Tenho pena de quem chora
De quem chora tenho dó
Quando o choro de quem chora
Não é choro, é chororô
Quando uma pessoa chora seu choro baixinho
De lágrima a correr pelo cantinho do olhar
Não se pode duvidar
Da razão daquela dor
Não se pode atrapalhar
Sentindo seja o que for
Mas quando a pessoa chora o choro em desatino
Batendo pino como quem vai se arrebentar
Aí, penso que é melhor
Ajudar aquela dor
A encontrar o seu lugar
No meio do chororô
Chororô, chororô, chororô
É muita água, é magoa, é jeito bobo de chorar
Chororô, chororô, chororô
É mágoa, é muita água, a gente pode se afogar
Chororô, chororô, chororô
É muita água, é magoa, é jeito bobo de chorar
Chororô, chororô, chororô
É mágoa, é muita água, a gente pode se acabar
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sábado, 26 de setembro de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
C.006.Cantiga de Jesuíno - Ariano Suassuna
Meus senhores que aqui estão
Vou contar meu dizatino
A canção do cangaceiro que se chamou
Jesuíno
Seu bacamarte de prata
E o luar do seu destino
Num gibão
Todo vermelho
Um punhal no cinturão
Bem montado num cavalo
Cujo nome é Zelação
Jesuíno virou logo, ai, ai, ui, ui
Rei do povo do Sertão.
Ver a terra era seu sonho
Nobre terra do Sertão
Com o povo repartida
Pelo sol da partição
E é por isso, que ele canta
De bacamarte na mão
Eu tenho um espelho de cristal
Foi Jesus Cristo que limpou ele do pó
Mas lá um dia a terra se alumia
E o meio dia se espalha a luz do sol.
Mas os ricos se juntaram
Com o governo da nação
Lhe botaram emboscada
E ele morreu a traição
Mas o povo não esquece
Sonha com ele o sertão
E se diz que ainda hoje
Em qualquer ocasião
Alguém sofre uma injustiça
Nos caminhos do Sertão
Soam tiros do seu rifle, ai, ai, ui, ui
E o tropel de zelação
E Jesuíno brilhante
Volta feito aparição
Queima do dono da injustiça
De bacamarte na mão
Sua voz então se afasta
Cantando a mesma canção
Vou contar meu dizatino
A canção do cangaceiro que se chamou
Jesuíno
Seu bacamarte de prata
E o luar do seu destino
Num gibão
Todo vermelho
Um punhal no cinturão
Bem montado num cavalo
Cujo nome é Zelação
Jesuíno virou logo, ai, ai, ui, ui
Rei do povo do Sertão.
Ver a terra era seu sonho
Nobre terra do Sertão
Com o povo repartida
Pelo sol da partição
E é por isso, que ele canta
De bacamarte na mão
Eu tenho um espelho de cristal
Foi Jesus Cristo que limpou ele do pó
Mas lá um dia a terra se alumia
E o meio dia se espalha a luz do sol.
Mas os ricos se juntaram
Com o governo da nação
Lhe botaram emboscada
E ele morreu a traição
Mas o povo não esquece
Sonha com ele o sertão
E se diz que ainda hoje
Em qualquer ocasião
Alguém sofre uma injustiça
Nos caminhos do Sertão
Soam tiros do seu rifle, ai, ai, ui, ui
E o tropel de zelação
E Jesuíno brilhante
Volta feito aparição
Queima do dono da injustiça
De bacamarte na mão
Sua voz então se afasta
Cantando a mesma canção
terça-feira, 18 de agosto de 2009
A.020.A Volta do Boêmio - Adelino Moreira
Boemia, aqui me tens de regresso
E suplicante te peço a minha nova inscrição
Voltei pra rever os amigos que um dia
Eu deixei a chorar de alegria, me acompanha o meu
violão
Boemia, sabendo que andei distante
Sei que essa gente falante vai agora ironizar
Ele voltou, o boêmio voltou novamente
Partiu daqui tão contente por que razão quer voltar
Acontece que a mulher que floriu meu caminho
De ternura, meiguice e carinho, sendo a vida do meu
coração
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir
Meu amor você pode partir, não esqueça o seu violão
Vá rever os seus rios, seus montes, cascatas
Vá sonhar em nova serenata e abraçar seus amigos
leais
Vá embora, pois me resta o consolo e alegria
De saber que depois da boemia
É de mim que você gosta mais
terça-feira, 11 de agosto de 2009
A.019.A Vida do Viajante - Luiz Gonzaga
Minha vida é andar por este país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando a recordação
Das terras onde passei
Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei.
