terça-feira, 31 de julho de 2012

H.022.Hasta La Victoria - A Sampayo

Yo soy Ramón, aquel que rompe las cadena... buril, solar, la fé... que enciende las fogueras clamor fundamental, Ia voz de la justicia el que a la suave brisa, Ia torna en vendaval...- Yo soy Ramón, aquel, que nunca morirá Que tiemble el verdugo opressor, el buitre insaciable del mal detrás de la muerle yo soy, Ramón la victoria final. Yo soy Ramón aquel, Ia luz del oprimido- Ia carne, sangre, y piel, dei hombre redimido... yo soy el léon que vá, cruzando la montana por montes y quebradas rugiento libertad... Yo soy Ramón aquel, que vive más allá.

H.021.Helena, Helena, Helena - Alberto Land

Talvez um dia Por descuido ou fantasia Helena, Helena, Helena Nos meus braços debruçou Foi por encanto ou desencanto Ou até mesmo por meu canto, por meu pranto Ou foi por sexo Ou viu em mim o seu reflexo Ou quem sabe uma aventura Ou até mesmo uma procura Pra encontrar um grande amor Mas hoje eu sei Eu sei que um dia Por faltar telefonema Helena, Helena, Helena, Helena Nos meus braços pernoitou Foi por um caso Ou por acaso Ou até mesmo por costume Pra sentir o meu perfume Dar seu corpo num programa Dar amor por um programa Hoje vai e nem me chama Um adeus é o que deixou Talvez um dia Por esperança ou ser criança, deixei Helena, Helena Com seus braços me guiar Fui sem destino tão menino E hoje eu vejo o desatino, Estou perdido numa estrada Peço ajuda a quem possa Tanto amor pra dar de graça Todo mundo acha graça Deste fim que me levou Maria Helena E seus homens de renome Entre eles fez seu nome Entre eles se revelou Foi sem amor, foi sem pudor Mas hoje entendo um jeito desses Pra salvar seus interesses Dar seu corpo custa nada E com ar de apaixonada Em suas rodas elevadas Seu destino assegurou Talvez um dia Por desejo de poesia Helena, Helena, Helena Talvez queira dar a mão Talvez tão tarde, até em vão Quem sabe eu tenha um rumo à vista Ou quem sabe eu nem exista Ofereço este meu canto A qualquer preço A qualquer pranto Não quero o amor Não se discute Eu procuro quem me escute

H.020.Helena, Helena - Constantino Silva/Antônio Almeida

Ontem eu cheguei em casa, Helena Te procurei e não encontrei Fiquei tristonho a chorar Passei o resto da noite a chamar Helena, Helena Vem me consolar. Mesmo depois de cansado Teu nome falava baixinho Helena dos meus encantos Vem me fazer um carinho E fiquei desesperado Cadê Helena, meu bem O dia já vem raiando E a minha Helena não vm. Porque será (repetir)

H.019.Homenagem - Lupicínio Rodrigues

Eu agradeço estas homenagens Que vocês me fazem Pelas bobagens e coisas bonitas Que dizem que eu fiz Receber os presentes, Isto eu não tenho coragem Vão entregá-los a quem de direito Deve ser feliz... Levem estas flores Para aquela que agora deve Estar chorando Por não poder estar neste Momento aqui, perto de mim, P'ra receber estas honras Que a outra está desfrutando O nosso amor clandestino É que obriga vivermos assim Levem estas flores E digam p'ra ela ficar me Esperando E no que terminar a festa Eu irei abraçar meu amor Pois apesar de não sermos Casados É quem me inspira e está Sempre a meu lado Me acompanhando nas horas Difíceis Nas horas de dor...

