sexta-feira, 17 de maio de 2013

P.018.Pastorinhas - João de Barro/Noel Rosa

A estrela d'alva no céu desponta E a lua anda tonta com tamanho esplendor E as pastorinhas pra consolo da lua Vão cantando na rua lindos versos de amor Linda pastora morena da cor de madalena Tu não tens pena de mim Que vivo tonto com o teu olhar Linda criança tu não me sais da lembrança Meu coração não se cansa De sempre sempre te amar

P.017.Por Um Dia de Graça - Luis Carlos da Vila

Um dia Meus olhos inda hão de ver Na luz do olhar do amanhecer Sorrir o dia de graça Poesias Brindando essa manhã feliz Do mal cortado na raiz Do jeito que o mestre sonhava O não chorar E o não sofrer se alastrando No céu da vida o amor brilhando A paz reinando em santa paz Em cada palma de mão Cada palmo de chão Sementes de felicidade O fim de toda a opressão O cantar com emoção Raiou a liberdade Chegou... Chegou o auréo tempo de justiça Há o esplendor do preservar a natureza Respeito a todos os artistas A porta aberta ao irmão De qualquer chão de qualquer raça O povo todo em louvação Por esse dia de graça.

O.012.O Dia que me Queiras - Carlos Gardel/Alfredo Le Pera

Acaricia meu sonho O suave murmúrio do seu suspirar Como rir da vida Se seus olhos negros Querem me olhar E se é no amparo Se seu sorriso leve Que é como um cantar Ele acalma minha ferida Tudo, tudo fica esquecido O dia em que você me queira A rosa que enfeita Se vestirá de festa com sua melhor cor E o sinos dos ventos dirão que você já é minha E loucas as nascentes contarão seu amor A noite em que me queiras desde o azul do céu As estrelas ciumentas nos olharão passar E um raio misterioso fará um ninho em seus cabelos Vagalume curioso que verá Que você é meu consolo

O.011.Olhos nos Olhos - Chico Barque

Quando você me deixou, meu bem Me disse pra ser feliz e passar bem Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci Mas depois, como era de costume, obedeci Quando você me quiser rever Já vai me encontrar refeita, pode crer Olhos nos olhos Quero ver o que você faz Ao sentir que sem você eu passo bem demais E que venho até remoçando Me pego cantando, sem mais, nem por quê Tantas águas rolaram Quantos homens me amaram Bem mais e melhor que você Quando talvez precisar de mim Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim Olhos nos olhos Quero ver o que você diz Quero ver como suporta me ver tão feliz

N.015.Nervos de Aço - Lupicínio Rodrigues

Você sabe o que é ter um amor Meu senhor Ter loucura por uma mulher E depois encontrar esse amor Meu senhor Ao lado de um tipo qualquer Você sabe o que é ter um amor meu senhor E por ele quase morrer E depois encontrar em um braço Que nem um pedaço Do meu pode ser. Há pessoas com nervos de aço Sem sangue nas veias E sem coração Mas não sei se passando o que eu passo Talvez não lhe venha qualquer reação Eu não sei se o que trago no peito É ciúme, despeito amizade ou horror Eu só sinto que quando a vejo Me dá um desejo de morte ou de dor.

N.014.No Rancho Fundo - Lamartine Babo

No rancho fundo Bem prá lá do fim do mundo Onde a dor e a saudade Contam coisas da cidade . . . No rancho fundo Dbem pra lá do fim do mundo Um moreno canta as mágoas Tendo os olhos rasos d'água . . . Pobre moreno Que de noite no sereno Espera a lua no terreiro Tendo um cigarro por companheiro Sem um aceno Ele pega na viola E a lua por esmola Vem pro quintal desse moreno! No rancho fundo Bem prá lá do fim do mundo Nunca mais houve alegria Nem de noite, nem de dia Os arvoredos Já não contam mais segredos Que a última palmeira Já morreu na cordilheira Os passarinhos Internaram-se nos ninhos De tão triste, essa tristeza Cobre de treva a natureza Tudo por que? Só por causa do moreno Que era grande, hoje é pequeno Para uma casa de sapê.

N.013.Nós os Foliões - Paulinho da Viola

Nosso amor passou eu sei No princípio eu não quis acreditar Chorei Mas depois eu tive que me conformar Me conformei A realidade foi maior Aprendi nessa dor A mágoa não compensa E o orgulho é mais cruel Que toda a indiferença Pode acreditar mulher Nosso amor foi lindo Como um carnaval qualquer Que se acaba E faz um novo dia a dia acontecer Tão difícil assim como viver Até um dia em que vem Reacender alegrias e salões Nós os foliões Nossas alegorias Tão esperado e se foi Tão colorido e lá vai Perdendo a cor o carnaval do nosso amor.

