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segunda-feira, 31 de março de 2025
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025
C.223.Canibaile - Guinga/Aldir Blanc
Quém-quém, andei cantando alegremente
E a cada pacto eu, o pato, era um frango de macumba
Vinha os turistas, viviam me alugando
E ainda furavam meu zabumba
Depois ligavam o rádio FM
Dançando sobre a minha tumba
Eu senti o drama do maneta:
Numa das mãos tomou Buscheta
E com a outra o que é que eu faço?
Virei palhaço no circo onde o calouro
É o toureiro e é o touro
E ouve rádio ligado na FM
Enquanto toma pelo couro
Araquiri, maracutaia...
Eu vou soltar a pomba-gira nessa praia! (bis)
Mas que som, que saco, que mentira!
Falei com Jackson, lembramos Djanira
Ele foi chamar Almira e isso vai continuar
Porque nunca se viu na cascavel
O guizo dela enguiçar
Quém-quém...
Derramaro o gai do candiêro
- Nesse entrevero, uso o coco e fico firme
Pode vir David Byrne
Porque o canibal sou eu:
No pau, descasco e como o tal rei momo
Que cagou no que é meu
O tempero é que é difícil
Nem com fuzileiro e míssil...
Bedelho, ara! Mai que time é teu?
C.222.Catavento e girassil - Guinga/Aldir Blac
Meu catavento tem dentro
O que há do lado de fora do teu girassol
Entre o escancaro e o contido
Eu te pedi sustenido
E você riu bemol
Você só pensa no espaço
Eu exigi duração
Eu sou um gato de subúrbio
Você é litorânea
Quando eu respeito os sinais
Vejo você de patins
Vindo na contra-mão
Mas, quando ataco de macho
Você se faz de capacho
E não quer confusão
Nenhum dos dois se entrega
Nós não ouvimos conselho:
Eu sou você que se vai
No sumidouro do espelho
Eu sou do Engenho de Dentro
E você vive no vento do Arpoador
Eu tenho um jeito arredio
E você é expansiva
(o inseto e a flor)
Um torce pra Mia Farrow
O outro é Woody Allen...
Quando assovio uma seresta
Você dança, havaiana
Eu vou de tênis e jeans
Encontro você demais:
Scarpin, soirée
Quando o pau quebra na esquina
Você ataca de fina
E me oferece em inglês:
É fuck you, bate-bronha
E ninguém mete o bedelho:
Você sou eu que me vou
No sumidouro do espelho
A paz é feita no motel
De alma lavada e passada
Pra descobrir logo depois
Que não serviu pra nada
Nos dias de carnaval
Aumentam os desenganos:
Você vai pra Parati
E eu pro Cacique de Ramos
Meu catavento tem dentro
O vento escancarado do Arpoador
Teu girassol tem de fora
O escondido do Engenho de Dentro da flor
Eu sinto muita saudade
Você é contemporânea
Eu penso em tudo quanto faço
Você é tão espontânea!
Sei que um depende do outro
Só pra ser diferente
Pra se completar
Sei que um se afasta do outro
No sufoco somente pra se aproximar
Cê tem um jeito verde de ser
E eu sou mais vermelho
Mas os dois juntos se vão
No sumidouro do espelho
C.221.Canção da estrada - Nilson Gomdim/Alano Freitas
MINHA MENINA O CAMINHO LEVOU
LEVOU MINHA MENINA
A ESTRADA QUE PASSOU
E QUANDO DA JANELA
OLHO EM SUA DIREÇÃO.
PARECE QUE A ESTRADA
ME REPETE ESTA CANÇÃO
O CORAÇÃO É FEITO
PARA SEMPRE NAVEGAR
MAS É TÃO GRANDE O MAR
QUE A PRAIA HÁ DE CHORAR
MAS O PRANTO SE TRANSfORMA
E SE ESQUECE NA CANÇÃO
E SIGAMOS O MISTERIO DO CAMINHO
O CAMINHO QUE APARENTEMENTE
NÃO SAINDO DO LUGAR
ESTÁ SEMPRE ENCANTANDO
SEMPRE A CARREGAR ALGUÉM
QUE A MAGOA DE UM OUTRO CORAÇÃO
HÁ DE DEIXAR.
C.220.Canta, canta minha gente - Martinho da Vila
Canta, canta minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar
Cantem o samba de roda
O samba-canção e o samba rasgado
Cantem o samba de breque
O samba moderno e o samba quadrado
Cantem ciranda e frevo
O coco, maxixe, baião e xaxado
Mas não cantem essa moça bonita
Porque ela está com o marido do lado
Quem canta seus males espanta
Lá em cima do morro ou sambando no asfalto
Eu canto o samba-enredo
Um sambinha lento ou um partido alto
Há muito tempo não ouço
O tal do samba sincopado
Só não dá pra cantar mesmo
É vendo o sol nascer quadrado
C.219.Coisa da antiga - Wilson Moreira/Ney Lopes
Na tina, vovó lavou, vovó lavou
A roupa que mamãe vestiu quando foi batizada
E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar
Muita fumaça e calor no ferro de engomar
Hoje mamãe me falou de vovó só de vovó
Disse que no tempo dela era bem melhor
Mesmo agachada na tina e soprando no ferro de carvão
Tinha-se mais amizade e mais consideração
Disse que naquele tempo a palavra de um mero cidadão
Valia mais que hoje em dia uma nota de milhão
Disse afinal que o que é de verdade
Ninguém mais hoje liga
Isso é coisa da antiga, ai na tina...