H.018.Hoje Quem Paga Sou Eu - Herivelto Martins/David Nasser

Antigamente nos meus tempos de ventura Quando eu voltava do trabalho para o lar Deste bar alguém gritava com ironia Entra mano o fulano vai pagar Havia sempre alguém pagando um trago Pelo simples direito de falar Havia sempre um tragédia entre dois copos Nas gargalhadas de um infeliz a soluçar Eu sabia que era estranho nesse meio Um estrangeiro na fronteira desse bar Mas bebia outro pagava e eu partia Para o mundo abençoado do meu lar Hoje faço deste bar a sucursal Do meu lar que atualmente não existe Tenho minha história p'ra contar Uma história que é igual amarga e triste Sou apenas uma sombra que mergulha Num oceano de bebida o seu passado Faço parte dessa estranha confraria Do vermute, do conhaque e do traçado Mas se passa pela rua algum amigo Em cuja porta a desgraça não bateu Grito que entre neste bar beba comigo Hoje quem paga sou eu

H.017.Hino ao Carnaval Brasileiro - Lamartine Babo

Salve a morena A cor morena do Brasil fagueiro Salve o pandeiro Que desce o morro prá fazer a marcação, são, são, são São quinhentas mil morenas Loiras, cor de laranja, cem mil Salve, salve Teu carnaval Brasil Salve a loirínha Dos olhos verdes cor das nossas matas Salve a mulata Cor de canela, nossa grande produção São, são, são São quinhentas mil morenas Loiras, cor de laranja, cem mil Salve, salve Teu carnaval, Brasil.

H.016.Hino ao Amor - Marguerite Monot/Edith Piaff

HINO AO AMOR M. MONOT E EDITH PIAFF Se o azul do céu, escurecer Se a alegria na terra, fenecer Não importa, querida Viverei, do nosso amor Se tu és o sol dos dias meus Se os meus beijos Sempre forem teus Não importa, querida, O amargor Das dores desta vida. Um punhado de estrelas No infinito irei buscar E a teus pés esparramasr Não importam os amigos, Risos, crenças e castigos Quero, apenas, te adorar. Se o destino, então, Nos separar Se distante a morte Te encontar Não importa querida Porque eu morrerei, também. Quando, enfim, A vida terminar E dos sonhos Nada mais restar Num milagre supremo, Deus fará, no céu, Te encontrar. Quando, enfim, A vida terminar E dos sonhos Nada mais restar, Num milagre supremo, Deus fará, no céu, Te encontrar.

H.015.Humanos - André/Supla/Bidi

Esses humanos que circulam Pela cidade ai a fora Eu não aguento eles quererem me conquistar Eu não aguento eles quererem me controlar Querem me obrigar a ser Do jeito que eles são Cheios de certezas e vivendo de ilusão Mas eu não sou nem quero ser igual A quem me diz que sempre é igual Eu posso ser feliz Esses humanos...

H.014.Há uma Forte Corrente conta Voce - Francisco Alves/Orestes Barbosa

Há uma forte corrente contra você Toma cuidado Que o seu vizinho do lado Já anda desconfiado e você sabe por quê Se você continuar a viver dessa maneira Vai dar muito o que falar Todo mundo já murmura Que a corrente desse caso É aquela criatura Há uma forte corrente contra você Toma cuidado Que o seu vizinho do lado Já anda desconfiado e você sabe por quê Não te faças de inocente Pois eu leio nos teus olhos Muito medo da corrente Pois assim eu nunca vi Qualquer dia distraído Vais falar mesmo de ti Há uma forte corrente contra você Toma cuidado Que o seu vizinho do lado Já anda desconfiado e você sabe por quê

H.013.Hey - Júlio Iglesias

Hey Não ande inventando por ai Histórias e mentiras sobre mim Eu que tanto amei Hey Voce brincou demais com um coração Jogou pela janela uma ilusão Que um dia senti Eu sei, voce nunca me quis agora eu sei Fingia que me amava e eu te amei Foi só por um orgulho esse querer Eu sei voce me sufocou uma emoção Não tem sentido mais nossa união Preciso te esquecer

