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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
F.006.Forró do Poeirão - Cecéu
Quem não quiser dançar
Saia do meio do salão
Que dança hoje
É pra quem tem disposição
A mulherada tá na base da chinela
O suor tá na canela
Quero ver o poeirão
Quero ver o poeirão / levantar
Na batida do baião / levantar
Quero ver o poeirão
Agarradinho no salão / levantar
Machucando o coração / levantar
Quero ver esse moreno que você tem
Quero ouvir a batidinha do seu coração
Quero ter você comigo
Quero o seu bem
Quero esse menino
Levantar o poeirão
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
F.005.Feitiço da Vila - Noel Rosa/Vadico
FEITIÇO DA VILA
NOEL ROSA/VADICO
Quem nasce lá na Vila
Nem sequer vacila
Ao abraçar o samba
Que faz dançar os galhos,
Do arvoredo e faz a lua,
Nascer mais cedo.
Lá, em Vila Isabel,
Quem é bacharel
Não tem medo de bamba.
São Paulo dá café,
Minas dá leite,
E a Vila Isabel dá samba.
A vila tem um feitiço sem farofa
Sem vela e sem vintém
Que nos faz bem
Tendo nome de princesa
Transformou o samba
Num feitiço descente
Que prende a gente
O sol da Vila é triste
Samba não assiste
Porque a gente implora:
"Sol, pelo amor de Deus,
não vem agora
que as morenas
vão logo embora
Eu sei tudo o que faço
sei por onde passo
paixao nao me aniquila
Mas, tenho que dizer,
modéstia à parte,
meus senhores,
Eu sou da Vila!
NOEL ROSA/VADICO
Quem nasce lá na Vila
Nem sequer vacila
Ao abraçar o samba
Que faz dançar os galhos,
Do arvoredo e faz a lua,
Nascer mais cedo.
Lá, em Vila Isabel,
Quem é bacharel
Não tem medo de bamba.
São Paulo dá café,
Minas dá leite,
E a Vila Isabel dá samba.
A vila tem um feitiço sem farofa
Sem vela e sem vintém
Que nos faz bem
Tendo nome de princesa
Transformou o samba
Num feitiço descente
Que prende a gente
O sol da Vila é triste
Samba não assiste
Porque a gente implora:
"Sol, pelo amor de Deus,
não vem agora
que as morenas
vão logo embora
Eu sei tudo o que faço
sei por onde passo
paixao nao me aniquila
Mas, tenho que dizer,
modéstia à parte,
meus senhores,
Eu sou da Vila!
domingo, 29 de novembro de 2009
F.004.Fracasso - Mário Lago
Relembro com saudade o nosso amor
O nosso último beijo e último abraço
Porque só me ficou da história triste desse amor
A história dolorosa de um fracasso.
Fracasso por te querer assim como eu quis
Fracasso por não saber fazer-te feliz
Fracasso por te amar como a nenhum outro amei
Chorar o que já chorei, fracasso eu sei.
Fracasso por compreender que devo esquecer
Fracasso porque já sei que não esquecerei
Fracasso, fracasso, fracasso, fracasso afinal
Por te querer tanto bem e me fazer tanto mal.
Porque só me ficou da história triste desse amor
A história dolorosa de um fracasso.
Fracasso por te querer assim como eu quis
Fracasso por não saber fazer-te feliz
Fracasso por te amar como a nenhum outro amei
Chorar o que já chorei, fracasso eu sei.
Fracasso por compreender que devo esquecer
Fracasso porque já sei que não esquecerei
Fracasso, fracasso, fracasso, fracasso afinal
Por te querer tanto bem e me fazer tanto mal.
F.003.Feitio de Oração - Noel Rosa/Vadico
Quem acha vive se perdendo
Por isso agora eu vou me defendendo
Da dor tão cruel desta saudade
Que, por infelicidade,
Meu pobre peito invade
Batuque é um privilégio
Ninguém aprende samba no colégio
Sambar é chorar de alegria
É sorrir de nostalgia
Dentro da melodia
Por isso agora lá na Penha
Vou mandar minha morena
Pra cantar com satisfação
E com harmonia
Esta triste melodia
Que é meu samba em feito de oração
O samba na realidade não vem do morro
Nem lá da cidade
E quem suportar uma paixão
Sentirá que o samba então
Nasce do coração.
