Espaço para pesquisa de letras de musicas.Encontre aqui a sua...PESQUISAR BLOG.
terça-feira, 26 de março de 2024
A.448.Ave cantadeira - Paulinho Pedra Azul
E lá vou eu nessa estrada
desafiando o coração
cantando em prosa ou canção
feito uma ave cantadeira
Cantar, cantar, cantar
viver, viver, viver
criar penas de pássaro no ar
voar, voar, voar
sofrer, sofrer, sofrer
amar, amar, amar você
E lá vou eu nessa agonia
levando a dor em minhas mãos
fugindo igual a um bicho errante
amargura coração
Cantar, cantar, cantar
sofrer, sofrer, sofrer
voar, voar, sobreviver.
A.447.Anjo da terra = Dércio Marques/Paulinho Pedra Azul
Mas olha quanta gente que passa
Sem controlar o sorriso
São meninos da terra
São meninos da lua
Brincando de amor
Ao redor do mundo
Anjos da terra
Beijos de maio
Mães da alegria
Que vem da lua
Desce de um raio
Cheio de estrela
Brilho do sol
Sol virou lua
Brincar na rua
Sou um sonhador.
A.446.Anjo da velha guarda - Moacyr Luz/Aldir Blanc
O terno branco parece prata
E a fita em meu peito diz que eu sou
Daqueles que vão pra Maracangalha
Rever Anália
Eu vou
No vento que leva o chapéu de palha
Também sou de fibra e pau-brasil
O samba é tudo que eu sei
E Momo é o único rei que amei
Sou a sétima corda e passo devagarinho
Com Rodouro no coração
Meu nome em letras de ouro
É parte do tesouro de qualquer agremiação
De cuíca eu manjo
Também vou de banjo
Fiz das avenidas meu salão...
Fidalguia esbanjo
E danço com meu anjo
Eu sou da velha guarda, meu irmão!
A.445.Amigo amado - Alaíde Costa/Vinícius de Moraes
Saberei
Ocultar o meu amor
Como a noite oculta a flor
E enche de aroma
O teu jardim
Saberei
Num silêncio sem fim
Esconder o luar
Deste sonho em que eu vivo
Amigo que eu nunca vou ter
És no entanto apenas meu
Amado que o amor não me deu
Deixa-me sonhar contigo
Amigo que parte de mim
Já que meu não podes ser
Ah! deixa-me sonhar
Como a noturna flor
E em teu jardim
Ir-me morrendo de amor
A.444.Alguém que olhe pra mim - Zé Rodrix/Miguel Paiva
Cego é o amor, dizem por aí
Mas pior é a dor de não vê-la aqui
E eu vivo a buscar essa mulher
Que eu sempre quis
Onde quer que eu vá
Não consigo ver
Só imaginar pra não me esquecer
Desse amor que é razão do meu viver
Eu quero unir nossos nomes
Num só coração
Deixar a minha vida na sua mão
Sei que existe alguém que é feita pra mim
E sendo assim, que seja enfim
Alguém que olhe por mim
Não sou mais que um carneirinho perdido
Arrependido e oferecido
Pra alguém que olhe por mim
Pode não ser uma beleza
Mas tem, com certeza
A chave do meu coração
Diga a ela que é pra não se perder
Não sei viver sem depender
De alguém que olhe por mim
De alguém que olhe por mim.
quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024
A.443.A Bahia te espera - Herivelto Martins
Oh! bahia da magia dos feitiços e da fé
Bahia que tem tantas igrejas
E tem tanta candomblé para te buscar
Nossos saveiros já partiram para o mar iá iá
Eufrasia ladeira do sobradão
Está formando seu candomblé
Velha damasia da ladeira do mamão
Tá preparando o acarajé para te buscar
Nossos saveiros já partiram para o mar
Nossas morenas roupas novas
Vao botar se tu vieres então provar o meu vatapá
Se tu vieres viverás nos meus braços
A festa de iemanjá
Vem vem vem vem em busca da bahia
Cidade da tentação onde meu feitiço impera
Vem se me trazes o teu coração
Vem a bahia te espera
Bahia bahia.
A.442.A dama de vermelho - Pedro Caetano/Alcyr Pires Vermelho
Sob a mesma solidão
Que ontem, meu coração
Viveu, sofreu, quase morreu
No inferno da recordação
No inferno de uma saudade
Da noite da felicidade
Noite que o enganou
Depois, passou
Sinto-o hoje a perguntar
Porque insisto em procurar
A dama que me fez vibrar
Pelo salão
Esta dama que eu amei
Num vestido de tão viva cor
Que no fim vestiu
A minha vida de dor
(coro)
Dança no ar
A ilusão que eu sentia
No teu beijo, mulher fantasia
Vai, sai, some de mim,
Não me torture assim, ilusão
Faz a lua dormir
Manda o sol despertar
Deixa meu coração descansar !
