domingo, 31 de julho de 2011

N.010.Não é Assim - Paulinho da Viola

Não é assim que se faz
É melhor dizer a verdade
Tudo não passou de um sonho
Não quero viver enganado
Houve um tempo de ternura
Quando nosso amor nasceu

Hoje eu vejo nos teus olhos
Que a flor do nosso amor morreu

Os teus olhos não escondem
Aquilo que eu não esperava
Usa de sinceridade, agora
Quero ouvir suas palavras
O teu amor em minha vida
Foi mais uma ilusão
Que tentarei mais uma vez
Na despedida
Apagar do meu coração.

N.009.Nenhum Mistério - Lô Borges/Ronaldo Bastos


Nenhum mistério irá secar
A fonte desse nosso desejo
Um raio de sol
A felicidade
Ninguém apagará

Quem no espanto de traduzir
Desnuda a flor de tanta beleza
Ninguém vai cegar
A luz das estrelas
Nem sanha de ladrões

Agora é nossa hora de viver
De enfrentar a fúria dos leões
Plantar a esperança pra colher
A paz que move nossos corações

Nenhum bandido nos roubará
Desnuda tão vibrante energia
Um raio de sol, um céu radiante
Ninguém apagará

Quem no lampejo de traduzir
Desnuda tão vibrante energia
Ninguém vai levar a nossa alegria
Ao fundo dos porões

Agora é nossa hora de viver
De enfrentar a fúria dos leões
Plantar a esperança pra colher
A paz que move nossos corações

N.008.Nos Bailes da Vida - Milton Nascimento/Fernando Brant

Foi nos bailes da vida, ou num bar em troca de pão
Que muita gente boa pôs o pé na profissão
De tocar um instrumento e de cantar
Não importando se quem pagou quis ouvir, foi assim
Cantar era buscar o caminho que vai dar no sol
Tenho comigo as lembranças do que eu era
Para cantar nada era longe, tudo tão bom
'Té a estrada de terra na boléia de caminhão, era sim
Com a roupa encharcada e a alma repleta de chão
Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se foi assim, assim será
Cantando me disfarço e não me canso de viver nem de cantar

N.007.Na Asa do Vento - João do Vale


Deu meia noite, a lua faz um claro
Eu assubo nos aro, vou brincar no vento leste

A aranha tece puxando o fio da teia
A ciência da abeia, da aranha e a minha

Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, olará, viu?
Muita gente desconhece

Muita gente desconhece, olará, tá?
Muita gente desconhece

A lua é clara, o sol tem rastro vermelho
É o lago um grande espelho onde os dois vão se mirar

Rosa amarela quando murcha perde o cheiro
O amor é bandoleiro, pode inté custar dinheiro
É fulô que não tem cheiro e todo mundo quer cheirar

Todo mundo quer cheirar, olará, viu?
Todo mundo quer cheirar

Todo mundo quer cheirar, olará, tá?
Todo mundo quer cheirar

N.006.Na Linha do Mar - Paulinho da Viola

Galo cantou
Às quatro da manhã
Céu azulou
Na linha do mar

Vou me embora desse mundo de ilusão
Quem me vê sorrir
Não há de me ver chorar

Flechas sorrateiras cheias de veneno
Quem atingir o meu coração
Mas o meu amor sempre tão sereno
Serve de escudo pra qualquer ingratidão

quinta-feira, 30 de junho de 2011

N.005.Na Gangorra - Mariana Aydar


Na boa...
Nós dois na gangorra
Remando horas à fio
A noite é escura, o tempo é frio
Rumando contra a corrente
Vai fugindo do que sente
Mas nem saiu do lugar
Não adiantou tanto remar
Pois esqueceu amarrada
A canoa na beirada

Nós dois
Num filme de ação
Eu, a mocinha e você,o vilão
Nós dois
num filme de amor
eu, a donzela e você, o cantor.