Chuva e sol, poeira e carvão
Longe de casa sigo o roteiro
Mais uma estação e alegria no coração!
Minha vida é andar por este país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando a recordação
Das terras onde passei
Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei.
Mar e terra, inverno e verão
Mostro o sorriso, mostro alegria mas eu mesmo não
E a saudade no coração
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando a recordação
Das terras onde passei
Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei.
Chuva e sol, poeira e carvão
Longe de casa sigo o roteiro
Mais uma estação e alegria no coração!
Minha vida é andar por este país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando a recordação
Das terras onde passei
Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei.
Mar e terra, inverno e verão
Mostro o sorriso, mostro alegria mas eu mesmo não
E a saudade no coração
A.018.A Sempre Viva - França Júnior
A sempre viva, que me deste ô bela
sempre viva me será na mente
Nas pétalas de ouro que esta flor ostenta
leio um protesto de amor ardente
Amor tão puro como eu sonho, arcanjo
sinto exalar-se nesta flor divina
Embora seja meu amor um crime hei de
adorar-te como a flor me ensina
A menina mimosa descorar não pode mesmo
dos anos o poder nefando
Ao seio úmido viverei com ela, beijando
as pétalas, morrerei te amando
sempre viva me será na mente
Nas pétalas de ouro que esta flor ostenta
leio um protesto de amor ardente
Amor tão puro como eu sonho, arcanjo
sinto exalar-se nesta flor divina
Embora seja meu amor um crime hei de
adorar-te como a flor me ensina
A menina mimosa descorar não pode mesmo
dos anos o poder nefando
Ao seio úmido viverei com ela, beijando
as pétalas, morrerei te amando
A.017.A Primeira Estrela - Túlio Mourão/Milton Nascimento
Nosso irmão Senhor das manhãs
Traz uma estrela, deusa, lua, novidade
Velho coração de prata de lei
Na mão uma flor iluminada
Acesa, clara, clara, clara, clara paz
Nosso irmão com seu passado
E seus versos que excitam toda a multidão
Nos ensina a amar nosso irmão
Perdoar e fazer crescer
O bem comum, o seu trabalho, seu sustento
A emoção de ver seu filho tecer
Com a mão a cor da liberdade
Sua casa, casa, clara, clara paz
Celebrando a natureza
Abraçar o mundo na ternura e na dor
Elevar o pensamento e tornar-se rei
De onde vem, por que veio assim?
Será que nós veremos a primeira estrela vésper
Vida que não vai se apagar
Mas no coração há tanto pranto
Pranto tanto, tanto canto que sei lá
Que fazer se somos homens?
Tão distante agora a palavra desse amor
Nos ensima a amar meu irmão
Nosso irmão Senhor das manhãs
Com sua estrela deusa lua novidade
Simples coração de prata de lei
Nosso coração traz tanto pranto
Pranto tanto, tanto canto pra saldar
Renascer na velha história
Abraçando o mundo na ternura e na dor
Nos ensina a escrever a canção do sol
Traz uma estrela, deusa, lua, novidade
Velho coração de prata de lei
Na mão uma flor iluminada
Acesa, clara, clara, clara, clara paz
Nosso irmão com seu passado
E seus versos que excitam toda a multidão
Nos ensina a amar nosso irmão
Perdoar e fazer crescer
O bem comum, o seu trabalho, seu sustento
A emoção de ver seu filho tecer
Com a mão a cor da liberdade
Sua casa, casa, clara, clara paz
Celebrando a natureza
Abraçar o mundo na ternura e na dor
Elevar o pensamento e tornar-se rei
De onde vem, por que veio assim?
Será que nós veremos a primeira estrela vésper
Vida que não vai se apagar
Mas no coração há tanto pranto
Pranto tanto, tanto canto que sei lá
Que fazer se somos homens?