H.012.Hey Girl - Fevers

Hey girl Que vou fazer Não sei viver Longe de você Sem teu amor Eu não sei viver Você partiu Nem disse adeus E eu não sei Onde procurar Hey girl Não faz assim Não seja má Corre vem pra mim Não fale mais Em me deixar Pois a minha vida Pode acabar Hey girl La, Ia, Ia, Ia La, Ia, Ia, Ia Volta vem pra mim

H.011.História da Liberdade no Brasil - Aurinho da Ilha

Quem por acaso folhear a História do Brasil verá um povo cheio de esperança desde criança lutando para ser livre e varonil do nobre Amadeu Ribeira o homem que não quis ser rei a Manoel o Bequimão fez tudo aquilo que ele fez nos palmares Zumbi, um grande herói chefia o povo a lutar só para um dia alcançar liberdade quem não se lembra do combate aos emboaras e da chacina dos mascates do amor que identifica o herói de Vila Rica Na Bahia são os alfaiates que escrevem com destemor com sangue suor e dor a mensagem que encerra o destino de um bom menino Tiradentes, Tiradentes o herói inconfidente, inconfidente Domingos José Martins abraçam o mesmo ideal e veio o "fico" triunfal contrariando toda a corte em Portugal era a liberdade que crescia engatinhando a cada dia até que o nosso Imperador a independência proclamou ôba, laraia laraiara . ôba, laraia laraia Frei Caneca, mais um bravo que partiu em seguida, veio o sete de abril no dia 13 de maio negro deixou de ter sonho graças a Princesa Isabel abolindo com a lei Áurea o cativeiro tão cruel liberade, liberdade, afinal Deodoro acenou está chegando a hora e assim, quando a aurora raiou cortejando a república o povo aclamou

segunda-feira, 7 de maio de 2012

I.015.Ilha Rasa - Edú Lobo


Na noite da ilha rasa
Lá onde o mar é mais fundo
Pelo confim desse mundo
Voando alto sem asa
Será que lá mora gente
Quem sabe se lá tem casa
Será que o céu sai da frente
Quem sabe o tempo se atrasa
Por volta da meia noite
Na hora da travessia

O pisca-pisca do breu
Lembrava a estrela guia
Quando cheguei no farol
Nem sono nem alegria
Ainda faltava a metade
Pra completar meio dia
Na noite da ilha rasa...
Eu só navego direito
Em águas de minha terra
Que fica longe do mar
Que fica longe do mar
Olho prá trás e me vejo
Correndo atrás de um desejo
Sem conseguir alcançar
Sem conseguir alcançar

I.014.Inquetação - Ary Barroso


Quem se deixou escravisar
E no abismo dispencar
De um amor qualquer
Quem no acesso da paixão
Entregou o coração
A uma mulher
Não soube o mundo compreender
Nem a arte de viver
Nem chegou mesmo de leve a perceber
Que o mundo é sonho, fantasia
Desengano, alegria,
Sofrimento, ironia
Nas asas brancas da ilusão
Nossa Imaginação
Pelo espaço vai, vai, vai
Sem desconfiar
Que mais tarde cai
Para nunca mais voar

I.013.Inhansã - Gilberto Gil/Caetano Veloso


Inhansã comanda os ventos
E a força dos elementos
Na ponta do seu florim
É uma menina bonita
Quando o céu se precipita
Sempre o princípio e o fim

I.012.Indigo Blue - Gilberto Gil


Índigo blue, índigo blue
Índigo blusão
Índigo blue, índigo blue
Índigo blusão

Sob o blusão, sob a blusa
Nas encostas lisas do monte do peito
Dedos alegres e afoitos
Se apressam em busca do pico do peito
De onde os efeitos gozosos
Das ondas de prazer se propagarão
Por toda essa terra amiga
Desde a serra da barriga
Às grutas do coração

Índigo blue, índigo blue
Índigo blusão
Índigo blue, índigo blue
Índigo blusão

Sob o blusão e a camisa
Os músculos másculos dizem respeito
A quem por direito carrega
Essa Terra nos ombros com todo o respeito
E a deposita a cada dia
Num leito de nuvens suspenso no céu
Tornando-se seu abrigo
Seu guardião, seu amigo
Seu amante fiel