Por isso agora eu vou me defendendo
Da dor tão cruel desta saudade
Que, por infelicidade,
Meu pobre peito invade
Batuque é um privilégio
Ninguém aprende samba no colégio
Sambar é chorar de alegria
É sorrir de nostalgia
Dentro da melodia
Por isso agora lá na Penha
Vou mandar minha morena
Pra cantar com satisfação
E com harmonia
Esta triste melodia
Que é meu samba em feito de oração
O samba na realidade não vem do morro
Nem lá da cidade
E quem suportar uma paixão
Sentirá que o samba então
Nasce do coração.
F.002.Favela - Ataulfo Alves
Favéla oi, favela
Favela que trago no meu coração
Ao recordar com saudade
A minha felicidade
Favela dos sonhos de amor
E do samba canção
Hoje tão longe de ti
Se vejo a lua surgir
Eu relembro a batucada
E começo a chorar
Favela das noites de samba
Berço molhado dos bambas
Favela és tudo que posso falar
Minha favela querida
Onde eu senti minha vida
Presa a um romance de amor
Nuna doce ilusão
Em uma saudade bem rara
Na distância que nos separa
Eu guardo de ti esta recordação
Favela que trago no meu coração
Ao recordar com saudade
A minha felicidade
Favela dos sonhos de amor
E do samba canção
Hoje tão longe de ti
Se vejo a lua surgir
Eu relembro a batucada
E começo a chorar
Favela das noites de samba
Berço molhado dos bambas
Favela és tudo que posso falar
Minha favela querida
Onde eu senti minha vida
Presa a um romance de amor
Nuna doce ilusão
Em uma saudade bem rara
Na distância que nos separa
Eu guardo de ti esta recordação
F.001.Fita Amarela - Noel Rosa
Quando eu morrer, não quero choro nem vela
Quero uma fita amarela gravada com o nome dela
Se existe alma, se há outra encarnação
Eu queria que a mulata sapateasse no meu caixão
Não quero flores nem coroa com espinho
Só quero choro de flauta, violão e cavaquinho
Estou contente, consolado por saber
Que as morenas tão formosas a terra um dia vai comer.
Não tenho herdeiros, não possuo um só vintém
Eu vivi devendo a todos mas não paguei a ninguém
Meus inimigos que hoje falam mal de mim
Vão dizer que nunca viram uma pessoa tão boa assim.
Quero uma fita amarela gravada com o nome dela
Se existe alma, se há outra encarnação
Eu queria que a mulata sapateasse no meu caixão
Não quero flores nem coroa com espinho
Só quero choro de flauta, violão e cavaquinho
Estou contente, consolado por saber
Que as morenas tão formosas a terra um dia vai comer.
Não tenho herdeiros, não possuo um só vintém
Eu vivi devendo a todos mas não paguei a ninguém
Meus inimigos que hoje falam mal de mim
Vão dizer que nunca viram uma pessoa tão boa assim.
E.010.Estradas do Interior - Taffy Niver - Versão: Carlão
ESTRADAS DO INTERIOR
TAFFY NIVER Vs: CARLÃO
Os caminhos
Que me levam
São as veias
Desse interior
O meu sangue
Corre sem parar
Peão de rodeio
Monto pra ganhar
A estrada me ensinou
O que eu sei
O que eu sou
Minha vida
Minha sorte
Essa estrada mudou
Meus amigos
Meus amores
Minha casa
É aonde eu me deito
No meu peito
Bate um coraçao
Metade cigano
Metade alazão
A estrada me ensinou
O que eu sei
O que eu sou
Minha vida
Minha sorte
Essa estrada mudou
Pelos rodeios escrevi a minha estória
Derrota e vitória eu conheço de cor
Onde quer que eu vá, eu levo comigo o sonho
De um dia ser, melhor.