N.004.Negue - Adelino Moreira/Enzo de Almeida Passos


Negue seu amor, o seu carinho
Diga que você já me esqueceu
Pise, machucando com jeitinho
Este coração que ainda é seu

Diga que o meu pranto é covardia
Mas não se esqueça
Que você foi minha um dia

Diga que já não me quer
Negue que me pertenceu
Que eu mostro a boca molhada
E ainda marcada
Pelo beijo seu

N.003.Na cadência do Samba - Ataulfo Alves/Paulo Gesta

Batucada de bamba
Cadência bonita do samba

Eu sei que vou morrer não sei o dia
Levarei saudades da maria
Sei que vou morrer não sei a hora
Levarei saudades da Aurora

Quero morrer numa batucada de bamba
Na cadência bonita do samba

Mas o meu nome ninguém vai jogar na lama
Diz o dito popular
Morre o homem, fica a fama

Quero morrer numa batucada de bamba
Na cadência bonita do samba

N.002.Nada Mais - Ronaldo Bastos


Sinto quando alguém te interessa,
mesmo quando fines que não ves.
Se desapareces numa festa, eu já sei.
Não te quero ouvir falar do tempo
se eu só pergunto: Onde vais?
Mas se quiser saber se voltas logo,
You don´t know, nada mais.
Vão dizer que são tolices, que podemos ser felizes
mas tudo o que eu sei, não dá pra disfarçar
dessa vez doeu demais.
Amanhã será, jamais.

Onde agente vai tem uns amigos,
que você precisa visitar.
Se não sou feliz são só ciúmes, nada mais.
Mais de uma vez flagrei seus lábios
na intenção do nome de outro alguém.
Mas se quiser saber o que eles calam,
Você diz: "Tudo bem"
Vão dizer que são tolices que podemos ser felizes
mas tudo o que eu sei, não dá pra disfarçar.
dessa vez doeu demais.
Amanhã será, jamais, jamais.

Oh! Vão dizer que são tolices, que podemos ser felizes
mas tudo o que eu sei, não dá pra disfarçar
dessa vez doeu demais.
Amanhã será jamais.

N.001.Noite dos Mascarados - Chico Buarque

- Quem é você?
- Adivinha se gosta de mim
Hoje os dois mascarados procuram os seus
namorados perguntando assim:
- Quem é você, diga logo...
- ...que eu quero saber o seu jogo
- ...que eu quero morrer no seu bloco...
- ...que eu quero me arder no seu fogo
- Eu sou seresteiro, poeta e cantor
- O meu tempo inteiro, só zombo do amor
- Eu tenho um pandeiro
- Só quero um violão
- Eu nado em dinheiro
- Não tenho um tostão...Fui porta-estandarte, não sei mais dançar
- Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar
- Eu sou tão menina
- Meu tempo passou
- Eu sou colombina
- Eu sou pierrô
Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr, deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira que você me quer
O que você pedir eu lhe dou
Seja você quem for, seja o que Deus quiser
Seja você quem for, seja o que Deus quiser

quarta-feira, 25 de maio de 2011

B.024.Baioque - Chico Buarque

Quando eu canto
Que se cuide
Quem não for meu irmão
O meu canto punhalada
Não conhece perdão

Quando eu rio, rio seco
Como é seco o sertão
Meu sorriso é uma fenda
Escavada no chão

Quando eu choro, é uma enchente
Surpreendendo o verão
É um inveno de repente
Inundando o sertão

Quando eu amo, eu devoro
Todo o meu coração
Eu odeio
Eu adoro numa mesma oração
Quando eu canto
Mamy, não quero seguir
Definhando sol a sol
Me leva daqui
Eu quero partir
Requebrando um rock and roll

Nem quero saber
Como se dança o baião
Eu quero ligar
Eu quero um lugar
No sol de Ipanema
Cinema e televisão.