I.011.Influência do Jazz - Carlos Lyra


Pobre samba meu
Foi se misturando se modernizando, e se perdeu
E o rebolado cadê?, não tem mais
Cadê o tal gingado que mexe com a gente
Coitado do meu samba mudou de repente
Influência do jazz

Quase que morreu
E acaba morrendo, está quase morrendo, não percebeu
Que o samba balança de um lado pro outro
O jazz é diferente, pra frente pra trás
E o samba meio morto ficou meio torto
Influência do jazz

No afro-cubano, vai complicando
Vai pelo cano, vai
Vai entortando, vai sem descanso
Vai, sai, cai... no balanço!

Pobre samba meu
Volta lá pro morro e pede socorro onde nasceu
Pra não ser um samba com notas demais
Não ser um samba torto pra frente pra trás
Vai ter que se virar pra poder se livrar
Da influência do jazz

V.010.Vida - Milton Nascimento/Fernando Brant


O amor bateu na porta
eu de dentro respondi
minha casa é aberta
pode entrar estou aqui
O rio passava seus peixes
no fundo do meu quintal
meu pai me olhava sorrindo
minha mãe e meus irmãos
O amor bateu de novo
eu de novo respondi
entre que a casa é sua
eu só quero ser feliz
A luz trazia no vento
meus filhos e minha mulher
amigos chegavam dizendo
que a vida é isso ai.

V.009.Vida - Chico Buarque


Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Deixei a fatia
Mais doce da vida
Na mesa dos homens
De vida vaz ia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz
Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Verti minha vida
Nos cantos, na pia
Na casa dos homens
De vida vazia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz
Luz, quero luz
Sei que além das cortinas
São palcos azuis
E intifinita cortinas
Com palcos atrás
Arranca, vida
Estufa, veia
E pulsa, pulsa, pulsa
Pulsa, pulsa mais
Mais, quero mais
Nem que todos os barcos
Recolham ao cais
Que os faróis da costeira
Me lancem sinais
Arranca, vida
Estufa, veiã.
Me leva, leva longe
Longe, leva mais
vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Toquei na ferida
Nos nervos, nos fios
Nos olhos dos homens
De olhos sombrios
Mas, vida, ali
Eu sei que fui feliz.

sábado, 28 de abril de 2012

V.008.Vaca Profana - Caetano Veloso


Respeito muito mInhas lagrimas
Mas ainda mais minha risada
Inscrevo assim minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana, põe teus cornos
Prá fora e acima da manada
É
Dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas
Segue a "movida madrilenã"
Tambem te mata Barcelona
Napoli Pino, Pi, Pau, Punks
Picassos movem-se por Londres
Bahia onipresentemente
Rio e belíssimo horizonte
Ê
Vaca de divinas tetas
La leche buena toda em mi garganta
La mala leche para Ias "puretas"
Quero que pinte um amor Bethânia
Stevie Wonder, anda luz
Como o que teve em Tel Aviv
perto do mar, longe da cruz
Mas em composição cumbista
Meu mundo Thelonius Monk's blues
Ê
Vaca das divinas tetas
Teu bom só para o oco, minha falta
E o resto inunde as almas dos caretas
Sou tímido e espalhafatoso
Torre traçada por Gaudi
São Paulo é como o mundo todo
No mundo um grande amor perdi
Caretas de Paris e New York
Sem mágoas estamos ai!

Dona das divinas tetas
Quero teu leite todo em minha alma
Nada de leite mau para os caretas
Mas eu tambem sei ser careta
De perto ninguem é normal
As vezes segue em linha reta
A vida; que é meu bem/meu mal
No mais; as "ramblas" do planeta
" Orchata de chufa" si us plau
Ê
Deusa de assombrosas tetas
Gotas de leite bom na minha cara
Chuva domesmo bom sobre os caretas.