segunda-feira, 8 de abril de 2024

A.473.As profesias - Raul Seixas


Tem dias que a gente se sente
Um pouco talvez menos gente
Um dia daqueles sem graça
De chuva cair na vidraça

Um dia qualquer sem pensar
Sentindo o futuro no ar
O ar carregado, sutil
Um dia de maio ou abril

Sem qualquer amigo do lado
Sozinho em silêncio calado
Com uma pergunta na alma
Por que nesta tarde tão calma?
O tempo parece parado?

Está em qualquer profecia
Dos sábios que viram o futuro
Dos loucos que escrevem no muro
Das teias, do sonho remoto
Estouro, explosão, maremoto
A chama da guerra acesa
A fome sentada na mesa
O copo com álcool no bar
O anjo surgindo no mar
Os selos de fogo, o eclipse
Os símbolos do Apocalipse
Os séculos de Nostradamus
A fuga geral dos ciganos
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia

Um gosto azedo na boca
A moça que sonha, a louca
O homem que quer mas esquece
O mundo do dá ou do desce
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia
Sem fogo, sem sangue, sem ais
O mundo dos nossos ancestrais
Acaba sem guerra, os mortais
Sem glórias de mártir ferido
Sem o estrondo mas com gemido

Os selos de fogo, o eclipse
Os símbolos do Apocalipse
A fuga geral dos ciganos
Os séculos de Nostradamus
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia
Um dia

A.472.Alice Maria - Raul Seixas


Ali eu nasci
Ali na Bahia
Ali conheci
Alice Maria

Ali o amor
Ali se formou
Ali o amor
Ali se acabou

Alice Maria
Alice Maria
Adeus ao amor
Que ali se partia

A.471.Além das montanhas - Kene Konaman/Mateus Marcondes


Vejo surgir além das montanhas
O chamado de um novo tempo
O poder de um rumo certo
Uma chance apenas eu peço
Pra mostrar pro mundo lá fora
Um sentido, uma nova canção
São novos dias, são dias de luta
Nos preparando pra nossa missão
Vai surgir, uma forma nova de esperança
Que me faz acreditar
Vai surgir, uma forma nova de esperança
Quando sentir o que vem do coração
E confiar no que tem dentro do seu coração

A.470.Afinal de contas - Heitor/Banda Gentileza


Sei de cor e salteado a ordem dos fatores
E a razão do resultado não bater
Não me cobre os seus valores
Às vezes dividir vale mais que pertencer

Eu já perdi a conta
Eu já errei demais
Pra você foi faz de conta
Então pra mim é tanto faz

Em linhas gerais, você jamais
Precisou dos meus sinais
E me desaponta quando desmonta
Suas medidas desiguais

Calcule o estrago por aí
Que eu não te trago mais aqui
Se está vago é porque
Se não foi somente se

Se um mais um é dois
Esses dois não somos nós
Eu aposto que depois
Que a gente der nome aos bois
Não vai sobrar a minha voz
Pra contar como é que foi

Pois dois pesos, duas medidas
E tuas promessas não cumpridas?

A.469.Acende a luz - Kene Konaman


Acende a luz e entra pra ver Sinta agora o grave que vai bater
Não se preocupe daqui a pouco vai se envolver Já tá em casa, tamo junto e faz o chão tremer
Se for embora, ta ligado, vai se arrepender Mas se ficar, ce ta ligado, até o amanhecer
E já ligaram o som, Êê E já legalizou, Ôô
Chega de violência, tanta gente morrendo em vão
Seguir nosso caminho, de mãos dadas, todos irmão
Muita tolerância, fazendo a evolução Só paz e humildade, muito amor no coração
Fazendo a diferença, dando a volta por cima Hip-hop, reggae, ragga, pura sintonia
O groove, a rima da revolução É som e consciência Cumprindo a missão

A.468.A ilha da fantasia - Raul Seixas


Vamos logo que já está na hora de zarpar
Vem sem medo que não vamos naufragar

Navegador !
Não se esqueça meu amigo
de chamar o seu vizinho

Navegador !
Vê se na praça tem alguem para vir

A barca de Noé já vai partir, navegador
A barca de Noé já vai partir

Vamos escolher bem melhores condições
Longe desse triste carnaval de ilusões

Navegador !
Deixe os que sonham em ser felizes
habitando o paraíso

Navegador !
Faz tempo que você esperou
vivendo sob leis que não criou,
navegador
Vivendo sob leis que não criou