O melhor!
TAFFY NIVER Vs: CARLÃO
Os caminhos
Que me levam
São as veias
Desse interior
O meu sangue
Corre sem parar
Peão de rodeio
Monto pra ganhar
A estrada me ensinou
O que eu sei
O que eu sou
Minha vida
Minha sorte
Essa estrada mudou
Meus amigos
Meus amores
Minha casa
É aonde eu me deito
No meu peito
Bate um coraçao
Metade cigano
Metade alazão
A estrada me ensinou
O que eu sei
O que eu sou
Minha vida
Minha sorte
Essa estrada mudou
Pelos rodeios escrevi a minha estória
Derrota e vitória eu conheço de cor
Onde quer que eu vá, eu levo comigo o sonho
De um dia ser, melhor.
O melhor!
E.009.Essa nêga quer me dá - Caninha
Esta nega que me dá
Eu não fiz nada pra apanhar
Nêga tu não faz feitiço
Que eu tenho corpo fechado
Pancada de amor não dói
Por isso apanho calado
Esta nêga que me dá
Eu não fiz nada pra apanhar
Eu tenho os ossos quebrados
Quebrados só de apanhar
Ô nêga toma cuidado
Que em breve vou te rifar
Me leve me leve seu Rafael
Me leve me leve lá pro Pará
Quero que Iá lá me leve
Lá na beira do caminho
Tem paciência lá lá
Me leve devagarinho
Me leve me leve seu Rafael
Me leve me leve lá pro Pará
E.008.Estrêla Guia - Assisão
Anoiteceu, escureceu e clareou
A minha estrela guia não apagou
Consultei a minha bola de cristal
Você estava no mais lindo arsenal!
Ví voce, meu amor
Ví voce, meu amor
Ví voce, meu amor
Ví voce, meu amor
No véu da noite
As núvens brancas do dia
No tesão por seu amor
Eu juro que eu uivaria
Cão feito um lObo
Na lua cheia
ai, oi, oi, oi
Foi tanta simpatia
p'rá ganhar seu coração
Rezei até novena
Pra São Pedro e São João
Meu sétimo sentido
Falava e me dizia
Você está contente
Enquanto meu peito explodia
E.007.Estrêla Guia - Joanna/Sarah Benchimol
Você chegou tão diferente
Desconcertou meu coração
Depois do amor não vale a pena
Desapegar, desesperar
Você deixou meu canto triste
E o desencanto em minhas mãos
Deixou um rio de saudade
As margens do meu coração
Você passou na minha vida
Como um vadio vendaval
Eu já nem sei se me deixei levar
Ou se me sufoquei
Por não saber de amar
Ficou em mim a covardia
E a esperança do depois
Você foi minha estrela-guia
Há tanto tempo e eu nem sábia
E.006.Estrela Miúda - Luis Vieira/João do Vale
Estrêla miúda
Que alumeia o mar
Alumia terra e mar
Prá meu bem vim me buscar (bis)
Há mais de um mês
Que ela não
Que ela não vem me olhar
A garça perdeu a pena
Ao passar no igarapé
Eu também perdi meu lenço
Atrás de quem não me quer
Estrêla miúda...
A onda quebrou na praia
E voltou correndo ao mar
Meu amor foi como a onda
E não voltou prá me beijar.
Que alumeia o mar
Alumia terra e mar
Prá meu bem vim me buscar (bis)
Há mais de um mês
Que ela não
Que ela não vem me olhar
A garça perdeu a pena
Ao passar no igarapé
Eu também perdi meu lenço
Atrás de quem não me quer
Estrêla miúda...
A onda quebrou na praia
E voltou correndo ao mar
Meu amor foi como a onda
E não voltou prá me beijar.
