quinta-feira, 22 de abril de 2010

23 DE ABRIL - DIA DO CHORO


O dia 23 de abril vem a ser o Dia Nacional do Choro , instituído pela Lei No 10.000, de 04 de setembro de 2000, como uma homenagem ao nascimento de Pixinguinha, Sr.Alfredo da Rocha Viana Júnior,considerado um dos "pais" do chorinho e um dos maiores da música popular brasileira, tendo sido flautista, saxofonista, compositor, arranjador e cantor de grandes sucessos, tais como:

Video de Pixinguinha tocando Carinhoso ao sax, com Regional.
Video de Pixinguinha tocando Lamento ao sax, com Baden Power ao violão.
Video de Marisa Monte cantando Rosa, do mestre Pixinguinha.
Video do Conjunto Som Brasileiro tocando Vou vivendo, de Pixinguinha.
Veja trecho do filme Brasileirinho, em que o Trio Madeira Brasil toca Cochichando.
Video de Altamiro Carrilho tocando gargalhada, essa vida é um buraco, ingênuo e segura ele.

4º MEL CHORINHO E CACHAÇA - VIÇOSA DO CEARÁ

E por falar em chorinho, vamos a VIÇOSA DO CEARÁ, onde acontecerá o 4º Festival Mel, Chorinho e Cachaça, numa realização do Governo Municipal de Viçosa do Ceará, com apoio do Governo do Estado do Ceará, Sebrae, Sesc, e Semace, com direção de LETRA VIVA COMUNICAÇÃO E EVENTOS -(85) 3283.2495- Marcella Rodrigues - Promoção Web.
Em sua quarta edição, de 30 de abril a 02 de maio, o evento fará uma homenagem ao grande NOEL ROSA,poeta da Vila.O objetivo é trazer ao grande público amante da boa música brasileira um pouco da história de um dos maiores nomes da cultura nacional, autor de mais 200 canções entre elas pérolas como “Conversa de Botequim” e “Com que Roupa”.

Além das oficinas, palestras e da gastronomia local, teremos atrações da mais alta qualidade, tanto do cenário nacional, como grandes nomes do nordeste e principalmente de nosso Ceará. Veja o horário de algumas apresentações:

Quinta 29.04

21h - Serenata no Casarão – Grupo Choro Feliz de Ipu–CE

Sexta 30.04

17h - Ceará solo do Choro – Rodolf Forte – CE / Arena SESC / Praça Matriz
19h30 -Vídeos musicais – Clipes de música popular brasileira / Palco da Igreja do Céu
20h -Abertura oficial – Cerimonial de abertura do 4º Mel, Chorinho e Cachaça / Palco da Igreja do Céu
20h30 -Sejam bem vindos – Grupo Pedaço do Céu – CE / Palco da Igreja do Céu
21h -Notável choro novo – Carlinhos Patriolino e Cainã Cavalcante – CE / Palco da Igreja do Céu
22h30 -Choro da gente – Italo e Renno – CE / Palco da Igreja do Céu
00h -Desce pra saideira – Grupo Samba de Boteco – CE / Arena SESC / Praça Matriz

Sábado 01.05

17h - Ceará solo do Choro – Macaúba – CE / Arena SESC / Praça Matriz
18h30 -Noel, o poeta da Vila – Exibição do longa-metragem de Ricardo Van Steen / Complexo Turístico da Igreja do Céu
20h -Todos os cantos – Grupo Vocal Nossa Voz – CE / Complexo Turístico Igreja do Céu
21h -Trio Madeira Brasil – Trio Madeira Brasil – RJ / Palco da Igreja do Céu
22h30 -Faz caringundum – Demônios da Garoa – SP / Palco da Igreja do Céu
00h -Desce pra Saideira – Fabiana Paim – CE / Arena SESC / Praça Matriz