B.023.Bahia de Todas as Contas - Gilberto Gil

Rompeu-se a guia de todos os santos
Foi Bahia
Prá todos os cantos
Foi Bahia

Prá cada canto uma conta
Prá nação de ponta a ponta
O sentimento bateu
(Ai bateu)

Daquela terra provinha
Tudo que esse povo tinha
De mais puro, de mais seu

Hoje já ninguém duvida
Está na alma
Está na vida
Está na boca do País

E o gosto da comida
E a praça colorida
É assim porque Deus quis

Olorum se mexeu
Rompeu-se a guia...

Prá cada canto uma conta
Prá cada santo uma mata
Um estrela, um rio, um mar
E onde quer que houvesse gente
Brotavam como sementes
As contas desse colar
Hoje a raça está formada
Nossa aventura plantada
Nossa cultura é raiz

É ternura nossa folha
É doçura nossa fruta
É assim porque Deus quis

Olorum se mexeu


Rompeu-se a guia...

B.022.Bela Bela - Milton Nascimento/Ferreira Gular

Bela Bela
mais que bela
mas como era o nome dela?
BELA BELA
MILTON NASCIMENTO/FERREIRA GULLAR


Bela Bela
mais que bela
mas como era o nome dela?

Não era Helena nem Vera
nem Nara nem Gabriela
nem Teresa nem Maria

Seu nome seu nome era...
Perdeu-se na carne fria
Perdeu-se na confusão de tanta noite e tanto dia
Perdeu-se na profussão das coisas acontecidas
constelações de alfabeto
noites escritas a giz
pastilhas de aniversário
domingos de futebol
enterros corsos comicios
roleta bilhar baralho
mudou de cara e cabelos mudou de olhos e riso
mudou de casa e de tempo: mas está comigo
perdido comigo
teu nome
em alguma gaveta


Não era Helena nem Vera
nem Nara nem Gabriela
nem Teresa nem Maria

Seu nome seu nome era...
Perdeu-se na carne fria
Perdeu-se na confusão de tanta noite e tanto dia
Perdeu-se na profussão das coisas acontecidas
constelações de alfabeto
noites escritas a giz
pastilhas de aniversário
domingos de futebol
enterros corsos comicios
roleta bilhar baralho
mudou de cara e cabelos mudou de olhos e riso
mudou de casa e de tempo: mas está comigo
perdido comigo
teu nome
em alguma gaveta

B.021.Bibelô - Joanna


Novamente a mesma desculpa
Chegou atrasado porque
Esse trânsito horrível
É sempre culpado
Procure entender
Eu não quero tirar de você
O prazer de fingir
Francamente eu só não entendo
O seu coração anda sempre fazendo loucuras
Em nome do amor
E depois
Me aparece abatido
Gritando de dor
Como sempre
Pensando em você
Eu esqueço de mim
Como sempre
Pensando em você
Vou cavando o meu fim
E quem sabe
Amanhã eu desperte
Em nome da dor
E arranque esse anjo escondido
Do canto dos olhos
Que me cega tentando esconder
Essas juras malfeitas de amor
Acontece que já estou cansada
De ser bibelô

B.020.Bola de Meia, Bola de Gude - Milton Nascimento

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Carater, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sussegado
Quaquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão

segunda-feira, 25 de abril de 2011

B.019.Baby - Caetano Veloso

Você precisa saber da piscina, da
Margarina, da Carolina, da gasolina
Você precisa saber de mim
Baby, baby, eu sei que é assim
Baby, baby, eu sei que é assim
Você precisa tomar um sorvete
Na lanchonete, andar com gente
Me ver de perto.
Ouvir aquela canção do Roberto
Baby, baby, há quanto tempo
Baby, baby, há quanto tempo

Você precisa aprender inglês
Precisa aprender o que eu sei
E o que eu não sei mais
E o que eu não sei mais
Não sei, comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz
Vivemos na melhor cidade
Da América do Sul
Da América do Sul
Você precisa, você precisa
Não sei, leia na minha camisa
Baby, baby, I love you
Baby, baby, I love you

