Lá no meu sertão
pros caboclo lê
Têm que aprender
um outro ABC
O jota é ji,
o éle é lê
O ésse é si,
mas o érre
Tem nome de rê
Até o ypsilon
lá é pssilone
O eme é mê,
O ene é nê
O efe é fê,
o gê chama-se guê
Na escola é engraçado
ouvir-se tanto "ê"
A, bê, cê, dê,
Fê, guê, lê, mê,
Nê, pê, quê, rê,
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
A.023.A Voz de uma Pessoa Vitoriosa - Caetano Veloso
Sua cuca batuca
Eterno zig-zag
Entre a escuridão e a claridade
Coração arrebenta
Entretanto o canto aguenta
Brilha no tempo a voz vitoriosa
Sol de alto monte, estrela luminosa
Sobre a cidade maravilhosa
E eu gosto dela ser assim vitoriosa
A voz de uma pessoa assim vitoriosa
Que não pode fazer mal
Não pode fazer mal nenhum
Nem a mim, nem a ninguém, nem a nada
E quando ela aparece
Cantando gloriosa
Quem ouve nunca mais dela se esquece
Barcos sobre os mares
Voz que transparece
Uma vitoriosa forma de ser e viver.
Eterno zig-zag
Entre a escuridão e a claridade
Coração arrebenta
Entretanto o canto aguenta
Brilha no tempo a voz vitoriosa
Sol de alto monte, estrela luminosa
Sobre a cidade maravilhosa
E eu gosto dela ser assim vitoriosa
A voz de uma pessoa assim vitoriosa
Que não pode fazer mal
Não pode fazer mal nenhum
Nem a mim, nem a ninguém, nem a nada
E quando ela aparece
Cantando gloriosa
Quem ouve nunca mais dela se esquece
Barcos sobre os mares
Voz que transparece
Uma vitoriosa forma de ser e viver.
A.022.A Voz do Morto - Caetano Veloso
Estamos aqui no tablado
Feito de ouro e prata
E filó de nylon
Eles querem salvar as glórias nacionais
As glórias nacionais, coitados
Ninguém me salva
Ninguém me engana
Eu sou alegre
Eu sou contente
Eu sou cigana
Eu sou terrível
Eu sou o samba
A voz do morto
Os pés do torto
O cais do porto
A vez do louco
A paz do mundo
Na Glória!
Eu canto com o mundo que roda
Eu e o Paulinho da Viola
Viva o Paulinho da Viola!
Eu canto com o mundo que roda
Mesmo do lado de for a
Mesmo que eu não cante agora
Ninguém me atende
Ninguém me chama
Mas ninguém me prende
Ninguém me engana
Eu sou valente
Eu sou o samba
A voz do morto
Atrás do muro
A vez de tudo
A paz do mundo
Na Glória!
Feito de ouro e prata
E filó de nylon
Eles querem salvar as glórias nacionais
As glórias nacionais, coitados
Ninguém me salva
Ninguém me engana
Eu sou alegre
Eu sou contente
Eu sou cigana
Eu sou terrível
Eu sou o samba
A voz do morto
Os pés do torto
O cais do porto
A vez do louco
A paz do mundo
Na Glória!
Eu canto com o mundo que roda
Eu e o Paulinho da Viola
Viva o Paulinho da Viola!
Eu canto com o mundo que roda
Mesmo do lado de for a
Mesmo que eu não cante agora
Ninguém me atende
Ninguém me chama
Mas ninguém me prende
Ninguém me engana
Eu sou valente
Eu sou o samba
A voz do morto
Atrás do muro
A vez de tudo
A paz do mundo
Na Glória!