Domingo 02.05

17h -Ceará solo do Choro – Tiesco do Trombone – CE / Arena SESC / Praça Matriz
18h30 - Vídeos Musicais – Complexo Turístico da Igreja do Céu
20h -Viçosa do Ceará – Orquestra Municipal de Viçosa – CE / Palco da Igreja do Céu
21h -4 Vozes cantam Noel – A 4 Vozes – MG / Palco da Igreja do Céu
22h30 -Pop Choro – Armandinho – BA / Palco da Igreja do Céu
00h -Desce pra Saideira – Grupo Arrumadinho – PI / Arena SESC / Praça Matriz

Maiores informações:

www.melchorinhocachaca.com.br
www.twitter.com/melchorocachaca
http://www.facebook.com/melchorinhocachaca?ref=profile
http://www.myspace.com/512071113
festival@melchorinhocachaca.com.br

EM FORTALEZA-PASSEIO PÚBLICO-DIA DO CHORO DE LIDIA MARIA

Dentro do PROJETO SOL MAIOR, da Secretaria da Cultura de Fortaleza sempre trazendo música de qualidade para acompanhar o pôr-do-sol, se apresentará nesta sexta-feira (23), em comemoração ao Dia nacional do Choro, a instrumentista Lídia Maria. Há dois anos, Lídia Maria, que também é cantora, trocou o violão e a guitarra, instrumento que estudou no conservatório Alberto Nepomuceno, para dedicar-se ao bandolim.

Com seu grupo feminino de choro, Fulô de Araçá,(Foto abaixo) já se apresentou em vários locais de Fortaleza, como Mercado dos Pinhões, Centro Dragão do Mar, Sesc e BNB e no interior do estado com participações no Festival Mel, Chorinho e Cachaça, e no Festival de música da Ipiabapa.


A bandolinista fará um show cantando músicas de chorinho de grandes compositores do cenário nacional, como Waldir Azevedo, Pixinguinha, dentre outros, além de composições próprias e de gente da Terra Ceará.

O Projeto Sol Maior, acontece todas as sextas-feiras, a partir das 17h, com diversas apresentações ao pôr-do-sol, e aos sábados, a partir de 12h30, música com a tradicional feijoada. Fica no Passeio Público ao lado da Santa Casa da Misericórdia, no centro de Fortaleza.

H.002.História de uma Gata - Luis Henrique/Chico Buarque

Me alimentaram
Me acariciaram
Me aliciaram
Me acostumaram
O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé mignon
Ou mesmo um bom filé... De gato
Me diziam todo momento:
Fique em casa, não tome vento
Mas é duro ficar na sua
Quando a luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda a noite vão cantando assim:
Nós gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora, senhorio
Felino não reconhecerás.
De manhã eu voltei para casa
Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria
Mas agora o meu dia-a-clia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim:
Nós gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora, senhorio
Felino não reconhecerás.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

H.001.Homenagem ao Malandro - Chico Buarque

Eu fui fazer um samba em homenagem
A nata da malandragem
Que conheço de outros carnavais
Eu fui a Lapa e perdi a viagem
Que aquela tal malandragem
Não existe mais
Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal
Mas o malandro prá valer
não espalha
Aposentou a navalha
Tem mulher e filho e tralha e tal
Dizem as más línguas que ele até trabalha
Mora lá longe e chacoalha
Num trem de carnaval.

quarta-feira, 31 de março de 2010

G.010.Guacyra - Joracy Camargo/Heckel Tavares


Adeus Guacyra,
Meu pedacinho de terra
Meu pé de serra,
que nem Deus sabe onde está.
Adeus Guacyra
onde a lua pequenina
não encontra na colina
nem um lago prá se oiá
Eu vou embora
mas eu volto outro dia
Virgem Maria, tudo há de permitir
e se ela não quiser
eu vou morrer, cheio de fé
pensando em ti