N.012.Nego Veio Quando Morre - Tradicional

Quando eu morrer quero ir de fralda de camisa Quando eu morrer quero ir de fralda de camisa Defunto pobre de luxo não precisa Defunto pobre de luxo não precisa Cinquenta velhas desdentadas e carecas Cinquenta velhas desdentadas e carecas Hão de ir à frente tocando rabeca Hão de ir à frente tocando rabeca E um velho bem barrigudo E um velho bem barrigudo Ir lá na frente tocando no canudo Ir lá na frente tocando no canudo Quatro velhas que forem de balão Quatro velhas que forem de balão Irão segurando nas argolas do caixão Irão segurando nas argolas do caixão

N.011.Noturno - Graco/Caio Silva

O aço dos meus olhos E o féu das minhas palavras Acalmaram meu silencio Mas deixaram suas marcas... Se hoje sou deserto É que eu não sabia Que as flôres com o tempo Perdem a força E a ventania Vem mais forte... Hoje só acredito No pulsar das minhas veias E aquela luz que havia Em cada ponto de partida Há muito me deixou Há muito me deixou... Aí, Coração alado Desfolharei meus olhos Nesse escuro véu Não acredito mais No fôgo ingênuo, da paixão São tantas ilusões Perdidas na lembrança... Nessa estrada Só quem pode me seguir Sou eu! Sou eu! Sou eu!... Hoje só acredito No pulsar das minhas veias E aquela luz que havia Em cada ponto de partida Há muito me deixou Há muito me deixou... Ai, Coração alado Desfolharei meus olhos Nesse escuro véu Não acredito mais No fôgo ingênuo, da paixão São tantas ilusões Perdidas na lembrança... Nessa estrada Só quem pode me seguir Sou eu! Sou eu! Sou eu! Sou eu!... Ai, Coração alado Desfolharei meus olhos Nesse escuro véu Não acredito mais No fôgo ingênuo, da paixão São tantas ilusões Perdidas na lembrança... Nessa estrada Só quem pode me seguir Sou eu! Sou eu! Sou eu! Sou eu!...

M.027.Madrugada - Evaldo Rui/Herivelto Martins

Madrugada Resto de noite Clarim que anuncia o novo dia Madrugada Que encontra o poeta Na rua deserta e vesejar Namorados que voltam das festas Fazendo serestas à luz ao rebol Madrugada dos guardas noturnos Boêmios soturnos que sonham com o sol Madrugada Cabarés fechados Casais agitados que a noite formou Madrugada das richas sangrentas Nas ruas barrentas Que a lei não chegou Madrugada do homem banal Que compra o jornal E as noticias não lê Madrugada O poeta boêmio deseja por prêmio viver com voce

M.026.Minha Embaixada Chegou - Assis Valente

MINHA EMBAIXADA CHEGOU ASSIS VALENTE Minha embaixada chegou Deixa meu povo passar Meu povo pede licença Pra na batucada desacatar Minha embaixada chegou Deixa meu povo passar Meu povo pede licença Pra na batucada desacatar Vem vadiar no meu cordão Cai na folia meu amor Vem esquecer tua tristeza Mentindo à natureza Sorrindo à tua dor Eu vi o nome da favela Na luxuosa academia Mas a favela pro dotor É morada de malandro E não tem nenhum valor Minha embaixada chegou Deixa meu povo passar Meu povo pede licença Pra na batucada desacatar Não tem doutores na favela Mas na favela tem doutores O professor se chama bamba Cirurgia é na macumba Medicina lá é samba Já não se ouve a batucada A serenata não há mais O violão desceu o morro E ficou pela cidade Onde o samba não se faz Minha embaixada chegou Meu povo deixou passar Ela agradece a licença Que o povo lhe deu para desacatar (x2)

M.025.Mulher de Malandro - Heitor dos Prazeres

Mulher de malandro sabe ser Carinhosa de verdade Ela vive com tanto prazer Quanto mais apanha A ele tem amizade Longe dele tem saudade II Ela briga com o malandro Enraivecida manda ele andar Ele' se aborrece e desaparece Ela sente saudade vai procurar Muitas vezes ela chora Mas despreza o amor que tem Sempre apanhando e se lastimando E perto do malandro se sente bem

M.024.Minha Cabrocha - Lamartine Babo

Pra fazer meu samba Não tenho diploma Cabrocha bonita Nascida na roça Tem aroma... Quando vem lá da igreija, lá da freguesia Traz no olhar Feitiçaria Traz no olhar Feitiçaria Quer se casar Na igreija e na pretoria Cabrocha assim Gosto de ver Não põe carmim Mas faz endoidecer Para fazer para fazer Para fazer meu samba Não tirei diploma Cabrocha bonita Nascida na roça Tem aroma Quando vem da igreija, lá da freguesia Traz no olhar Feitiçaria Vou ajuntar Meu dinheirinho Para comprar Uma casa la no campinho És cabrochinha Flor e mulher Hás de ser minha Enquanto Deus quiser