B.018.Brasa - Lupcínio Rodrigues


Você parece uma brasa
Toda vez que chego em casa
Dá-se logo uma explosão
Ciúmes de mim não acredito
Pois meu bem não é com grito
Que se prende um coração
Desculpe a minha pergunta
Pois quem tanta asneira junta
Ensinaram a falar
Meu professor bem podia
Ensinar que não devia
Deste modo me tratar
Se às vezes você chora
Quando eu passo as noites fora
Não venho em casa almoçar
É... que as mulheres da rua
Têm a alma melhor que a tua
Sabem melhor me agradar
Se às vezes eu me demoro
É diminuindo a hora
Para contigo eu estar
Se apagasse essa brasa
Eu não sairia de casa


B.017.Bálsamo - Sueli Costa/Abel Silva


É triste a vida do cometa
longe da luz do olhar humano

Meu coração longe do teu
É só engano

Amor que te quero amor
Bálsamo da minha dor
Me faz brilhar por ti
Viver em seu louvor
Eternamente por onde eu for

Eu sei que tanta gente existe por ai

Que quer sorrir e ser feliz
Esquecer que o amor
É um deus sem vestimentas
Na paz e na tormenta
Brincar nu e infantil

Amor que te quero amor
Bálsamo da minha dor
Aponta as tuas flechas finas
Pro coração do Brasil

Te quero amor no meu sangue

Também te quero nas ruas
Onde chora esta criança
Onde esmola este ancião
Onde te chamo e te canto
No fogo dessa canção

B.016.Bicho de 7 Cabeças - Geraldo Azevedo/Zé Ramalho


Não dá pé, não tem pé nem cabeça
Não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito, não tem nem talvez
Ter feito o que você me fez, desapareça
Cresça e desapareça

Não tem dó no peito, não tem jeito
Não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça
Não tem pé, não tem cabeça
Não dá pé, não é direito
Não foi nada, eu não fiz nada disso e você fez um
Bicho de sete cabeças

B.015.Beija-me - Roberto Martins/Mário Rossi


Beija-me!
Deixa o teu rosto
Coladinho ao meu
Beija-me!
Eu dou a vida
Pelo beijo teu
Beija-me!
Quero sentir o teu perfume
Beija-me com todo o teu amor
Se não eu morro de ciúme...

Ai! Ai! Ai! Que coisa boa!
O beijinho do meu bem
Dito assim parece à tôa
O feitiço que ele tem
Ai! Ai! Ai! Que coisa louca!
O gostinho divinal
Quando eu ponho a minha boca
Nos teus lábios de coral...

Ai! Ai! Ai! Que coisa boa!
O beijinho do meu bem
Dito assim parece à tôa
O feitiço que ele tem
Ai! Ai! Ai! Que coisa louca!
Que gostinho divinal
Quando eu ponho a minha boca
Nos teus lábios de coral...

Beija-me!
Deixa o teu rosto
Coladinho ao meu
Beija-me!
Eu dou a vida
Pelo beijo teu
Beija-me!
Quero sentir o teu perfume
Beija-me com todo o teu amor
Se não eu morro de ciúme...

Ai! Ai! Ai! Que coisa boa!
O beijinho do meu bem
Dito assim parece à tôa
O feitiço que ele tem
Ai! Ai! Ai! Que coisa louca!
Que gostinho divinal
Quando eu ponho a minha boca
Nos teus lábios de coral...

Ai! Ai! Ai! Que coisa boa!
O beijinho do meu bem
Dito assim parece à tôa
O feitiço que ele tem
Ai! Ai! Ai! Que coisa louca!
O gostinho divinal
Quando eu ponho a minha boca
Nos teus lábios de coral...

Beija-me!
Deixa o teu rosto
Coladinho ao meu
Beija-me!
Eu dou a vida
Pelo beijo teu
Beija-me!
Quero sentir o teu perfume
Beija-me com todo o teu amor
Se não eu morro de ciúme...