Tão distante agora a palavra desse amor
Nos ensima a amar meu irmão
Nosso irmão Senhor das manhãs
Com sua estrela deusa lua novidade
Simples coração de prata de lei
Nosso coração traz tanto pranto
Pranto tanto, tanto canto pra saldar
Renascer na velha história
Abraçando o mundo na ternura e na dor
Nos ensina a escrever a canção do sol
A.016.A Pequenina Cruz do Teu Rosário - COSTA WEYNE/ROBERTO XAVIER DE CASTRO
Agora, que não te vejo a meu lado
a segredar-me essas íntimas loucuras...
Faz tanto tempo, não me lembro quando,
a vida é longa, o pensamento vário,
tu me mostravas a rir que delírio santo,
a pequenina cruz do teu rosário.
E sempre que a via, recordava do nosso amor
a fantasia louca, toda vez que a pequenina cruz
beijava, eu beijava feliz a tua boca.
Mas o tempo passou, triste aqui segui da minha vida
o longo itinerário, e nunca mais, nunca mais, eu vi
a pequenina cruz do teu rosário.
E o amor fugiu-me a benfazeja luz, não posso mais ,
errante caminheiro, se o Cirineu, como o de Jesus,
larga-me ao corpo o peso de um madeiro...
Já vou trilhando a estrada da amargura, antes, porém,
que chegue meu calvário, dá-me a beijar,
Oh! Santa criatura, a pequenina cruz do teu rosário...
Recordo ainda o nosso amor de outrora,
vamos lembrar os tempos de criança, se o amor
fugir-me ã luz d'aurora, resta em minha'alma um
raio de esperança...
Tu que és tão boa, é tão meiga e pura, quando eu beijar
ao campo funerário, dá-me a beijar, ó santa criatura,
a pequenina cruz do teu rosário.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
A.015.A Palo Seco - Belchior
Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos lhe direi
Amigo eu me desesperava
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 76
Eu ando um pouco descontente
Desesperadamente eu canto em português
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente eu grito em português
Tenho 25 anos de sonho e de sangue
E de América do Sul
Mas por força do meu destino
Um tango argentino
Me cai bem melhor que o blues
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 76
Eu quero é que esse canto torto feito faca
Corte a carne de vocês (2x)
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos lhe direi
Amigo eu me desesperava
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 76
Eu ando um pouco descontente
Desesperadamente eu canto em português
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente eu grito em português
Tenho 25 anos de sonho e de sangue
E de América do Sul
Mas por força do meu destino
Um tango argentino
Me cai bem melhor que o blues
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 76
Eu quero é que esse canto torto feito faca
Corte a carne de vocês (2x)
sexta-feira, 31 de julho de 2009
A.014.A Outra Banda da Terra - Caetano Veloso
Amar
Dar tudo
Não ter medo
Tocar
Cantar
No mundo
Pôr o dedo
No lá
Lugar
Ligar gente
Lançar sentido
Onda branda da guerra
Beira do ar
Serra vale mar
Nossa banda da terra é outra
E não erra quem anda
Nessa terra da banda
Face oculta azul do araçá
Falar verdade
Ter vontade
Topar
Entrar na vida
Com a música
Obá
Olá
Brasil
‘Ta que o pariu
Que gente!
Cantuária e Holanda
Maputo Rio
Luanda lua
Nossa banda da terra é outra
Canadá Jamaicuba
Muitas gatas na tuba
Dos rapazes da banda cá
Gozar
A lida
Indefinidamente
Amar
Dar tudo
Não ter medo
Tocar
Cantar
No mundo
Pôr o dedo
No lá
Lugar
Ligar gente
Lançar sentido
Onda branda da guerra
Beira do ar
Serra vale mar
Nossa banda da terra é outra
E não erra quem anda
Nessa terra da banda
Face oculta azul do araçá
Falar verdade
Ter vontade
Topar
Entrar na vida
Com a música
Obá
Olá
Brasil
‘Ta que o pariu
Que gente!
Cantuária e Holanda
Maputo Rio
Luanda lua
Nossa banda da terra é outra
Canadá Jamaicuba
Muitas gatas na tuba
Dos rapazes da banda cá
Gozar
A lida
Indefinidamente
Amar
A.013.A Noite do Meu Bem - Dolores Duran
Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
e a primeira estrela que vier,
para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero a paz de criança dormindo
e o abandono das flores se abrindo,
para enfeitar a noite do meu bem.