A.021.A Volta dos Trovões - Braúlio Tavares
Um tambor amendrontou a mata
quando o dia clareou
Na clareira respondeu a flauta
um aviso de terror
Um cacique descobriu pegadas
de um estranho caçador
Uma tribo foi exterminada
onde o rio avermelhou
Antes das chuvas
quando um trovão tombou das estrelas
e a selva escura
viu brilhar nas mãos de um deus
armas de estrondo e luz
como avisou a lenda
armas de estrondo e luz
Onça negra caminhou nas cinzas
na fogueira que passou
Gavião voando contra a brisa
viu a mancha do trator
Sobre o chão onde os pajés dançavam
uma vila se formou
Todo dia longe ressoava
o machado lenhador
Dentro da selva
pulsam os corações dos guerreiros
esperando a noite
em que os astros vão trazer
a volta dos trovões
(como promete a lenda)
a volta dos trovões.
quando o dia clareou
Na clareira respondeu a flauta
um aviso de terror
Um cacique descobriu pegadas
de um estranho caçador
Uma tribo foi exterminada
onde o rio avermelhou
Antes das chuvas
quando um trovão tombou das estrelas
e a selva escura
viu brilhar nas mãos de um deus
armas de estrondo e luz
como avisou a lenda
armas de estrondo e luz
Onça negra caminhou nas cinzas
na fogueira que passou
Gavião voando contra a brisa
viu a mancha do trator
Sobre o chão onde os pajés dançavam
uma vila se formou
Todo dia longe ressoava
o machado lenhador
Dentro da selva
pulsam os corações dos guerreiros
esperando a noite
em que os astros vão trazer
a volta dos trovões
(como promete a lenda)
a volta dos trovões.
L.010.Liberou Geral - Giovanni Bizzotto
Liberou geral pra voce
Cada segundo
Tá tudo certo
Nada a declarar
Tudo por fazer
Eu não me iludo
Só me entrego
Eu só queria bater você
Um pouquinho no meu liquidificador
Eu só queria matar voce de amor
Debaixo do meu cobertor
Você é um perigo pra quem acredita
Perdidamente na sua inocência
Mas quando você passa
E detona a minha mente
Eu quase escorrego na minha impaciência
Eu só queria trancar você
Na minha prisão de segurança máxima
Até fazer voce confessar
Qualquer loucura que eu inventar
Liberou geral
L.009.Labaredas - Cartola/Hermínio Bello de Carvalho
Vou me desacovardar dizendo não
A um coração que fez s6 desagasalhar
Quem o abrigou.
Profanou, sem se importar
E destruiu, sem mais pensar,
O essencial de mim
Me atiçando um fogo em mim...
Mas pode um incêndio alastrar-se ao coração
Que as labaredas nem vão sequer provocar um só perdão:
Quantas pedras não terá para atirar de novo em mim?
Me subestimar, -
Prá quê? Não vou!
...e quando o remorso invadir seu sono, então,
meu coração não vai nem sequer se vergar à sua dor
Debelar o incêndio vai ser impossível só porque
Quem brincou com fogo...Foi você....
A um coração que fez s6 desagasalhar
Quem o abrigou.
Profanou, sem se importar
E destruiu, sem mais pensar,
O essencial de mim
Me atiçando um fogo em mim...
Mas pode um incêndio alastrar-se ao coração
Que as labaredas nem vão sequer provocar um só perdão:
Quantas pedras não terá para atirar de novo em mim?
Me subestimar, -
Prá quê? Não vou!
...e quando o remorso invadir seu sono, então,
meu coração não vai nem sequer se vergar à sua dor
Debelar o incêndio vai ser impossível só porque
Quem brincou com fogo...Foi você....