segunda-feira, 22 de março de 2010

G.009.Grito de Alerta - Gonzaguinha

Primeiro, você me alucina
Me entorta a cabeça
E me bota na boca
Um gosto amargo de fel
Depois, vem chorando desculpas
Assim meio implorando
Querendo ganhar um bocado de mel
Não vê que então eu me rasgo
Engasgo, engulo, reflito
E estendo a mão
E assim nossa vida é um rio secando
As pedras cortando
E eu vou perguntando
Até quando?
São tantas coisinhas miúdas
Roendo, comendo, arrasando
aos poucos
Com o nosso ideal
São frases perdidas num mundo
De gritos e gestos
Num jogo de culpa que faz tanto mal
Não quero a razão, pois eu sei
O quanto estou errado
E o quanto já fiz destruir
Só sinto no ar um momento
Em que o copo está cheio
E que já não dá mais pra engolir
Veja bem
Nosso caso é uma porta entreaberta
E eu busquei a palavra mais certa
Vê se entende o meu grito de alerta
Veja bem
É o amor agitando o meu coração
Há um lado carente dizendo que sim
E essa vida da gente gritando que não

Primeiro, você me azucrina
Me faz a cabeça
E me bota na boca
Um gosto amargo de fel... .

sábado, 20 de março de 2010

G.008.Guarânia da Saudade - Luis Vieira


Esta saudade que é de ti me alucina
Me desespera, esta saudade me tortura
Silenciosa a ausência tua me ensina
A ler no livro desta solidão
Minh amargura.
Quero que voltes, como volta a primavera
E nos teus olhos, tragas todos os encantos
Que são teus
Quando voltares, não digas nada
Vai entrando
Que te esperando estarão também
Todos os beijos meus
Mas não demores muito
Não demores nada
Venhas ligeirinho
Sejas camarada



domingo, 14 de março de 2010

G.007.Grande Final - Moraes Moreira


Viver dá pé
Dá pé viver
Pé de saci
Pererê, Pererê, Pererê, Pererê

Não nego a minha parte
Entrego a vida a arte
De ser feliz, de ser feliz
Na terra ou em marte
Em qualquer planeta
Qualquer país, qualquer país

Palavra de fé, eu li
Cidade qualquer
Nação continente
Onde gente houver

Há de haver fé
Há de haver felicidade

Correr sim
E não correr do perigo
E sem fim
Eterno moderno e antigo, o amor
Ô Ô Ô Ô Ô Ô Ô Ô Eu vim
Pra fazer carnaval, promessa
Fazer o grande final
Onde tudo de novo começa

Viver dá pé
Dá pé viver
Pé de saci
Pererê, Pererê, Pererê, Pererê









domingo, 21 de fevereiro de 2010

G.006.Grande, Grande, Grande - A. Testa/Júlio Iglesias

As vezes, como a vida, és caprichosa
Não dá prá entender
Ás vezes, és o espírito de uma rosa
Ferindo um bem querer
Pareces egoísta e orgulhoso
Não tens nenhum valor
Te tratas tão cheirosa e vaidosa
És o espelho e não a flor.

Se bem que, de repente, mudas tanto
Que esse inferno faz-se azul
Num ceu tão azul
Te fazes aos meus olhos grande, grande
Que acho que essa não és tú

Que lindo é ver casais que a vida inteira
Não cansam de se amar
Amantes de mãos dadas, tão felizes,
Tu olhas sem notar

Se bem que, de repente, mudas tanto
Que esse inferno faz-se azul
Num céu tão azul
Te fazes aos meus olhos grande, grande
Que acho que essa não és tú

Pensar que tú, pensar que tu
Me humilhas tanto
Sem qualquer razão
Que já não sei, que já não sei
Se vou ou venho
Se te quero ou não

Te odeio e logo te amo
E num instante eu
Esqueço todo o mal que me fizeste
E me entrego ao teu amor
osa
Não dá prá entender
Ás vezes, és o espírito de uma rosa
Ferindo um bem querer
Pareces egoísta e orgulhoso
Não tens nenhum valor
Te tratas tão cheirosa e vaidosa
És o espelho e não a flor.