Hoje o olhar de mamãe marejou só marejou
Quando se lembrou do velho, o meu bisavô
Disse que ele foi escravo mas não se entregou à escravidão
Sempre vivia fugindo e arrumando confusão
Disse pra mim que essa história do meu bisavô, negro fujão
Devia servir de exemplo a "esses nego pai João"
Disse afinal que o que é de verdade
Ninguém mais hoje liga
Isso é coisa da antiga
Oi na tina...
C.218.Chico Rei - Geraldo Babão/Djalma Sabiá
Vivia no litoral africano
Uma régia tribo ordeira cujo rei era símbolo
De uma terra laboriosa e hospitaleira
Um dia, essa tranqüilidade sucumbiu
Quando os portugueses invadiram
Capturando homens
Para fazê-los escravos no Brasil
Na viagem agonizante
Houve gritos alucinantes
lamentos de dor
Ô, ô, ô adeus, Baobá, ô, ô, ô
Ô, ô, ô adeus, meu Bengo, eu já vou
Ao longe, Minas jamais ouvia
Quando o rei mais confiante
Jurou à sua gente que um dia os libertaria
Chegando ao Rio de Janeiro
No mercado de escravos
Um rico fidalgo os comprou
E para Vila Rica os levou
A idéia do rei foi genial
Esconder o pó de ouro entre os cabelos
Assim fez seu pessoal
Todas as noites quando das minas regressavam
Iam à igreja e suas cabeças banhavam
Era o ouro depositado na pia
E guardado em outro lugar com garantia
Até completar a importância
Para comprar suas alforrias
Foram libertos cada um por sua vez
E assim foi que o rei
Sob o sol da liberdade trabalhou
E um pouco de terra ele comprou
Descobrindo ouro enriqueceu
Escolheu o nome de Francisco
E ao catolicismo se converteu
No ponto mais alto da cidade, Chico Rei
Com seu espírito de luz
Mandou construir uma igreja
E a denominou
Santa Efigênia do Alto da Cruz
C.217.Chega - Passageiro/Aderson Alves
Chega,
De viver humilhado,
Tentando mostra-te,
Um mundo melhor!!
Chega,
Pois eu sinto,
Que cada dia que passa,
Você está cada vez
Pior!!
Chega,
De esconder meu desgosto,
Sofrendo demais,
Para ver-te sorrir!!
Chega,
De passar tantas noites,
Pensando em você,
Sem poder dormir!!
Chega,
De dedicar,
carinho e amor tão sincero,
A quem não merece!!
Chega,
De fingir que não sei,
Que deitas comigo,
Com o pensamento,
Tão longe adormece!!
C.216.Coração vagabundo - Caetano Veloso
MEU CORAÇÃO NÃO SE CANSA
DE TER ESPERANÇA
DE UM DIA SER TUDO O QUE QUER
MEU CORAÇÃO DE CRIANÇA
NÃO É SÓ A LEMBRANÇA
DE UM VULTO FELIZ DE MULHER
QUE PASSOU POR MEUS SONHOS
SEM DIZER ADEUS
E FEZ DOS OLHOS MEUS
UM CHORAR MAIS SEM FIM
MEU CORAÇÃO VAGABUNDO
QUER GUARDAR O MUNDO
EM MIM
MEU CORAÇÃO VAGABUNDO
QUER GUARDAR O MUNDO
EM MIM
C.215.Chiclete de hortelã - Zeca Pagodinho
Eu já mandei pedir à
Odete
Para me mandar
Um chiclete de hortelã
Para tirar
Esse cheiro de aguardente
De romã do ceará
Já cansei de implorar à minha irmã
Prá me mandar um chiclete
Ela foi para bahia
Terra do balangandã
E numa casa de santo
Foi comprar um talismã
Que dizia ter encantos quebrava os quebrantos
E era de inhansã
E eu só pedi prá me comprar
Um chiclete de hortelã
Quando vem raiando o dia
Meditando em seu divã só penso na carestia
Que aumenta a cada manhã
Oh, meu deus que bom sereia
Se eu comprasse alcatra ou chá
Mas o dinheiro já nem dá
Pro chiclete de hortelã
Refrão
Nos meus tempos de infância
Todo dia de amanhã
O bom velhinho do doce
Que de criança era fã
Tem cocada, mariola
Bala e doce de maçã
Olha aí
Quem quer comprar
Um chiclete de hortelã
O meu time vai domingo
Jogar no maracanã
Vou festejar a vitória
Com a torcida campeã
Se quando eu chegar em casa
Não estiver de cuca sã
Prá disfarçar eu vou mascar
Um chiclete de hortelã
C.214.Carolina - Chico Buarque
Carolina, nos seus olhos fundos guarda tanta dor, a dor de todo esse mundo
Eu já lhe expliquei, que não vai dar, seu pranto não vai nada ajudar
Eu já convidei para dançar, é hora, já sei, de aproveitar
Lá fora, amor, uma rosa nasceu, todo mundo sambou, uma estrela caiu
Eu bem que mostrei sorrindo, pela janela, ah que lindo
Mas Carolina não viu...
Carolina, nos seus olhos tristes, guarda tanto amor, o amor que já não existe,
Eu bem que avisei, vai acabar, de tudo lhe dei para aceitar
Mil versos cantei pra lhe agradar, agora não sei como explicar
Lá fora, amor, uma rosa morreu, uma festa acabou, nosso barco partiu
Eu bem que mostrei a ela, o tempo passou na janela e só Carolina não viu.
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