A.441.A jardineira - Benedito Lacerda/Humberto Porto
Ou jardineira.. porque estás tão triste?
o que foi que lhe aconteceu?
Foi a carmélia que caiu do galho..
Deu dois suspiros e depois morreu..
Foi a carmélia que caiu do galho..
Deu dois suspiros e depois morreu..
Vem jardineira, vem meu amor..
Não fique triste que esse mundo é todo seu..
Voce é muito mais bonita
Que a carmélia que morreu!
A.440.A jangada voltou só - Dorival Caymmi
A jangada saiu
Com Chico Ferreira e Bento
A jangada voltou só
Com certeza foi lá fora, algum pé de vento
A jangada voltou só...
Chico era o boi do rancho
Nas festa de Natar
Chico era o boi do rancho
Nas festa de Natá
Não se ensaiava o rancho
Sem com Chico se contá
E agora que não tem Chico
Que graça é que pode ter
Se Chico foi na jangada...
E a jangada voltou só... a jangada saiu
Com Chico Ferreira e Bento
A jangada voltou só
Com certeza foi lá fora, algum pé de vento
A jangada voltou só...
Bento cantando modas
Muita figura fez
Bento tinha bom peito
E pra cantar não tinha vez
As moça de Jaguaripe
Choraram de fazê dó
Seu Bento foi na jangada
A.439.As cores do sol - Pedro Ayres Magalhães
Ao cair da tarde
Penso sempre mais
E a luz que me invade
São as cores naturais
Cada figura
que passa por mim
nem me perturba
e eu fico assim
Longe me leva este silêncio
e o sentir que se altera
são as cores do sol
E eu fico encantada
e eu sinto-me a arder
quando o dia se apaga
fica tanto por fazer
A.438.Autonomia - Cartola
É impossível nesta primavera, eu sei
Impossível, pois longe estarei
Mas pensando em nosso amor, amor sincero
Ai! se eu tivesse autonomia
Se eu pudesse gritaria
Não vou, não quero
Escravizaram assim um pobre coração
É necessário a nova abolição
Pra trazer de volta a minha liberdade
Se eu pudesse gritaria, amor
Se eu pudesse brigaria, amor
Não vou, não quero.
A.437.Assentamento - Chico Buarque
Quando eu morrer, que me enterrem na
beira do chapadão
-- contente com minha terra
cansado de tanta guerra
crescido de coração
Tôo
(apud Guimarães Rosa)
Zanza daqui
Zanza pra acolá
Fim de feira, periferia afora
A cidade não mora mais em mim
Francisco, Serafim
Vamos embora
Ver o capim
Ver o baobá
Vamos ver a campina quando flora
A piracema, rios contravim
Binho, Bel, Bia, Quim
Vamos embora
Quando eu morrer
Cansado de guerra
Morro de bem
Com a minha terra:
Cana, caqui
Inhame, abóbora
Onde só vento se semeava outrora
Amplidão, nação, sertão sem fim
Ó Manuel, Miguilim
Vamos embora
A.436.As dres do mundo - Hyldon
O teu olhar, caiu no meu
A tua boca na minha se perdeu
Foi tão bonito, tão lindo foi
E eu nem me lembro o que veio depois
A tua voz dizendo amor
Foi tão bonito que o tempo até parou
De duas vidas u .. ma se fez
E eu me senti nascendo outra vez
E eu vou esquecer de tudo
Das dores do mundo
Não quero saber quem fui, mas sim o que sou
E vou esquecer de tudo
Das dores do mundo
Só quero saber do seu, do nosso amor
A.435.Arapuca - Solevante/Itamaraca
Armei uma arapuca na beira da estrada
Pra pegar moça bonita e também mulher casada
Armei uma arapuca na beira da estrada
Pra pegar moça bonita e também mulher casada
Quem é, quem é
Que vive neste mundo, sem dinheiro e sem mulher?
A primeira vez que a arapuca desarmou
Eu fui pra lá correndo pra ver o que ela pegou
A primeira vez que a arapuca desarmou
Eu fui pra lá correndo pra ver o que ela pegou
Pegou, pegou...
Uma mulher bonita que meu coração gamou
Armei uma arapuca na beira da estrada
Pra pegar moça bonita e também mulher casada
Armei uma arapuca na beira da estrada
Pra pegar moça bonita e também mulher casada
Quem é, quem é
Que vive neste mundo, sem dinheiro e sem mulher?