Quero a alegria de um barco voltando,
quero a ternura de mãos se encontrando,
para enfeitar a noite do meu bem.
Ah! Como este bem demorou a chegar
Eu já nem sei se terei no olhar
Toda a ternura que eu quero lhe dar.
Ah! Eu quero o amor mais profundo
Eu quero toda a beleza do mundo
Para enfeitar a noite do meu bem
Ah! Como este bem demorou a chegar
Eu já nem sei se terei no olhar
Toda a ternura que eu quero lhe dar.
e a primeira estrela que vier,
para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero a paz de criança dormindo
e o abandono das flores se abrindo,
para enfeitar a noite do meu bem.
Quero a alegria de um barco voltando,
quero a ternura de mãos se encontrando,
para enfeitar a noite do meu bem.
Ah! Como este bem demorou a chegar
Eu já nem sei se terei no olhar
Toda a ternura que eu quero lhe dar.
Ah! Eu quero o amor mais profundo
Eu quero toda a beleza do mundo
Para enfeitar a noite do meu bem
Ah! Como este bem demorou a chegar
Eu já nem sei se terei no olhar
Toda a ternura que eu quero lhe dar.
A.012.A Minha Última Inspiração - Peterpan
Eu sempre fui feliz
Vivendo só, sem ter ninguém
Mas o destino quis
roubar-me a paz de um sonhador
E pos no sonho meu,
um olhar de ternura
E esse mesmo sonho,
roubou minha aventura
Sonhei com este alguém,
noites e noites
sem cessar
Por fim alucinado fui pelo mundo a procurar
Aquele olhar tristonho da cor do luar
Mas tudo foi um sonho,
não pude encontrar
Mas na espinhosa estrada dessa vida
sem querer um dia
Encontrei com esse alguém
que tanto eu queria
Este alguém que mesmo em sonho
eu amei com tanto ardor
Não compreendeu a minha dor
Fui inspirado então na solidão
de quem amava tanto
e fiz essa triste valsa
triste como um canto
E me mata de aflição,
pensei que esta valsa
Será a minha ultima inspiração
Vivendo só, sem ter ninguém
Mas o destino quis
roubar-me a paz de um sonhador
E pos no sonho meu,
um olhar de ternura
E esse mesmo sonho,
roubou minha aventura
Sonhei com este alguém,
noites e noites
sem cessar
Por fim alucinado fui pelo mundo a procurar
Aquele olhar tristonho da cor do luar
Mas tudo foi um sonho,
não pude encontrar
Mas na espinhosa estrada dessa vida
sem querer um dia
Encontrei com esse alguém
que tanto eu queria
Este alguém que mesmo em sonho
eu amei com tanto ardor
Não compreendeu a minha dor
Fui inspirado então na solidão
de quem amava tanto
e fiz essa triste valsa
triste como um canto
E me mata de aflição,
pensei que esta valsa
Será a minha ultima inspiração
A.011.A mercê do Teu Amor - Agepê/Canário/Roberto Lopes
Sozinho por que?