L.008.Logunedé - Gilberto Gil
É de Logunedé a doçura
Filho de Oxum, Logunedé
Mimo de Oxum, Logunedé - edé, edé
Tanta ternura
É de Logunedé a riquezaLOGUNEDÉ
GILBERTO GIL
É de Logunedé a doçura
Filho de Oxum, Logunedé
Mimo de Oxum, Logunedé - edé, edé
Tanta ternura
É de Logunedé a riqueza
Filho de Oxum, Logunedé
Mimo de Oxum, Logunedé - edé, edé
Tanta beleza
Logunedé é demais
Sabido, puxou aos pais
Astúcia de caçador
Paciência de pescador
Logunedé é demais
Logunedé é depois
Que Oxossi encontra a mulher
Que a mulher decide ser
A mãe de todo prazer
Logunedé é depois
É pra Logunedé a carícia
Filho de Oxum, Logunedé
Mimo de Oxum, Logunedé - edé, edé
É delícia
Filho de Oxum, Logunedé
Mimo de Oxum, Logunedé - edé, edé
Tanta beleza
Logunedé é demais
Sabido, puxou aos pais
Astúcia de caçador
Paciência de pescador
Logunedé é demais
Logunedé é depois
Que Oxossi encontra a mulher
Que a mulher decide ser
A mãe de todo prazer
Logunedé é depois
É pra Logunedé a carícia
Filho de Oxum, Logunedé
Mimo de Oxum, Logunedé - edé, edé
É delícia
Filho de Oxum, Logunedé
Mimo de Oxum, Logunedé - edé, edé
Tanta ternura
É de Logunedé a riquezaLOGUNEDÉ
GILBERTO GIL
É de Logunedé a doçura
Filho de Oxum, Logunedé
Mimo de Oxum, Logunedé - edé, edé
Tanta ternura
É de Logunedé a riqueza
Filho de Oxum, Logunedé
Mimo de Oxum, Logunedé - edé, edé
Tanta beleza
Logunedé é demais
Sabido, puxou aos pais
Astúcia de caçador
Paciência de pescador
Logunedé é demais
Logunedé é depois
Que Oxossi encontra a mulher
Que a mulher decide ser
A mãe de todo prazer
Logunedé é depois
É pra Logunedé a carícia
Filho de Oxum, Logunedé
Mimo de Oxum, Logunedé - edé, edé
É delícia
Filho de Oxum, Logunedé
Mimo de Oxum, Logunedé - edé, edé
Tanta beleza
Logunedé é demais
Sabido, puxou aos pais
Astúcia de caçador
Paciência de pescador
Logunedé é demais
Logunedé é depois
Que Oxossi encontra a mulher
Que a mulher decide ser
A mãe de todo prazer
Logunedé é depois
É pra Logunedé a carícia
Filho de Oxum, Logunedé
Mimo de Oxum, Logunedé - edé, edé
É delícia
L.007.Lua Girou - Milton Nascimento
A lua girou, girou
Traçou no céu um compasso
A lua girou, girou
Traçou no céu um compasso
Eu bem queria fazer
Um travesseiro dos seus braços
Eu bem queria fazer
Travesseiro dos meus braços
Só não faz se não quiser
Um travesseiro dos meus braços
Só não faz se não quiser
Sustenta a palavra de homem
Que eu mantenho a de mulher
Sustenta a palavra de homem
Traçou no céu um compasso
A lua girou, girou
Traçou no céu um compasso
Eu bem queria fazer
Um travesseiro dos seus braços
Eu bem queria fazer
Travesseiro dos meus braços
Só não faz se não quiser
Um travesseiro dos meus braços
Só não faz se não quiser
Sustenta a palavra de homem
Que eu mantenho a de mulher
Sustenta a palavra de homem
L.006.Lealdade - Wilson Batista/Jorge de Castro
Serei ,
Serei leal contigo
Quando eu cansar dos teus beijos ,
Te digo
E tu também liberdade terás
Pra quando quiseres bater a porta
Sem olhar para trás
Serei ,
Serei leal contigo
Quando eu cansar dos teus beijos ,
Te digo
E tu também liberdade terás
Pra quando quiseres bater a porta
Sem olhar para trás
Se o teu corpo cansar dos meus braços
Se teu ouvido cansar da minha voz
Quando teus olhos cansarem dos meus olhos
Não é preciso haver falsidade entre nós
Serei ,
Serei leal contigo
Quando eu cansar dos teus beijos ,
Te digo
E tu também liberdade terás
Pra quando quiseres bater a porta
Sem olhar para trás
Se o teu corpo cansar dos meus braços
Se teu ouvido cansar da minha voz
Quando teus olhos cansarem dos meus olhos
Não é preciso haver falsidade entre nós
Serei ,
Serei leal contigo
Quando eu cansar dos teus beijos ,
Te digo
L.005.Loucura - Lupcínio Rodrigues
E aí, eu comecei a cometer loucura
Pelo verdadeiro inferno, uma tortura
O que eu sofria por aquele amor
Milhões de diabinhos, martelando
Meu pobre coração
Que agonizando já não podia mais
De tanta dor
E ai, eu comecei a cantar
Verso triste
O mesmo verso que até hoje existe
Na boca triste de algum sofredor
Como é que existe alguém
Que ainda tem coragem de dizer
Que os meus versos não contém mensagem
São palavras frias
Sem nenhum valor
Ohl Deus, será que o Senhor não está vendo isto?