A.467.A Hora dos Dreadlocks - Kene Konaman


A Hora dos Dreadlocks Letra: Kene Konaman, Jota P e LK MC
Cuidado com o açúcar, com o açúcar, ele vicia, vicia como mel, como mel, que cobre a cidade
Quem construiu em cima da mentira não sobe o monte, irmão quem caiu no conto da sereia entrou em contradição
Quem é você ou quem sou eu pra sociedade
Deixa eles acharem, não sabem nem a metade
Abraçar conversa fiada é se afastar da evolução
Não podemos perder tempo em vão, não, não...
Festa de luxo, mulheres, carrões, dinheiro alem do estilo rueiro
O raggamufim da quebrada, representa na parada
Jurei lealdade às minhas raízes
Noites em claro na madrugada
Trampando, correndo, guardando dinheiro
Vivendo, querendo ainda mais
Não tem mistério
O sonho aguarda
Foi dada a largada
É hora de correr, para vencer
Show business, produtores, mega empresários
Com o caô de ficar milionário
Enganando o povo com uma mentira de plástico
Cuidado com o açúcar, com o açúcar, ele vicia, vicia
Como mel, como mel, que cobre a cidade
Cuidado, eles querem te arrastar Cuidado, não vá se entregar
É hora dos dreadlocks quem não soma vai cair
Perguntaram da resistência estamos aqui
Querendo ou não, vai se virar e dá seu jeito
Se não gosta então respeita por que eu respeito
Progresso aos meus leões, minha família, meus amigos me apoiam, estão comigo e por isso eu digo
Que o caminho mais largo é o que leva a perdição
Equilíbrio é necessário e auto-fortificação
Levantar uma bandeira que poucos tem peito
De onde eu venho todos são suspeitos
Nenhuma raça define seu ser
E seu caráter mostra quem é você

A.466.Alô fevereiro - Roberta Sá


Tamborim avisou, cuidado,
Violão respondeu, me espera,
Cavaquinho atacou, dobrado,
Quando o apito chegou, já era.

Veio o surdo e bateu, tão forte,
Que a cuíca gemeu, de medo,
E o pandeiro dançou, que sorte,
Fazer samba não é brinquedo.

Todo mês de fevereiro, morena
Carnaval te espera
Querem te botar feitiço, morena
Mas também pudera.

Se ele pega no teu corpo
Vai ter gente enlouquecida
Querendo entender a tua dança
Querendo saber da tua vida.

A.465.Ah se eu vou - Roberta Sá


Todo santo dia ela ia
Ela ia lá me chamar
Pra dançar coco
À beirada da saia querendo rodar.

Pelo jeito dela
Pelo dengo, pela simpatia
Se eu caio na roda
Essa moça pode me segurar.

Aí ela vai querer que eu deixe de ir pro samba
Aí ela vai querer que eu não vá na ciranda de Lia
Aí ela vai querer que eu não saia de perto dela
E eu olhando pra beira da saia querendo rodar.

Ah, se eu vou.

A.464.Amado - Vanessa da Mata


Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir, não há solidão, nem
pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você

terça-feira, 26 de março de 2024

A.463.Ainda bem - Vanessa da Mata


Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá

Nos dias frios
Em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto
De amar, de amar

Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Neste mundo de tantos anos
Entre tantos outros
Que sorte a nossa heim?
Entre tantas paixões
Esse encontro nós dois
Esse amor

Entre tantos outros
Entre tantos anos
Que sorte a nossa heim?
Entre tantas paixões
Esse encontro nós dois esse amor

Entre tantas paixões
Esse encontro nós dois esse amor.

A.462.Absurdo - Vanessa da Mata


Havia tanto pra lhe contar
A natureza
Mudava a forma o estado e o lugar
Era absurdo

Havia tanto pra lhe mostrar
Era tão belo
Mas olhe agora o estrago em que está

Tapetes fartos de folhas e flores
O chão do mundo se varre aqui
Essa idéia do natural ser sujo
Do inorgânico não se faz

Destruição é reflexo do humano
Se a ambição desumana o Ser
Essa imagem de infértil deserto
Nunca pensei que chegasse aqui

Auto-destrutivos,
Falsas vitimas nocivas?

Havia tanto pra aproveitar
Sem poderio
Tantas histórias, tantos sabores
Capins dourados

Havia tanto pra respirar
Era tão fino
Naqueles rios a gente banhava

Desmatam tudo e reclamam do tempo
Que ironia conflitante ser
Desequilíbrio que alimenta as pragas
Alterado grão, alterado pão

Sujamos rios, dependemos das águas
Tanto faz os meios violentos
Luxúria é ética do perverso vivo
Morto por dinheiro

Cores, tantas cores
Tais belezas
Foram-se
Versos e estrelas
Tantas fadas que eu não vi

Falsos bens, progresso?
Com a mãe, ingratidão
Deram o galinheiro
Pra raposa vigiar

A.461.Aurora - Mário Lago/Roberto Roberti


Se você fosse sincera
Oh, oh, oh, Aurora
Veja só que bom que era
Oh, oh, oh, Aurora

Um lindo apartamento
Com porteiro, elevador
Um ar refrigerado
Para os dias de calor
Madame antes do nome
Você teria agora
Oh, oh, oh, Aurora

A.460.Avenida iluminada - Newton Teixeira/Brasinha


Eu vinha pela madrugada,
Pela avenida toda iluminada,
Amanhã, os ranchos vão passar,
E o meu amor, vai desfilar,
Já vejo o meu amor sorrindo,
Ganhando aplausos, da multidão,
Sem saber que estão rolando,
As lágrimas, do meu coração,
Sem saber que estão rolando,
As lágrimas, do meu coração.