Se eu vivo à mercê desse amor
Não precisa brigar
Vou desembaraçar nossa dor
Sempre foi, sempre fui
Beijos de amor
Sempre se misturou
Essa vontade de amar
Não me molhe assim
Esse fogo não pode apagar
Deixa arder a chama
Desse que te ama
Por te admirar
A riqueza do nosso querer
É o beijo é o olhar
É um elo entre eu e voce
Atração que não vai acabar
Como é linda a emoção de viver
Mergulhados na mesma paixão
Quero ter a razão de te ver
Presa no meu coração
Não me molhe assim
Esse fogo não pode apagar
Deixa arder a chama
Desse que te ama
Por te admirar
Se eu vivo à mercê desse amor
Não precisa brigar
Vou desembaraçar nossa dor
Sempre foi, sempre fui
Beijos de amor
Sempre se misturou
Essa vontade de amar
Não me molhe assim
Esse fogo não pode apagar
Deixa arder a chama
Desse que te ama
Por te admirar
A riqueza do nosso querer
É o beijo é o olhar
É um elo entre eu e voce
Atração que não vai acabar
Como é linda a emoção de viver
Mergulhados na mesma paixão
Quero ter a razão de te ver
Presa no meu coração
Não me molhe assim
Esse fogo não pode apagar
Deixa arder a chama
Desse que te ama
Por te admirar
C.005.Canções e Momentos - Milton Nascimento
Há canções e há momentos
Eu não sei como explicar
Em que a voz é um instrumento
Que eu não posso controlar
Ela vai ao infinito
Ela amarra todos nós
E é um só sentimento
Na platéia e na voz
Há canções e há momentos
Em que a voz vem da raiz
Eu não sei se quando triste
Ou se quando sou feliz
Eu só sei que há momentos
Que se casa com canção
De fazer tal casamento
Vive a minha profissão
Eu não sei como explicar
Em que a voz é um instrumento
Que eu não posso controlar
Ela vai ao infinito
Ela amarra todos nós
E é um só sentimento
Na platéia e na voz
Há canções e há momentos
Em que a voz vem da raiz
Eu não sei se quando triste
Ou se quando sou feliz
Eu só sei que há momentos
Que se casa com canção
De fazer tal casamento
Vive a minha profissão
C.004.Condição - Lulú Santos
Eu não sou diferente
de ninguem
Quase todo mundo faz assim
Eu me viro bem melhor
Quando tá mais pra bom que pra mim
Não quero causar impacto
Nem tampouco sensação
O que eu digo é muito exato
É o que cabe na cabeça
Qualquer um que
ouve entende
Não precisa explicação
E se for pensar um pocuo
Vai me dar toda razão
A senhora, senhorita
E também o cidadão
Todo mundo que se preza
Nega pouco ou não
Eu não sei viver sem
ter carinho
É a minha condição
Eu não sei viver triste sozinho
É a minha condição
Eu não sei viver preso
ou fugido
É o que cabe aqui.
de ninguem
Quase todo mundo faz assim
Eu me viro bem melhor
Quando tá mais pra bom que pra mim
Não quero causar impacto
Nem tampouco sensação
O que eu digo é muito exato
É o que cabe na cabeça
Qualquer um que
ouve entende
Não precisa explicação
E se for pensar um pocuo
Vai me dar toda razão
A senhora, senhorita
E também o cidadão
Todo mundo que se preza
Nega pouco ou não
Eu não sei viver sem
ter carinho
É a minha condição
Eu não sei viver triste sozinho
É a minha condição
Eu não sei viver preso
ou fugido
É o que cabe aqui.
C.003.Coração Ateu - Sueli Costa
O meu coração ateu quase acreditou
Na sua mão que não passou de um leve adeus
Breve pássaro pousado em minha mão
Bateu asas e voou
Meu coração por certo tempo passeou
Na madrugada procurando um jardim
Flor amarela, flor de uma longa espera
Logo meu coração ateu
Se falo em mim e não em ti
É que nesse momento
Já me despedi
Meu coração ateu
Não chora e não lembra
Parte e vai-se embora
Na sua mão que não passou de um leve adeus
Breve pássaro pousado em minha mão
Bateu asas e voou
Meu coração por certo tempo passeou
Na madrugada procurando um jardim
Flor amarela, flor de uma longa espera
Logo meu coração ateu
Se falo em mim e não em ti
É que nesse momento
Já me despedi
Meu coração ateu
Não chora e não lembra
Parte e vai-se embora
C.002.Creio - Lulú Santos
A verdade no duro quase nunca rola
Mais comum é se encontrar qualquer ilusão à toa
O que fica na história só o tempo dirá
Inutil então será adivinhar agora
Cada pessoa nasceu com seu destino
Ainda que for procurar
Tudo é incerto e por isso mesmo exato
Tudo que for pra ser será
Os amores que duram são raros de encontrar
Cada instante que passa se tornarão mais belos
Cada pessoa nasceu com seu destino
Ainda que for procurar
Tudo é incerto e por isso mesmo exato
Tudo que for pra ser será
A verdade no duro quase nunca rola
Mais comum é se encontrar qualquer ilusão à toa
Cada pessoa nasceu com seu destino
Ainda que for procurar
Tudo é incerto e por isso mesmo exato
Tudo que for pra ser será
O que fica na história só mesmo o tempo dirá
Inutil então será adivinhar agora
Mais comum é se encontrar qualquer ilusão à toa
O que fica na história só o tempo dirá
Inutil então será adivinhar agora
Cada pessoa nasceu com seu destino
Ainda que for procurar
Tudo é incerto e por isso mesmo exato
Tudo que for pra ser será
Os amores que duram são raros de encontrar
Cada instante que passa se tornarão mais belos
Cada pessoa nasceu com seu destino
Ainda que for procurar
Tudo é incerto e por isso mesmo exato
Tudo que for pra ser será
A verdade no duro quase nunca rola
Mais comum é se encontrar qualquer ilusão à toa
Cada pessoa nasceu com seu destino
Ainda que for procurar
Tudo é incerto e por isso mesmo exato
Tudo que for pra ser será
O que fica na história só mesmo o tempo dirá
Inutil então será adivinhar agora
quinta-feira, 30 de julho de 2009
C.001.Caçador de Mim - Milton Nascimento

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir as armadilhas da mata escura
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim
B.005.Bom Dia - Herivelto Martins
Amanheceu, que surpresa
Me reservava a tristeza
Nessa manhã muito fria
Houve algo de anormal
Tua voz habitual
Não ouvi dizer
Bom dia!