Então porque é que o Senhor mandou o Cristo
Aqui na terra semear amor?
Quando, se tem alguém que ama de verdade
Serve de riso para humanidade
É um covarde, um fraco, um sonhador
Sei é que hoje tudo está
Tão diferente
Porque que não deixa eu mostrar
A essa gente
Que ainda existe o verdadeiro amor
Faça ela voltar de novo para o meu lado
Eu me sujeito a ser sacrificado
Salve seu mundo com a minha dor
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
L.004.Lamento - Pixinguinha
Morena
Tem pena
Mas ouve o meu lamento
Tento em vão
Te esquecer
Mas olhe, o meu tormento é tanto
Que eu vivo em pranto
Sou todo infeliz
Não há coisa mais triste, meu benzinho
Que esse chorinho que eu te fiz
Sozinho
Morena
Você nem tem mais pena
Ai, meu bem
Fiquei tão só
Tem dó, tem dó de mim
Porque estou triste assim por amor de você
Não há coisa mais linda, meu benzinho
Que o chorinho que eu te fiz
Moreno
Tem pena
Mas ouve o meu lamento
Tento em vão
Te esquecer
Mas olhe, o meu tormento é tanto
Que eu vivo em pranto
Sou todo infeliz
Não há coisa mais triste nesse mundo
Que esse chorinho que eu te fiz.
Tem pena
Mas ouve o meu lamento
Tento em vão
Te esquecer
Mas olhe, o meu tormento é tanto
Que eu vivo em pranto
Sou todo infeliz
Não há coisa mais triste, meu benzinho
Que esse chorinho que eu te fiz
Sozinho
Morena
Você nem tem mais pena
Ai, meu bem
Fiquei tão só
Tem dó, tem dó de mim
Porque estou triste assim por amor de você
Não há coisa mais linda, meu benzinho
Que o chorinho que eu te fiz
Moreno
Tem pena
Mas ouve o meu lamento
Tento em vão
Te esquecer
Mas olhe, o meu tormento é tanto
Que eu vivo em pranto
Sou todo infeliz
Não há coisa mais triste nesse mundo
Que esse chorinho que eu te fiz.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
L.003.Lábios de Mel - Waldir Rocha
Meu amor quando me beija
Sinto o mundo revirarL.003.Lábios de Mel - Waldir Rocha
Meu amor quando me beija
Sinto o mundo revirar
Vejo o céu aqui na terra
E a terra no ar
Os seus lábios tem um mel
Que a abelha tira da flor
Eu sou pobre, pobre, pobre
Mas e meu o seu amor
Quem tem amor peça a Deus
Pra seu bem lhe amar de verdade
Para mais tarde não ter desengano
E chorar de saudade
Quem foi na vida
Que teve um amor
E esse amor sem razão lhe deixou
E até hoje não guarda no peito
A marca da dor.