A segunda vez que a arapuca desarmou
Eu fui pra lá correndo pra ver o que ela pegou
A segunda vez que a arapuca desarmou
Eu fui pra lá correndo pra ver o que ela pegou
Pegou, pegou...
Um baita de um negrão que meu coração gelou
A.434.Ao longe o mar - Pedro Ayres Magalhães
Porto calmo de abrigo
De um futuro melhor(maior)
Porventura(Ainda não está) perdido
No presente temor
Não faz muito sentido
Não esperar (Já não espero) o melhor
Vem da nevoa saindo
A promessa anterior
Quando avistei ao longe o mar
Ali fiquei, Parada a olhar
Sim, eu canto a vontade
Canto o teu despertar
E abraçando a saudade
Canto o tempo a passar
Quando avistei ao longe o mar
Ali fiquei, Parada a olhar
Quando avistei ao longe o mar
Sem querer, deixei-me ali ficar
quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
A.433.A andorinha da primavera - Pedro Ayres Magalhães
Andorinha de asa negra aonde vais?
que andas a voar tão alta
Leva-me ao céu contigo, vá
Qu'eu lá de cima digo adeus ao meu amor
Ó andorinha
da Primavera
Ai quem me dera também voar
Que bom que era
Ó andorinha
na Primavera
também voar
A.432.Aos nossos filhos - Ivan Lins/Vitor Martins
Perdoem a cara amarrada
Perdoem a falta de abraço
Perdoem a falta de espaço
Os dias eram assim
Perdoem por tantos perigos
Perdoem a falta de abrigo
Perdoem a falta de amigos
Os dias eram assim
Perdoem a falta de folhas
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha
Os dias eram assim
E quando passarem a limpo
E quando cortarem os laços
E quando soltarem os cintos
Façam a festa por mim
Quando lavarem a mágoa
Quando lavarem a alma
Quando lavarem a água
Lavem os olhos por mim
Quando brotarem as flores
Quando crescerem as matas
Quando colherem os frutos
A,431.Amor Escondido - Fagner/Abel Silva
Quando se tem um amor escondido
Querendo aflorar
É se guardar um rio perdido
Que não encontra o mar
Mas brilha tanto cada sorriso
E brilha mais que o olhar
Quando o desejo é claro e preciso
Quem pode ocultar
Tento esquecer te digo baixinho
Não sei se vou voltar
Mas nada prende mais que um carinho
Já vou te procurar
Vai pensamento voa no vento
Vai bem depressa corre pra lá
Conta pra ela meu sofrimento
Diga pra me esperar
Se passo o dia sem seu carinho
Me sinto sufocar
Pássaro mudo longe do ninho
Sem força pra voar
A.430.Adeus - Emerson Maia
Chegou a hora, momento triste
Moça bonita, eu vou partir
Vou levar o meu boi pro São José
Vou cantando, vou seguindo a minha fé
Sou vermelho, sou porreta sou de cima
Parintinense adeus
Adeus, que festa bonita
De alma lavada, coração ligeiro
Segue esse guerreiro, querendo chorar
Vou na maciota, pra passar o tempo
No meu pensamento, só saudade e dor
Adeus companheiro, adeus minha amiga
São coisas da vida, a festa acabou
Adeus companheiro, adeus minha amiga
São coisas da vida, a festa acabou
A.429.Amar quem eu já amei - João do Vale/Libório
Seu moço eu venho de longe
Não sei onde vou chegar
Não tenho medo de seguir
Mas tenho medo de voltar
Plantar, plantar porque homem sou
Plantar, colher para quem não plantou
Amar, amar quem nunca me amou
Ser mais escravo do que hoje sou
Quando a ida não é boa
A volta não pode prestar
Não tenho medo de seguir
Mas tenho medo de voltar
Acreditar no que eu acreditei
E trabalhar para quem trabalhei
Amar, amar quem eu já amei
Passar caminho que eu já passei
Plantar, plantar porque homem sou
Plantar, colher para quem não plantou
Amar, amar quem nunca me amou
Ser mais escravo do que hoje sou
Quando a ida não é boa
A volta não pode prestar
Não tenho medo de seguir
Mas morro de medo de voltar
Acreditar no que eu acreditei
E trabalhar para quem trabalhei
Amar, amar quem eu já amei
Passar caminho que eu já passei
Acreditar no que eu acreditei
E trabalhar para quem trabalhei
Amar, amar quem eu já amei
Passar caminho que eu já passei
Assinar:
Postagens (Atom)