E.005.Estrela, Estrela - Vitor Ramil
Estrela.. estrela
como ser assim
tão só, tão só
e nunca sofrer
brilhar, brilhar
quase sem querer
deixar, deixar
ser o que se é
é bom saber
que és parte de mim
assim como és
parte das manhãs
eu canto, eu canto
por poder te ver
no céu, no céu como um balão
eu canto e sei
que também me vês
aqui, aqui como essa canção
como ser assim
tão só, tão só
e nunca sofrer
brilhar, brilhar
quase sem querer
deixar, deixar
ser o que se é
é bom saber
que és parte de mim
assim como és
parte das manhãs
eu canto, eu canto
por poder te ver
no céu, no céu como um balão
eu canto e sei
que também me vês
aqui, aqui como essa canção
E.004.Estrela do Mar - Marino Pinto/Paulo Soledade
ESTRELA DO MAR
MARINO PINTO/PAULO SOLADADE
Um pequenino grão de areia
Que era um pobre sonhador
Olhando o céu viu uma estrela
E imaginou coisas de amor ô ô ô
Passaram anos, muitos anos
Ela no céu, ele no mar
Dizem que nunca o pobrezinho
Pôde com ela se encontrar
Se houve ou se não houve
Alguma coisa entre eles dois
Ninguém soube até hoje explicar
O que há de verdade
E que depois, muito depois
Apareceu a estrela do mar.
MARINO PINTO/PAULO SOLADADE
Um pequenino grão de areia
Que era um pobre sonhador
Olhando o céu viu uma estrela
E imaginou coisas de amor ô ô ô
Passaram anos, muitos anos
Ela no céu, ele no mar
Dizem que nunca o pobrezinho
Pôde com ela se encontrar
Se houve ou se não houve
Alguma coisa entre eles dois
Ninguém soube até hoje explicar
O que há de verdade
E que depois, muito depois
Apareceu a estrela do mar.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
E.003.Estrada de Canindé - Humberto Teixeira
Ai, ai, que bom
Que bom, que bom, que e
Uma estrada e uma caboca
Com a gente andando a pé
Ai, ai, que bom
Que bom, que bom, que é
Uma estrada e a lua branca
No sertão de Caníndé
Artomove lá nem se sabe
Se é home ou se é muié
Quem é rico anda em burrico
Quem é pobre anda a pé
Mas o pobre vê nas estradas
O orvaio beijando a frô
Vê de perto o galo campina
Que quando canta muda de cor
Vai moiando os pés nos riacho
Água fresca Nosso Senhor
Vai oiando coisa a granél
Coisa que pra mode vê
O cristão tem que andar a pe.
domingo, 22 de novembro de 2009
E.002.Estrada do Sol - Tom Jobim/Dolores Duran
É de manhã
Vem o sol, mas os pingos da chuva
Que ontem caiu
Ainda estão a brilhar
Ainda estão a dançar
Ao vento alegre que me traz esta canção
Quero que você me dê a mão
Que eu vou sair por aí
Sem pensar no que foi que sonhei
Que chorei, que sofri
Pois a nossa manhã
Já me fez esquecer
Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol.
Vem o sol, mas os pingos da chuva
Que ontem caiu
Ainda estão a brilhar
Ainda estão a dançar
Ao vento alegre que me traz esta canção
Quero que você me dê a mão
Que eu vou sair por aí
Sem pensar no que foi que sonhei
Que chorei, que sofri
Pois a nossa manhã
Já me fez esquecer
Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol.
domingo, 15 de novembro de 2009
E.001.Encontros e Despedidas - Milton Nascimento/Fernando Brant
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter plano
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai e vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega prá ficar
Tem gente qua vai prá nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sortir e a chorar
E assim
Chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega e o mesmo trem
Da partida
A hora do encontro é também
Despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter plano
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai e vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega prá ficar
Tem gente qua vai prá nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sortir e a chorar
E assim
Chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega e o mesmo trem
Da partida
A hora do encontro é também
Despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida
sábado, 31 de outubro de 2009
D.005.Disparada - Geraldo Vandré
Prepare o seu coração
Prás coisas
Que eu vou contar
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar...
Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo
A morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar
Eu vivo prá consertar...
Na boiada já fui boi
Mas um dia me montei
Não por um motivo meu
Ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse
Porém por necessidade
Do dono de uma boiada
Cujo vaqueiro morreu...