Vejo o céu aqui na terra
E a terra no ar
Os seus lábios tem um mel
Que a abelha tira da flor
Eu sou pobre, pobre, pobre
Mas e meu o seu amor
Quem tem amor peça a Deus
Pra seu bem lhe amar de verdade
Para mais tarde não ter desengano
E chorar de saudade
Quem foi na vida
Que teve um amor
E esse amor sem razão lhe deixou
E até hoje não guarda no peito
A marca da dor.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
L.002.Laranja Madura - Ataulfo Alves
Laranja madura
Na beira da estrada
Tá bichada, Zé
Ou tem marimbondo no pé
Você diz que me dá casa e comida
Boa vida e dinheiro pra gastar
o que é que há, minha gente
O que é que há?
Tanta bondade,
Que me faz desconfiar
Santo que vê muita esmola
Na sua sacola desconfia
E não faz milagres não
Gosto da Maria Rosa
Mas quem me dá boia
É Rosa Maria
Vejam só que confusão!
Na beira da estrada
Tá bichada, Zé
Ou tem marimbondo no pé
Você diz que me dá casa e comida
Boa vida e dinheiro pra gastar
o que é que há, minha gente
O que é que há?
Tanta bondade,
Que me faz desconfiar
Santo que vê muita esmola
Na sua sacola desconfia
E não faz milagres não
Gosto da Maria Rosa
Mas quem me dá boia
É Rosa Maria
Vejam só que confusão!
L.001.Leva meu Samba - Ataulfo Alves
Leva meu samba
Meu mensageiro
Esse recado
Para o meu amor primeiro
Vá dizer que ela é
A razão dos meus ais!
Não. Não posso mais'
Eu que pensava
Que podia lhe esquecer
Mas qual o que
aumentou o meu sofrer.
Falou mais alto
no meu peito, uma saudade
e para o caso não há força de vontade.
Aquele samba
Foi p'ra ver se comovia
o seu coração...
Onde eu dizia:
Vim buscar o meu perdão!
Meu mensageiro
Esse recado
Para o meu amor primeiro
Vá dizer que ela é
A razão dos meus ais!
Não. Não posso mais'
Eu que pensava
Que podia lhe esquecer
Mas qual o que
aumentou o meu sofrer.
Falou mais alto
no meu peito, uma saudade
e para o caso não há força de vontade.
Aquele samba
Foi p'ra ver se comovia
o seu coração...
Onde eu dizia:
Vim buscar o meu perdão!
K.003.Ké Ké Ké Ké - Ary Barroso/Álvaro S.de Carvalho
Ké Ké
Ké Ké Ké Ké
Ké Ké
Ké Ké Ké Ké
Chegou a vez
Do galinho garnizé
O pobre galinho
Anão do terreiro
Estava disposto
A fazer salceiro
Queria provar
Que sendo da roça
Podia namorar
Qualquer galinha de bossa
Pequeno e nervoso
Bancava o pirata
Mas no galinheiro
Amarravam-lhe a lata
mas um belo dia
Inspirado na rua
O galo garnizé
Foi se casar com a perua, ai.
Agora o galinho
Se vê abarbado
Com seus afazeres
De récem-casado
Menor que a perua
Não tem voz ativa
O galo garnizé
Vai acabar na estiva.
K.002.Kátia - Georges Moran/Victor Bezerra
São noites de vigília
Noits que não tem fim
Em que não penso em mim
O amor é a própria vida
E a vida é nós dois
Vem a saudade depois.
Kátia! Kátia!
Meu sofrer acalma
Como dói minh'alma
Nesta solidão
Kátia! Kátia!
Ah! Se tu soubesses
Ah! Se tu quizesses
ô meu coração.
Eu daria tantos,
Tantos beijos
Vibraria
O corpo de desejos.
Kátia! Kátia!
Eu sou tão sozinho
Queor o teu carinho
Tens meu coração.
