração
Zanga,zangada
Não sei quase nada
Entre a zanga e o perdão
Zanga,zangada
Eu já fiz quase tudo
Que manda o meu coração
Zanga,zangada
Não sei mais de nada
Que possa abrir teu coração
Zanga,zangada
Não sei quase nada
Zanga,zangada
Eu já fiz quase tudo
Que manda o meu coração
Zanga eu não quero
Te ver mais assim
Tome juizo, me faça feliz
Num dia de sol
Num porto de mar
Me ensine a sorrir
Me ensine essa zanga, essa zanga
Essa zanga, zangada
Essa zanga, zangada
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