Se bem que, de repente, mudas tanto
Que esse inferno faz-se azul
Num ceu tão azul
Te fazes aos meus olhos grande, grande
Que acho que essa não és tú

Que lindo é ver casais que a vida inteira
Não cansam de se amar
Amantes de mãos dadas, tão felizes,
Tu olhas sem notar

Se bem que, de repente, mudas tanto
Que esse inferno faz-se azul
Num céu tão azul
Te fazes aos meus olhos grande, grande
Que acho que essa não és tú

Pensar que tú, pensar que tu
Me humilhas tanto
Sem qualquer razão
Que já não sei, que já não sei
Se vou ou venho
Se te quero ou não

Te odeio e logo te amo
E num instante eu
Esqueço todo o mal que me fizeste
E me entrego ao teu amor







G.005.Gondoleiro do Amor - Castro Alves/João Portaro


Teus olhos são negros, negros
Como as noites sem luar
São ardentes, são profundos
Como o negrume do mar.

Sobre o barço dos amores
Da vida molhando a flor
Doiram teus olhos a fronte
Do gondoleiro do amor.

Teu amor na treva é um lastro
No silêncio uma canção
É a brisa na calmaria
Abrigo é no tufão.

Por isso eu te amo querida
Quer no prazer quer na dor
Rosa, canto, sombra estrela
Do gondoleiro do amor.




domingo, 7 de fevereiro de 2010

G.004.Granola, Vila Morena - José Afonso


Grandola, vila morena
Terra da freternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grandola vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grandola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grandola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

A sombra de uma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grandola a tua vontade

Grandola a tua vontade
Jurei ter por companheira
A sombra duma azinheira
Que já não sobra a idade








G.003.Gente Humilde - Garoto/Vinicius de Moraes e Chico Buarque

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar

São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar

domingo, 24 de janeiro de 2010

G.002.Guardei Minha Viola - Paulinho da Viola

Minha viola
Vai pro fundo do baú
Não haverá mais ilusão
Quero esquecer ela não deixa
Alguém que só me fez ingratidão

No carnaval quero afastar
As mágoas que o meu samba não desfaz
Pra facilitar o meu desejo
Guardei meu violão não toco mais
Minha viola. . .

G.001.Garota de Ipanema - Tom Jobim/Vinicius de Moraes

Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina que vem e que passa
Num doce balanço, caminho do mar
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
E a coisa mais linda
Que eu já vi passar ...
Ah! Porque estou tão sozinho
Ah! Porque tudo é tão triste
Ah! A beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha
Ah! Se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo sorrindo
Se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor
Por causa do amor
Por causa do amor

F.010.Face a face - Sueli Costa/Cacaso


São as trapaças da sorte, são as graças da paixão
Pra se combinar comigo tem que ter opinião
São as desgraças da sorte, são as traças da paixão
Quem quiser casar comigo tem que ter bom coração
Morena quando repenso o nosso sonho fagueiro
O céu estava tão denso, o inverno tão passageiro
Uma certeza me nasce, e abole todo o meu zelo
Quando me vi face a face fitava o meu pesadelo
Estava cego o apelo, estava solto o impasse
Sofrendo nosso desvelo, perdendo no desenlace
No rolo feito um novelo, até o fim do degelo
Até que a morte me abrace
São as desgraças da sorte, são as traças da paixão
Quem quiser casar comigo tem que ter bom coração
São as trapaças da sorte, são as graças da paixão
Pra se combinar comigo tem que ter opinião
Morena quando relembro aquele céu escarlate
Mal começava dezembro, já ia longe o combate
Uma lambada me bole, uma certeza me abate
A dor querendo que eu morra, o amor querendo que eu mate
Estava solta a cachorra que mete o dente e não late
No meio daquela zorra, perdendo no desempate
Girando feito piorra, até que a mágoa escorra
Até que a raiva desate



F.009.Feiticeira - Ivan Lins/Vitor Martins

Para a feiticeria
Andar pra fogueira
Não é sacrifício, olê olê
Faz parte do jogo

Faz parte do jogo
Faz parte da trama
Aumentar o jogo, olê olê
Pra dar vida à chama