Eu vinha pela madrugada,
Pela avenida toda iluminada,
Amanhã, os ranchos vão passar,
E o meu amor, vai desfilar,
Já vejo o meu amor sorrindo,
Ganhando aplausos, da multidão,
Sem saber que estão rolando,
As lágrimas, do meu coração,
Sem saber que estão rolando,
As lágrimas, do meu coração....

A.459.A letra I - Zé Dantas/Luiz Gonzaga


Vai cartinha fechada
Não deixa ninguém te abrir
Aquela casa caiada
Onde mora a letra I
Existe uma cacimba
Do rio que o verão secou
Meus óio chorou tanta mágoa
Que hoje sem água
Me responde a dor

Aí diz que o amor
Fumega no meu coração
Tal qual a fogueira
Das noites de São João
Que eu sofro por viver sem ela
Tando longe dela
Só sei reclamar
Eu vivo como um passarinho
Que longe do ninho
Só pensa em voltar

A.458.Algodão - Zé Dantas/Luiz Gonaga


Bate a enxada no chão, limpa o pé de algodão
Pois pra vencer a batalha,
É preciso ser forte, valente, robusto e nascer no
Sertão
Tem que suar muito pra ganhar o pãp
Poia a coisa lá "né" brinquedo não

Mas quando chega o tempo rico da colheita
Trabalhador vendo a riqueza, que beleza
Pega a família e sai, pelo roçado vai
Cantando alegre ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai.

Sertanejo do norte
Vamos plantar algodão
Ouro branco que faz nosso povo feliz
Que tanto enriquece o paíz
Um produto do nosso sertão. (isso é muito
Lindo!!!) (adoro luiz gonzaga!)

A.457.Apaixonada - Judimar Dias


Quero!
Quero tanto!
Ter você prá mim
(Você prá mim!)
Vida!
Minha vida!
Vida minha sim
Oh! Oh! Oh!...

Dono dos meus sonhos
Toda inspiração
(Inspiração!)
Lindo!
Todo lindo!
Doce emoção...

Amo essa ternura
Que há em teu olhar
Tua alegria
É quem me faz cantar...

Eu quero ser escrava
Desse teu amor
Faço tudo por você
Porque eu estou...

Apaixonada!
Sofro calada!
Tudo fica mais difícil
Sem você...(2x)

Amo essa ternura
Que há em teu olhar
Tua alegria
É quem me faz cantar...

Eu quero ser escrava
Desse teu amor
Faço tudo por você
Porque eu estou...

Apaixonada!
Sofro calada!
Tudo fica mais difícil
Sem você...(2x)

Apaixonada!
Apaixonada!
Sofro calada!
Sofro calada!
Tudo fica mais
Difícil sem você
Sem você...(4x)

A.456.A turma do funil - Mireabeau/M. de Oliveira


Chegou a turma do funil
Todo mundo bebe
Mas ninguém dorme no ponto
Aí, aí, ninguém dorme no ponto
Nós é que bebemos e eles que ficam tontos

Eu bebo, sem compromisso,
com meu dinheiro, ninguém tem nada com isso
Aonde houver garrafa, aonde houver barril
Presente está a turma do funil

A.455.A dança da moda - Zé Dantas/Luiz Gonzaga


No Rio tá tudo mudado
Nas noites de São João
Em vez de polca e rancheira
O povo só pede e só dança o baião
No meio da rua
Inda é balão
Inda é fogueira
É fogo de vista
Mas dentro da pista
O povo só pede e só dança o baião
Ai, ai, ai, ai, São João
Ai, ai, ai, ai, São João
É a dança da moda
Pois em toda a roda
Só pede baião.

A.454.Acauã - Zé Dantas


Acauã, acauã vive cantando
Durante o tempo do verão
No silêncio das tardes agourando
Chamando a seca pro sertão
Chamando a seca pro sertão
Acauã,
Acauã,
Teu canto é penoso e faz medo
Te cala acauã,
Que é pra chuva voltar cedo
Que é pra chuva voltar cedo
Toda noite no sertão
Canta o João Corta-Pau
A coruja, mãe da lua
A peitica e o bacurau
Na alegria do inverno
Canta sapo, gia e rã
Mas na tristeza da seca
Só se ouve acauã
Só se ouve acauã
Acauã, Acauã...