Boiadeiro muito tempo
Laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente
Pela vida segurei
Seguia como num sonho
E boiadeiro era um rei...
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos
Que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei...
Então não pude seguir
Valente em lugar tenente
E dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente...
Se você não concordar
Não posso me desculpar
Não canto prá enganar
Vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado
Vou cantar noutro lugar
Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu
Querer ir mais longe
Do que eu...
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei
Agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte
Num reino que não tem rei
Prás coisas
Que eu vou contar
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar...
Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo
A morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar
Eu vivo prá consertar...
Na boiada já fui boi
Mas um dia me montei
Não por um motivo meu
Ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse
Porém por necessidade
Do dono de uma boiada
Cujo vaqueiro morreu...
Boiadeiro muito tempo
Laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente
Pela vida segurei
Seguia como num sonho
E boiadeiro era um rei...
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos
Que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei...
Então não pude seguir
Valente em lugar tenente
E dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente...
Se você não concordar
Não posso me desculpar
Não canto prá enganar
Vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado
Vou cantar noutro lugar
Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu
Querer ir mais longe
Do que eu...
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei
Agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte
Num reino que não tem rei
D.004.Dança do Bolim Bolacho - Ubirajara Nesdan
Garrafão tem fundo chato
Botija não tem pesoço
Pedaço de telha é caco
Banana não tem caroço
Bolim bolacho
Bole em cima bole em baixo
Bolim bolacho
Por causa do cararu
Quem não come da castanha
Não percebe do cajú
Quem não come do cajú
Não percebe do fubá
Da Bahia me mandaram
Um presente com seu molho
Uma costela de pulga
E um coração de piolho
Bolim bolacho
Bole em cima,
bole em baixo.
Botija não tem pesoço
Pedaço de telha é caco
Banana não tem caroço
Bolim bolacho
Bole em cima bole em baixo
Bolim bolacho
Por causa do cararu
Quem não come da castanha
Não percebe do cajú
Quem não come do cajú
Não percebe do fubá
Da Bahia me mandaram
Um presente com seu molho
Uma costela de pulga
E um coração de piolho
Bolim bolacho
Bole em cima,
bole em baixo.
D.003.Desesperar Jamais - Ivan Lins
Desesperar jamais
Aprendems muito nesses anos
Afinal de contas não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo
Nada de correr da raia
Nada de morrer na praia
Nada! Nada! Nada de esquecer
No balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora, acho que chegou a hora
De fazer Valer o dito popular
Desesperar jamais
Cutucou por baixo, o de cima cai
Desesperar jamais
Cutucou com jeito, não levanta mais
Aprendems muito nesses anos
Afinal de contas não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo
Nada de correr da raia
Nada de morrer na praia
Nada! Nada! Nada de esquecer
No balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora, acho que chegou a hora
De fazer Valer o dito popular
Desesperar jamais
Cutucou por baixo, o de cima cai
Desesperar jamais
Cutucou com jeito, não levanta mais
D.002.Daquilo que eu sei - Ivan Lins
Daquilo que eu sei
Nem tudo me deu clareza
Nem tudo foi permitido
Nem tudo me. deu
certeza
Daquilo que eu sei
Nem tudo foi proibido
Nem tudo me foi possível
Nem tudo foi concebido
Não fechei os olhos
Não tapei os ouvidos
Cheirei, toquei, provei
Ah! Eu usei todos os sentidos
Só não lavei as mãos
E‚ por isso que eu me sinto
cada vez mais limpo
Cada vez mais limpo
Cada vez mais. . .
Nem tudo me deu clareza
Nem tudo foi permitido
Nem tudo me. deu
certeza
Daquilo que eu sei
Nem tudo foi proibido
Nem tudo me foi possível
Nem tudo foi concebido
Não fechei os olhos
Não tapei os ouvidos
Cheirei, toquei, provei
Ah! Eu usei todos os sentidos
Só não lavei as mãos
E‚ por isso que eu me sinto
cada vez mais limpo
Cada vez mais limpo
Cada vez mais. . .
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