Minha cigana vestida
De cetim e seda
Faz e desfaz dessa vida
Dessas labaredas

No meio da brasa viva
Sem medo de nada
Passa, sorri e caminha
Toda iluminada

F.008.Falsa Baiana - Geraldo Pereira


Baiana que entra no samba e só fica parada
Não samba, não dança, não bole nem nada
Não sabe deixar a mocidade louca
Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira

Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras
Deixando a moçada com água na boca
A falsa baiana quando entra no samba
Ninguém se incomoda, ninguém bate palma

Ninguém abre a roda, ninguém grita ôba
Salve a Bahia, senhor
Mas a gente gosta quando uma baiana
Samba direitinho, de cima embaixo
Revira os olhinhos dizendo





domingo, 10 de janeiro de 2010

F.007.Festança - Mariana Aydar


Vamos fazer uma festança
Deixar o que for pra ser, acontecer
E se quiser entrar na dança
Só depende de você

Pra entrar nessa festança
Não precisa se preocupar
Solte o barco na corrente
Deixe a vida te levar
E por toda a cidade
O nosso canto vai ecoar
E tudo será verdade
Quando o amor se espalhar

O destino vem marcado
É bobagem querer mudar
Vai ficando complicado tentar
mexer no que já está
Se você olhar direito não tem nada
pra negar
Suas cores, seus temores, tudo
certo no lugar!









quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

F.006.Forró do Poeirão - Cecéu


Quem não quiser dançar
Saia do meio do salão
Que dança hoje
É pra quem tem disposição
A mulherada tá na base da chinela
O suor tá na canela
Quero ver o poeirão
Quero ver o poeirão / levantar
Na batida do baião / levantar
Quero ver o poeirão
Agarradinho no salão / levantar
Machucando o coração / levantar

Quero ver esse moreno que você tem
Quero ouvir a batidinha do seu coração
Quero ter você comigo
Quero o seu bem
Quero esse menino
Levantar o poeirão

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

F.005.Feitiço da Vila - Noel Rosa/Vadico

FEITIÇO DA VILA
NOEL ROSA/VADICO



Quem nasce lá na Vila
Nem sequer vacila
Ao abraçar o samba
Que faz dançar os galhos,
Do arvoredo e faz a lua,
Nascer mais cedo.

Lá, em Vila Isabel,
Quem é bacharel
Não tem medo de bamba.
São Paulo dá café,
Minas dá leite,
E a Vila Isabel dá samba.

A vila tem um feitiço sem farofa
Sem vela e sem vintém
Que nos faz bem
Tendo nome de princesa
Transformou o samba
Num feitiço descente
Que prende a gente

O sol da Vila é triste
Samba não assiste
Porque a gente implora:
"Sol, pelo amor de Deus,
não vem agora
que as morenas
vão logo embora

Eu sei tudo o que faço
sei por onde passo
paixao nao me aniquila
Mas, tenho que dizer,
modéstia à parte,
meus senhores,
Eu sou da Vila!

domingo, 29 de novembro de 2009

F.004.Fracasso - Mário Lago


Relembro com saudade o nosso amor
O nosso último beijo e último abraço
Porque só me ficou da história triste desse amor
A história dolorosa de um fracasso.

Fracasso por te querer assim como eu quis
Fracasso por não saber fazer-te feliz
Fracasso por te amar como a nenhum outro amei
Chorar o que já chorei, fracasso eu sei.

Fracasso por compreender que devo esquecer
Fracasso porque já sei que não esquecerei
Fracasso, fracasso, fracasso, fracasso afinal
Por te querer tanto bem e me fazer tanto mal.

Porque só me ficou da história triste desse amor
A história dolorosa de um fracasso.

Fracasso por te querer assim como eu quis
Fracasso por não saber fazer-te feliz
Fracasso por te amar como a nenhum outro amei
Chorar o que já chorei, fracasso eu sei.

Fracasso por compreender que devo esquecer
Fracasso porque já sei que não esquecerei
Fracasso, fracasso, fracasso, fracasso afinal
Por te querer tanto bem e me fazer tanto mal.