Teu travesseiro vazio
Provocou-me um arrepio
Levantei-me sem demora
E a ausência dos teus pertences
Me disse, não te convences
Paciência, ele foi embora
Nem sequer no apartamento
Deixaste um eco, um alento
Da tua voz tão querida
E eu concluí num repente
Que o amor é simplesmente
O ridículo da vida
Num recurso derradeiro
Corri até o banheiro
Pra te encontar, que ironia
E que erro tu cometeste
Na toalha que esqueceste
Estava escrito bom dia
Me reservava a tristeza
Nessa manhã muito fria
Houve algo de anormal
Tua voz habitual
Não ouvi dizer
Bom dia!
Teu travesseiro vazio
Provocou-me um arrepio
Levantei-me sem demora
E a ausência dos teus pertences
Me disse, não te convences
Paciência, ele foi embora
Nem sequer no apartamento
Deixaste um eco, um alento
Da tua voz tão querida
E eu concluí num repente
Que o amor é simplesmente
O ridículo da vida
Num recurso derradeiro
Corri até o banheiro
Pra te encontar, que ironia
E que erro tu cometeste
Na toalha que esqueceste
Estava escrito bom dia
B.004.Brasil - Milton Nascimento
Eu sei que a força da beleza
é maior que a tristeza
quem ouve a voz da natureza
a chama acesa vai guardar
É só tecer a cada noite o sol
amanhecer a cada luz do amor
é semear o fogo da canção
é despertar quem não quer mais crer
Que a terra pra chegar à primavera
mudou três vezes de estação
e a vida será mesmo bela
com liberdade e paixão.
é maior que a tristeza
quem ouve a voz da natureza
a chama acesa vai guardar
É só tecer a cada noite o sol
amanhecer a cada luz do amor
é semear o fogo da canção
é despertar quem não quer mais crer
Que a terra pra chegar à primavera
mudou três vezes de estação
e a vida será mesmo bela
com liberdade e paixão.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
B.003.Beijinho Doce - João Alves da Silva
Que beijinho doce
Que ele tem
Depois que beijei ele
Nunca mais amei ninguém...
Que beijinho doce
Foi ele quem trouxe
De longe pra mim
Um abraço apertado,
Um suspiro dobrado
Que amor sem fim
Coração quem manda
Quando a gente ama
Se estou junto dele
Sem dar um beijinho
Coração reclama
Que beijinho doce
Foi ele quem trouxe
De longe pra mim
Um abraço apertado,
Um suspiro dobrado
Que amor sem fim
Que ele tem
Depois que beijei ele
Nunca mais amei ninguém...
Que beijinho doce
Foi ele quem trouxe
De longe pra mim
Um abraço apertado,
Um suspiro dobrado
Que amor sem fim
Coração quem manda
Quando a gente ama
Se estou junto dele
Sem dar um beijinho
Coração reclama
Que beijinho doce
Foi ele quem trouxe
De longe pra mim
Um abraço apertado,
Um suspiro dobrado
Que amor sem fim
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