M.023.Madalena - Ivan Lins/Ronaldo Monteiro

Oh! Madalena O meu peito percebeu Que o mar é uma gota Comparado ao pranto meu... Fique certa Quando o nosso amor desperta Logo o sol se desespera E se esconde lá na serra... Oh! Madalena O que é meu não se divide Nem tão pouco se admite Quem do nosso amor duvide... Até a lua Se arrisca num palpite Que o nosso amor existe Forte ou fraco Alegre ou triste... Oh! Madalena O meu peito percebeu Que o mar é uma gota Comparado ao pranto meu... Fique certa Quando o nosso amor desperta Logo o sol se desespera E se esconde lá na serra... Oh! Madalena O que é meu não se divide Nem tão pouco se admite Quem do nosso amor duvide... Até a lua Se arrisca num palpite Que o nosso amor existe Forte ou fraco Alegre ou triste... Oh! Madalena! Oh! Madalena! Oh! Madalena! Oh! Madalena!... Madalena! Madalena! Oh Ma! Oh Madá! Oh Madalê Lê Lê Lê Lê Lena!...(4x)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

M.022.Meu Violão - Paulinho da Viola

Não posso passar sem meu violão Não posso viver sem carinho Quando eu não tenho ninguém Corro e abraço meu pinho Como ele eu seguro a saudade E a tristeza de viver sozinho Já vivi em minha vida Momentos de intensa paixão E no fogo da ferida Eu até achava inspiração Quantas vezes eu cantava Quando não podia nem falar É que meu violão me ajudava A trazer a esperança Dentro de um poema.

M.021.Marinheiro Só - Caetano Veloso

Eu não sou daqui Marinheiro só Eu não tenho amor Marinheiro só Eu sou da bahia Marinheiro só De são salvador Marinheiro só Lá vem, lá vem Marinheiro só Como ele vem faceiro Marinheiro só Todo de branco Marinheiro só Com o seu bonezinho Marinheiro só Ô, marinheiro marinheiro Marinheiro só Ô, quem te ensinou a nadar Marinheiro só Ou foi o tombo do navio Marinheiro só Ou foi o balanço do mar Marinheiro só

M.020.Mulher - Fagner/Capinam

MULHER FAGNER/CAPINAM Tu és mulher Tu és um ser Que pode ser mais do que é Um passarinho fruta qualquer Pode ser doce O fel até Pode não ser como quiser Mas serás a guerra e a paz Serás o bem e não será demais O mal me quer Ser se quiseres Pois as mulheres são tão iguais À natureza e aos rapazes Que tudo fazem ou nada fazem Senão viver como capazes De fazer de acontecer De adormecer quando chover Ou de morrer de um amor comum Que qualquer um pode querer Pode levar na bandeja A cabeça de um cristão Pode servir ou vir a ser O seu próprio sim ou não

quinta-feira, 9 de maio de 2013

M.019.Marina - Dorival Caymmi

Marina, morena Marina, você se pintou Marina, você faça tudo Mas faça um favor Não pinte esse rosto que eu gosto Que eu gosto e que é só meu Marina, você já é bonita Com o que deus lhe deu Me aborreci, me zanguei Já não posso falar E quando eu me zango, marina Não sei perdoar Eu já desculpei muita coisa Você não arranjava outra igual Desculpe, marina, morena Mas eu tô de mal Marina, morena Marina, você se pintou Marina, você faça tudo Mas faça um favor Não pinte esse rosto que eu gosto Que eu gosto e que é só meu Marina, você já é bonita Com o que deus lhe deu Me aborreci, me zanguei Já não posso falar E quando eu me zango, marina Não sei perdoar Eu já desculpei muita coisa Você não arranjava outra igual Desculpe, marina, morena Mas eu tô de mal De mal com você De mal com você.

M.018.Minha Palhoça - J.Cascata

Mas se você quisesse, morar na minha palhoça – Lá tem troça e se faz bossa – Fica lá na roça, à beira de um riachão – E à noite tem violão – Uma roseira, cobre a banda da varanda e Ao romper da madrugada, vem a passarada, abençoar nossa união. Tem um cavalo, que eu comprei à prestação e que não estranha a pista Tem jornal; lá tem revista. Uma Kodak para tirar nossas fotografias – Vai ter retrato todo dia – Um papagaio, que eu mandei vir do Pará. Um aparelho de rádio batata, e um violão que desacata. Meu Deus do céu que bom seria… Mas se você quisesse, morar na minha palhoça – Lá tem troça e se faz bossa – Fica lá na roça, à beira de um riachão – E à noite tem violão – Uma roseira, cobre a banda da varanda e Ao romper da madrugada, vem a passarada, abençoar nossa união. Tem um pomar, que é pequenino, é uma beleza - É mesmo uma gracinha – Criação, lá tem galinha – Um rouxinol, que nos acorda ao amanhecer – Isso é verdade, podes crer – A patativa quando canta faz chorar, Há uma fonte na encosta do monte, a cantar – chuá… chuá…

M.017.Mundo Delirante - Sueli Costa/Abel Silva

Mundo delirante Sou teu habitante O mais frágil vôo Asas colibri Mundo delirante Sou teu prisioneiro Vero cativeiro Ai d mim Mundo delirante Seá que é destino Eu já fui menino assim Sou teu habitnte Mundo delirante Ou prisioneiro enfim