K.001.Kalú - Humberto Teixeira
Kalú, Kalú
Tira o verde desses óio de riba d'eu
Kalú, Kalú
Não se esqueça que voce já me esqueceu
Kalú, Kalú
Esse olhar depois do que assucedeu
Com certeza só não tendo coração
Fazer tal judiação
Você tá mangando de eu
Kalú, Kalú
Tira o verde desses óio de riba d'eu
Kalú, Kalú
Não se esqueça que voce já me esqueceu
Kalú, Kalú
Esse olhar depois do que assucedeu
Com certeza só não tendo coração
Fazer tal judiação
Você tá mangando de eu
J.010.Jorge Maravilha - Julinho da Adelaide
E nada como um tempo após um contratempo
Pro meu coração
E não vale a pena ficar, apenas ficar
Chorando, resmungando, até quando, não, não, não
E como já dizia Jorge Maravilha
Prenhe de razão
Mais vale uma filha na mão
Do que dois pais voando
Você não gosta de mim, mas sua filha gosta
Você não gosta de mim, mas sua filha gosta
Ela gosta do tango, do dengo, do mengo, domingo e de cócega
Ela pega e me pisca, belisca, petisca, me arrisca e me enrosca
Você não gosta de mim, mas sua filha gosta
E nada como um dia após o outro dia
Pro meu coração
E não vale a pena ficar, apenas ficar
Chorando, resmungando até quando, não, não, não
E como já dizia Jorge Maravilha
Prenhe de razão
Mais vale uma filha na mão do que dois pais sobrevoando
J.009.Já Te Digo - Pixinguinha
Um sou eu
E outro eu não sei quem é
Ele sofreu pra usar colarinho em pé
Vocês não sabem quem é ele
Pois eu vos digo
Ele é um cabra muito feio
Que fala sem receio e sem medo do perigo
Um sou eu
E outro eu não sei quem é
Ele sofreu pra usar colarinho em pé
Ele é alto magro e feio
E desdentado
Ele fala do mundo inteiro
E já tava avacalhando no Rio de Janeiro
E outro eu não sei quem é
Ele sofreu pra usar colarinho em pé
Vocês não sabem quem é ele
Pois eu vos digo
Ele é um cabra muito feio
Que fala sem receio e sem medo do perigo
Um sou eu
E outro eu não sei quem é
Ele sofreu pra usar colarinho em pé
Ele é alto magro e feio
E desdentado
Ele fala do mundo inteiro
E já tava avacalhando no Rio de Janeiro
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
J.008.Já Passou - Chico Buarque
Já passou, já passou
Se você quer saber
Eu já sarei, já curou
Me pegou de mal jeito
Mas não foi nada, estancou
Já passou, já passou
Se isso lhe dá prazer
Me machuquei, sim, supurou
Mas afaguei meu peito
E aliviou
Já falei, já passou
Faz-me rir
Ha ha ha
Você saracoteando
Daqui prá acolá
Na Barra, na farra
No forró forrado
Na Praça Mauá, sei lá
No Jardim de Alah
Ou num clube de samba
Faz-me rir, faz-me engasgar
Me deixa catatônico
Com a perna bamba
Mas já passou, já passou
Recolha o seu sorriso
Meu amor, sua flor
Nem gaste o seu perfume
Por favor
Que esse filme
Já passou
Se você quer saber
Eu já sarei, já curou
Me pegou de mal jeito
Mas não foi nada, estancou
Já passou, já passou
Se isso lhe dá prazer
Me machuquei, sim, supurou
Mas afaguei meu peito
E aliviou
Já falei, já passou
Faz-me rir
Ha ha ha
Você saracoteando
Daqui prá acolá
Na Barra, na farra
No forró forrado
Na Praça Mauá, sei lá
No Jardim de Alah
Ou num clube de samba
Faz-me rir, faz-me engasgar
Me deixa catatônico
Com a perna bamba
Mas já passou, já passou
Recolha o seu sorriso
Meu amor, sua flor
Nem gaste o seu perfume
Por favor
Que esse filme
Já passou
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